Corretíssimo amigo! É a correria do dia a dia. Na verdade recebi do DicasL
que tem uma newsletter imperdível: não sei se todos já conhecem mas,
recomendo
http://www.dicas-l.com.br/
Obrigada,

Jenny

Em 11 de março de 2010 14:54, Paulo Francisco Slomp <[email protected]>escreveu:

>
> Oi Jenny
>
> Você esqueceu de indicar o endereço onde capturaste esse artigo, a fonte.
>
> Eu encontrei ele em: http://www.trezentos.blog.br/?p=4231
>
> Saluti!
>
> Paulo Slomp
>
>
> Jenny Horta escreveu:
>
>>
>>  Relatório da Associação Internacional da Propriedade Intelectual
>>
>> */Colaboração: Sérgio Amadeu/*
>>
>> */Data de Publicação: 11 de março de 2010/*
>>
>> *RELATÓRIO DA ASSOCIAÇAO INTERNACIONAL DA PROPRIEDADE INTELECTUAL AGRADECE
>> APOIO DE POLICIAIS AMIGOS E DIZ QUE APCM NÃO PROCESSA REDES P2P COM RECEIO
>> DA OPINIÃO PÚBLICA*.
>>
>> O Relatório da /INTERNATIONAL INTELLECTUAL PROPERTY ALLIANCE®/ (IIPA,
>> Associação internacional de Propriedade Internacional) que trata da proteção
>> e da denúncia da violação de copyright em todo o mundo teve sua última
>> versão lançada recentemente com o nome /IIPA's 2010 Special 301 Report <
>> http://www.regulations.gov/search/Regs/contentStreamer?objectId=0900006480aa8547&disposition=attachment&contentType=pdf>/.
>>
>>
>> Ao invés de reconhecer as mudanças e possibilidades que a Internet oferece
>> para todas as sociedades, a articulação da *MPAA*, *RIAA* e da *Business
>> Software Aliance*, neste relatório, assume integralmente o seu
>> obscurantismo.
>>
>> Buscando ampliar a criminalização de práticas coletivas e cotidianas de
>> milhões e milhões de internautas, a IIPA, Associação internacional de
>> Propriedade Internacional que no relatório 2009 fazia referência a
>> necessidade de aprovar o AI-5 Digital no Brasil, agora chegou aos limites da
>> agressividade.
>>
>> Logo no início do relatório a IIPA afirma que
>>
>>    A "pirataria" como o conhecemos hoje em dia está ocorrendo de forma
>>    cada vez sofisticada, utilizando ou fornecendo aos usuários
>>    materiais sem autorização de direitos autorais sem autorização, ao
>>    invés de simplesmente realizar sua a duplicação e venda de conteúdo
>>    em mídia física nas lojas de varejo ou nas ruas. (...) Essa
>>    pirataria é feita de inumeráveis formas, do compartilhamento de
>>    arquivos P2P, deeplinking sites, compartilhamento BitTorrent,
>>    cyberlockers, quadros de avisos na web, e outros serviços semelhantes.
>> Na página 13 do documento que mais parece uma bomba, pois suas próprias
>> frases são autodestrutivas e demonstram exatamente o quão absurda é a sua
>> visão, temos
>>
>>    Na Espanha, com uma das taxas mais elevadas da Europa de
>>    compartilhamento ilegal de arquivos Europa, estima-se que as vendas
>>    de artistas locais do top 50 caíram 65%, entre 2004 e 2009. Na
>>    França, onde um quarto dos downloads na internet são ilegais, os
>>    álbuns dos artistas locais tiveram uma queda de 60%, entre 2003 e
>>    2009. A situação do Brasil, país rico culturalmente, é semelhante.
>> Dois breves comentários. Primeiro, qual a fonte destes dados? A IIPA não
>> diz. São projeções baseadas em premissas erradas, chutes de advogados em
>> petições que seriam cômicas se não fossem obscuras. As pesquisas demonstram
>> que as vendas de CDs por artistas caem muito mais em função da crescente
>> diversidade de oferta de músicos ocorrida com a Internet do que com a cópia
>> ilegal. O que a indústria do copyright não quer ver é a crise da
>> intermediação. Antes as gravadoras controlavam quem podia e não podia fazer
>> sucesso. Com a Internet, uma jovem banda não precisa mais pagar "jaba" para
>> ser conhecida por milhares de pessoas na rede (vide Teatro Mágico, Móveis
>> Coloniais, etc).
>>
>> Segundo, repare no "tiro-no-pé" que é o próprio texto da IIPA. Ele chama
>> claramente os milhões de jovens e adultos europeus que fazem download de
>> criminosos. É óbvio que existe algo errado com uma lei que transforma a
>> prática cotidiana de milhões de pessoas em crime. É nítido que ninguém
>> acredita que o compartilhamento de bens culturais seja um problema social,
>> ao contrário, se a IIPA conseguisse impor sua lógica aí, sim, teríamos um
>> grave problema para a criatividade e para a disseminação da cultura.
>>
>> Agora, reparem bem no longo trecho a seguir extraído da página 178 do
>> relatório da IIPA, quando este se debruça sobre o Brasil:
