Olá Sérgio e demais,

Consta no registro AF07281 do Livro da Grande Teia que Aprendendo, em
07/01/13 escreveu o seguinte:

>Como vários disseram, de um jeito ou de outro, talvez seja necessário
>um certo enfrentamento institucional... não batendo de frente com o
>MEC, mas Hackeando os meios institucionais:

É o que eu chamo de "estratégia de guerrilha", mas concordo que
hackeamento é mais legal.  ;-)

>Pra quem já esta na academia, tendo que dar conta de todas as demandas
>produtivistas, é continuar usar esses espaços para continuar a
>produzir as contra-hegemonias possíveis (como o livro sobre REA, a
>rádio livre da UFBA e outras iniciativas que o pessoal já vem
>tocando.)...

Isso! E divulgar essa iniciativas também.

>Há um tempinho atrás surgiu aqui uma proposta de transformar esse grupo
>numa OS (sei lá o nome para organização social bla bla) pois poderia
>ter verba regular para sistematizar e viabilizar os projetos. Na época
>eu fui contra, mas os fatos me convenceram que este é um caminho
>necessário.

Pois é. O nome é OSCIP. E é bom saber que posso retomar essa discussão,
porque ia justamente fazer isso por esses dias (mudando umas coisinhas
que aprendi ao longo desses últimos anos).  ;-)

>Propor dentro dos espaços institucionais (projetos de pesquisa,
>extensão, ongs etc) e disputar as verbas oficiais para viabilizar essas
>contra-hegemonias que parecem ser consenso dentro do grupo.
>
>Não sei se seria mais ou menos efetivo do que os trabalhos até agora,
>nem sei ao certo como viabilizar na prática isso. Mas foi a ideia que
>me surgiu agora após essa tempestade de ideias :-)

Pode não ser mais efetivo, mas aumenta as chances de participação
"formal" em alguns processos decisórios. Não que isso garanta alguma
coisa, pois como muito bem colocou o Pretto, o MEC (e, na verdade o
governo de uma forma geral) não é um ouvinte muito bom. Mas pelo menos
estamos fazendo nossa parte.

E volto à minha argumentação inicial, reforçada pela fala do Pretto, de
que temos que reforçar a discussão sobre a importância de uma
infra-estrutura sólida, que envolva uma base de equipamentos
consistente e conectividade entre escolas e delas com o mundo, pois de
nada vale recomendar o Dropbox se você não tem conexão decente com a
Internet. Lembro da década de 90, quando surgiu a TV Escola e aqui em
Minas teve um programa de distribuição maciça de TVs e antenas
parabólicas para todas as escolas. Mas várias escolas no norte do
estado não puderam usar o equipamento simplesmente porque não tinham
rede elétrica.  :-)

Um abraço e até mais.


Frederico
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