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Alexandre Oliva foi mais uma vez contundente, agora ao relacionar a posição do software proprietário com a posição do pedófilo.

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Sexo, drogas e software livre é tema de palestra no fisl11

23 de Julho de 2010

Fonte:
http://softwarelivre.org/fisl11/noticias/sexo-drogas-e-software-livre-e-tema-de-palestra-no-fisl11

Conselheiro da Fundação Software Livre América Latina, Alexandre Oliva,
palestrou durante o terceiro dia do 11º Fórum internacional Software
Livre (fisl11). Com a sala de palestra lotada, Oliva abordou o tema
“Sexo, Drogas e Software: Filosofando nas Trincheiras entre o Bem e o Mal.

Durante a conversa, o palestrante comparou o uso de softwares
proprietários com a prostituição. “Na prostituição uma pessoa paga por
uma coisa que pode ter de forma gratuita e consensual. O mesmo acontece
com o software proprietário. Software é como sexo, é melhor quando é
livre, já dizia Linus Torvalds”, falou com humor.

Oliva também abordou a diferença entre estupro e relação consensual,
remetendo à discussão sobre software privativo. “Podemos observar que em
muitos casos a sacanagem é consensual, ainda que o usuário não esteja
exatamente interessado em ser sacaneado. Do ponto de vista do usuário,
pode parecer um pouco como um negócio, o que sugere um tipo estranho de
prostituição reversa”, disse Oliva.

Ao final da palestra, Oliva comparou os distribuidores de softwares
proprietários com traficantes. “A gente sempre ouve a desculpa de quem
usa software proprietário, de que é uma escolha consciente e que ele
para de usá-lo quando quiser. Mas não é bem assim. Muitos tem falhado em
migrações para Software Livre, não porque não queiram, mas porque
desenvolveram uma certa dependência. Certamente a presença constante de
traficantes oferecendo a droga com desconto não ajuda”, finalizou.

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Veja as imagens utilizadas por Alexandre Oliva na palestra:
http://www.fsfla.org/svn/fsfla/site/blogs/lxo/pres/sexo-drogas-software

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Software proprietário, traficantes e pedofilia

Publicado no jornal eletrônico O Baguete
Márcia Lima - sexta-feira, 23/07/2010 - 16:35

http://www.baguete.com.br/noticias/software/23/07/2010/software-proprietario-traficantes-e-pedofilia

Usuários de software privativo são vítimas de estupro, pedofilia ou
apenas gostam de sacanagem? A questão foi levantada por Alexandre Oliva
durante o 11 Fórum Internacional do Software Livre, nesta sexta-feira,
23, em Porto Alegre.

Citando Richard Stallman ao chamar softwares proprietários de droga e
Linus Torvalds ao relacioná-los com sexo, Oliva traçou paralelos entre
ambos sem meias palavras.

Segundo o conselheiro da Free Software Foundation Latin America, o
software não se faz sozinho, precisa de ao menos dois e em uma relação
consensual para, então, dar prazer. Do contrário, é uma forma de estupro.

“Assim como os estupradores, os detentores de softwares proprietários
tem mecanismos e necessidades de impor controle", polemiza.

Outro ponto abordado é o que Oliva chama de prostituição inversa.
“Geralmente, aluga-se corpo por dinheiro. No caso de software pago,
acontece o contrario. O usuário paga para que façam sacanagem com ele”,
afirma.

A pedofilia também entrou entre os paralelismos traçados pelo
palestrante. Segundo Oliva, muitas vezes a vítima sofre abuso ao tentar
buscar pequenas recompensas sem entender o mal que está sendo causado a ela.

“O pedófilo tem necessidade de controle, sempre quer mais poder. E por
algum motivo lembro de Steve Jobs. Ele não é um pervertido, que fique
claro, mas é perverso por querer controlar tudo”, sentencia.

Na questão das drogas, Oliva usa a analogia do traficante que conquista
novos usuários através de amostras grátis. “É horrivelmente parecido com
as licenças temporárias”, declara.

Para finalizar, afirma que o software privativo faz mal para a sociedade
por não permitir a adaptação dos códigos, sua cópia ou a realização de
melhorias. “Não estou afirmando que o software livre não possa fazer mal
para a sociedade. É possível. Mas ao menos ele pode fazer um bem maior”,
completa.

O engenheiro de compiladores Red Hat, que teve participação em diversos
projetos ligados ao GNU, é uma atração tradicional do Fisl, geralmente
com palestras de cunho mais motivacional. Em 2007, fez um paralelo entre
a comunidade de software livre e o então sucesso nos cinemas Matrix.

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