Retransmito duas respostas em uma outra lista de discussão para a minha
mensagem abaixo.

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Autor: Aurélio A. Heckert

Perfeito!

O pessoal de arte sofre do mesmo mal. Tem gente que tem desenvoltura com
código e gasta tempo fazendo e mantendo distro usada por meia-dúzia, em
vez de contribuir com Inkscape, GIMP, Scribus, etc...

Eu acho que isso vem do mesmo impulso que leva prefeitos a asfaltarem
ruas em vez de investir no saneamento: Visibilidade.

É claro que em algum momento histórico foi necessário uma distro
específica pra isso ou aquilo, e distros específicas ajudam algumas
pessoas, mas computadores, em geral, são de propósito geral. Aliado a
isso temos que lembrar que tudo é educacional desde que vc tenha uma
proposta pedagógica pra isso, então o que é uma distro educacional se
não uma distro com tudo? Se tem tudo, pq ser específica?

Tem um ponto que acho que não poderemos escapar. É muito mais fácil
argumentar pelo SL na escola quando você vem com uma distro
"educacional". Então, sabendo que a coisa vai ficar assim mesmo pq não
educaremos esses gestores, pq as distros brasileiras não se fundem?

Podem manter o logo e a identidade no momento de lançar (um script faria
isso), mas os pacotes fora da distro mãe ficam num repo comum, os
scripts são comuns e a infra também.

Para viabilizar, adiciono uma alternativa que não estava no artigo:
Repositório extra.
É difícil fazer seu pacote chegar no repo oficial do Ubuntu e ainda mais
no do Debian, mas enquanto seu pacote passa pelo processo ele já pode
existir no repo desta distribuição especializada.

Normalmente nosso sources.list referencia apenas um repositório, mas
podemos colocar vários. A distro educacional poderia instalar um
sources.list com o repo do Debian e o dela mesma. Se ela tiver uma
versão mais aprimorada de um pacote, basta colocar em seu repo o mesmo
pacote com uma versão superior. Pacotes ainda não incorporados no Debian
ficam acessíveis neste repo também. O APT vai trabalhar transparente,
sem nenhum problema. As atualizações de segurança e novas
funcionalidades da distro mãe chegarão aos usuários sem os mantenedores
da distro educacional fazerem nada. :-)

O Debian tem uma proposta para distros especializadas a bastante tempo,
de forma que todo possam ganhar juntos:
https://wiki.debian.org/DebianPureBlends
https://wiki.debian.org/Simple-CDD

Meus dois centavos.

Aurélio A. Heckert (aka Aurium)

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Autor: Frederico Guimarães

Olá Aurium e demais,

Consta no registro AAH20553 do Livro da Grande Teia que
Aurélio, em 20/08/14 escreveu o seguinte:

> Perfeito!

Perfeita foi a sua mensagem.  :-)

Quero só fazer uns pequenos adendos e comentários.

> Eu acho que isso vem do mesmo impulso que leva prefeitos a asfaltarem
> ruas em vez de investir no saneamento: Visibilidade.
>
> É claro que em algum momento histórico foi necessário uma distro
> específica pra isso ou aquilo, e distros específicas ajudam algumas
> pessoas, mas computadores, em geral, são de propósito geral. Aliado a
> isso temos que lembrar que tudo é educacional desde que vc tenha uma
> proposta pedagógica pra isso, então o que é uma distro educacional se
> não uma distro com tudo? Se tem tudo, pq ser específica?

Esse é o ponto principal que passa batido. Na verdade muitas pessoas (e
instituições de ensino) vão pelo caminho contrário. Ou seja, só é
educacional aquilo que tem esse rótulo. Com isso temos uma proliferação
de softwares pavorosos, mas como são vendidos como "educacionais", vão
parar nos computadores de um monte de escolas. Vira e mexe aparece um
caso assim aqui em BH.

> Tem um ponto que acho que não poderemos escapar. É muito mais fácil
> argumentar pelo SL na escola quando você vem com uma distro
> "educacional". Então, sabendo que a coisa vai ficar assim mesmo pq
> não educaremos esses gestores, pq as distros brasileiras não se
> fundem?
>
> Podem manter o logo e a identidade no momento de lançar (um script
> faria isso), mas os pacotes fora da distro mãe ficam num repo comum,
> os scripts são comuns e a infra também.

Mas aí o sujeito perde aquilo que você colocou lá em cima:
visibilidade. Afinal, o chique é você ter uma distro sua. Isso faz de
você um hacker!!! (só que não, como diria minha sobrinha)  ;-)

Vaidade, Aurium... Vaidade...

Aqui em BH nós fizemos isso. A Libertas, que é a distro que usamos nas
escolas, nada mais é do que uma Debian com um repositório próprio, que
tem somente os pacotes que nós homologamos (e uns pacotes extras de
personalização de interface). Quando preciso atualizar algum pacote
simplesmente pegamos diretamente no repositório oficial. Mantivemos o
nome só por uma questão de costume por parte das pessoas, mas nossa
distro tem nome e sobrenome: Libertas Debian GNU/Linux.  :-)

> O Debian tem uma proposta para distros especializadas a bastante
> tempo, de forma que todo possam ganhar juntos:
> https://wiki.debian.org/DebianPureBlends
> https://wiki.debian.org/Simple-CDD

Tenho que voltar a estudar o Simple-CDD. Minha experiência anterior com
ele não foi das melhores...  :-(

Um abraço e até mais.

Fred

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Em 20-08-2014 15:48, Paulo Francisco Slomp escreveu:
> 
> Distribuições educacionais GNU/Linux
> 
> "Nova distribuição Linux rápida, segura e moderna! Sei." Fernando Mercês
> (Novembro de 2013) - http://mentebinaria.com.br/blog#12
> 
> O autor do texto se manifesta contrário à proliferação de distribuições
> GNU/Linux. Ao invés de criar uma filha, seria melhor criar ou manter
> pacotes na distribuição mãe.
> 
> Na área educacional temos várias distribuições que estão mortas e
> devidamente sepultadas. Algumas outras estão moribundas há vários anos.
> 
> Provocação: Kelix, CLASSE-UFSC, Qimo 4 Kids, UberStudent, EduLinux,
> Ubermix, Pandorga, Educatux, Libertas, Linux Educacional, etc.
> 
_______________________________________________
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[email protected]
http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org

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