FLISOL 2015 sem Ubuntu

Autor: Anahuac de Paula Gil

Fonte: http://www.anahuac.eu/flisol

Não sei como ser mais explicito: por favor participantes do FLISOL, não 
instalem Ubuntu.

O Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISOL), é um 
evento realizado desde 2005 e que acontece simultaneamente em várias cidades da 
América Latina com intuito de difundir o Software Livre por meio da instalação 
de sistemas operacionais e aplicativos livres. Porém nas últimas edições , a 
maioria dos voluntários passou a instalar o Ubuntu nos notebooks e computadores 
dos visitantes, com a melhor das intenções.

O problema é que Ubuntu não é Software Livre faz muito tempo! Seja pela 
quantidade de código não livre embutido nele, seja pela sua postura 
eminentemente comercial, seja pelo seu absoluto desrespeito pelos princípios 
éticos e filosóficos do Software Livre.
Em nossa humilde opinião, os voluntários do FLISOL acham que estão fazendo o 
bem, porém estão confundindo Open Source Iniciative (OSI) com Software Livre, 
estão difundindo mais software não livre e consciência OSI que qualquer outra 
coisa.

Porque a implicância com o Ubuntu?

Ubuntu foi a única distribuição GNU/Linux que instalou a partir de outubro de 
2012 software malicioso para coletar dados de seus usuários sem dizer nada a 
ninguém. Isso é antiético, imoral e vai de encontro a todos os princípios do 
Software Livre. Só isso deveria bastar, mas a Canonical deixou claro em sua 
defesa sobre o spyware que instalou secretamente, que ações desse tipo são 
normais no mundo corporativo e que não se arrependia. E ainda tem mais: 
criticou diretamente a Free Software Foudation (FSF) e o Richard Stallman por 
terem exposto o problema ao público "da forma como fizeram".

Então se unirmos os dois problemas- software não livre + comportamento 
contrário ao Software Livre - qual é o motivo que leva o Ubuntu a ser a 
distribuição GNU/Linux mais instalada em todas as edições do FLISOL? 
Facilidade, praticidade, compatibilidade? Se sua resposta for qualquer uma 
dessas, lembre-se: esses são argumentos do Open Source e não do Software Livre. 
O objetivo primário é defender a liberdade.

Instalar outras distribuições pode?

Não deveria poder, afinal de contas a maioria das distribuições usa kernel 
Linux e este já está tão infectado de softwares não livres, que mal dá para 
categorizá-lo como um Software Livre. Assim distribuições como Fedora, 
Mandriva, openSUSE, Debian e todas mais conhecidas, estão fadadas à mesma 
condição do Ubuntu. A diferença está em não usar a pior delas, para a 
comunidade Software Livre.

Retroceder para voltar ao rumo certo

Recusar formalmente a instalação do Ubuntu seria um recado claro de que a 
comunidade Software Livre não aceita mais os abusos cometidos. Que não aceita 
mais a inclusão constante e crescente de software não livre em suas 
distribuições GNU/Linux mais queridas. Pense no efeito que um posicionamento 
como esse teria e os benefícios que alcançaríamos como movimento social e 
político, depois de toda a experiência adquirida nos últimos anos.

Dar dois passos para trás, para poder dar um à frente, na direção certa. 
Sejamos francos, até quando vamos continuar nos submetendo aos abusos de poder 
dado por nós mesmos aos fabricantes de notebooks, aos desenvolvedores do Kernel 
Linux e a empresas como a Canonical. Todos eles parecem cada vez mais 
interessados em seus próprios negócios do que em fomentar e disseminar a 
cultura do Software Livre.

E qual é a sugestão?