>>
>>    Retenção de dados: a Business Software Aliance assinala que não há
>>    legislação específica que estabeleça um período de tempo mínimo para
>>    os provedores de Internet mantenham os registros das transações
>>    realizadas na Internet. Atualmente os provedores estão mantendo os
>>    dados para um período curto, o que torna difícil para acompanhar e
>>    investigar a pirataria nas redes P2P (idealmente tais dados devem
>>    ser conservados pelo menos durante 6 meses a 1 ano). Em um recente
>>    contencioso judicial iniciado por um grupo nacional da indústria
>>    fonográfica (ABPD) contra um grupo de uploaders de São Paulo, foi
>>    inviabilizado quando o Tribunal confirmou o direito do autor de
>>    obter as provas. No entanto, o provedor foi incapaz de fornecer os
>>    dados, tendo em conta o longo período passou para a resolução do
>>    recurso. O provedor de acesso simplesmente "perdeu" a informação
>>    enquanto se esperava decisão do recurso. Esta deficiência específica
>>    certamente pode frustrar os esforços desenvolvidos pela indús tria
>>    fonográfica no Brasil para desafiar a troca em massa de arquivos de
>>    música ilegal que ocorre através das redes P2P. O Conselho Nacional
>>    Contra a Pirataria (SIC) deve dedicar recursos para a analisar a
>>    legislação pertinente, no Brasil, a fim de fornecer recomendações
>>    claras para uma solução destes casos.
>> Observe que a IIPA é a maior interessada na violação da privacidade e
>> guarda automática dos logs de navegação. Ela conta com um poderoso lobby
>> dentro da Polícia Federal e com o apoio de alguns membros do Ministério
>> Público. A IIPA quer que o direito ao conhecimento, o direito humano à
>> comunicação, à liberdade de expressão e o direito de navegar sem ser vigiado
>> sejam subordinados à exigência de cerceamento das obras protegidas pelo
>> copyright.
>>
>> Sem dúvida, aqui temos a maior das aberrações. Veja, ainda, na página 178:
>>
>>    Execução penal: a APCM (uma ONG anti-pirataria) percebe que a
>>    pirataria na Internet não será a prioridade para a polícia, mas
>>    agradece o apoio de policiais de unidades especiais do cibercrime,
>>    tanto na polícia federal e estadual. Diversos processos penais foram
>>    realizadas em colaboração com a Polícia Federal e Polícia Civil
>>    contra os piratas da Internet que vendem DVDs piratas e aqueles que
>>    oferecem a venda de filmes pirateados através de redes sociais, como
>>    o Orkut. Atualmente, a APCM não está processando qualquer caso
>>    ilícito nas redes P2P, por causa das possíveis repercussões
>>    negativas com o público em geral e com o governo.
>> O documento não podia ser mais claro. Eles atuam dentro do Estado. Estas
>> associações da indústria de copyright fazem a polícia agir de acordo com
>> seus interesses. Por isso, querem uma redação genérica das lei de crimes na
>> Internet, para poder agir e criminalizar práticas corriqueiras e comuns na
>> rede. O mais interessante é que o relatório da IIPA reconhece que a ação
>> absurda que a APCN desfechou contra a comunidade Discografias, no Orkut, foi
>> um "tiro pela culatra". Apesar do relatório dizer que se vende músicas nas
>> redes P2P, todos sabem que elas são compartilhadas generosamente, como
>> ocorria na comunidade Discografias.
>>
>> Precisamos ficar atentos, pois este segmento obscuro da indústria cultural
>> e seus representantes sabem que não podem dizer tudo. Se escondem em
>> redações marotas, em discursos em defesa das crianças, mas o que querem
>> mesmo é implantar na Internet a cultura da permissão e colocar a
>> criatividade sob o seu controle. Estamos alertas.
>>
>>
>>
>> --
>> “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está
>> no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que
>> nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a
>> felicidade.”
>> (Carlos Drummond de Andrade)
>>
>> Jenny Horta
>> http://melhorart.blogspot.com
>> http://escolaedificar.blogspot.com
>> Linux user:#474916
>> Ubuntu user: #23036
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“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no
amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada
arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”
(Carlos Drummond de Andrade)

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