Apontar um problema e não oferecer nenhuma solução não seria correto, então 
seguem algumas sugestões:

a) Escolha uma distribuição GNU/Linux recomendada pela FSF 
https://www.gnu.org/distros/free-distros.html ;
b) Sugerimos a distribuição Trisquel GNU/Linux (http://trisquel.info), 
exatamente porque se baseia no Ubuntu LTS e isso facilitaria encontrar 
documentação e opções on-line;
c) Permitam uma exceção de driver não livre usando o ndiswrapper para permitir 
o funcionamento das placas Wifi;
d) Automatizem via script a instalação dos pacotes não livres mais comuns: 
codecs multimídia privativos, java, flash e outros, mas não executem vocês 
mesmos. Deixem que as pessoas façam isso elas mesmas. Elas são livres para 
escolher usar ou não software não livre, o FLISOL e os ativistas do Movimento 
Software Live não são.

Consequências diretas

O primeiro incômodo é ter que explicar as pessoas que cheguem ao FLISOL 
procurando instalações de Ubuntu, porque não se instalará essa distribuição. A 
consequência imediata é criar a percepção geral de que o Ubuntu não é tão bom 
assim.

O segundo incômodo é colocar o instalador de cara com um driver privativo, de 
forma evidente, sem margem a interpretações. O que os olhos não veem, o coração 
não sente. E isso se aplica aos blobs privativos que vem no kernel Linux, que 
são instalados sem que se perceba. É isso o que gera aquela "felicidade" de ter 
o hardware funcionando, mesmo que seja em detrimento de todo o nosso discurso 
de ativismo em prol da liberdade tecnológica.

O terceiro é trazer de volta a discussão sobre os problemas que os drivers 
privativos causam: dependência tecnológica imposta pelo poder econômico dos 
fabricantes. Neste momento é o inconveniente do EFI e amanhã será o SecureBoot. 
Até quando vamos permitir passivamente sermos limitados, constrangidos e 
relegados? O dia em que não será possível instalar mais um sistema operacional 
livre está chegando. Vamos reagir?

Apelo

Este á um apelo para que o FLISOL seja a força propulsora para que o Software 
Livre volte a ser valorizado como deve, para que seus princípios éticos e 
filosóficos sejam priorizados, para que o modelo que da mais valor a placa de 
wifi funcionando do que a liberdade tecnológica seja derrotado.

Não estamos buscando coerência plena neste momento. Trata-se do primeiro passo 
do resto de nossas vidas. Todos juntos podemos fazer do Mundo um lugar melhor. 
Usar, difundir, desenvolver e se manter firme ao lados dos preceitos éticos e 
filosóficos do Software Livre é um dos caminhos para se alcançar esse objetivo.

Se você estiver de acordo assine a petição. Assuma o compromisso de que o 
FLISOL na sua cidade não instalará, recomendará, ou ensinará Ubuntu e voltará a 
discutir sobre a essência do Software Livre.

Saudações Livres!


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FLISOL 2015 sin Ubuntu

No se como ser más explícito: por favor participantes de FLISOL, no instalen 
Ubuntu.

El Festival Latino-Americano de Intalación de Software Libre (FLISOL), es un 
evento realizado desde 2005 y que se realiza simultáneamente en varias ciudades 
de América Latina con la intención de difundir el Software Libre por medio de 
la instalación de sistemas operativos y aplicaciones libres. No obstante, en 
las últimas ediciones, la mayoría de los voluntarios comenzó a instalar Ubuntu 
en los notebooks y computadoras de los visitantes, con la mejor de las 
intenciones.

El problema és que Ubuntu no és Software Libre desde hace mucho tiempo! Ya sea 
por la cantidad de código no libre incluído en él, por su propia postura 
evidentemente comercial, o por su absoluta desapego de los principios éticos y 
filosóficos del Software Libre.

En nuestra humilde opinión, los voluntarios de FLISOL creen que están haciendo 
el bién, pero están confundiendo Open Source Initiative (OSI) con Software 
Libre, están difundiendo más software no libre y en consecuencia OSI más que 
otra cosa.

¿Por qué hay problema con Ubuntu?

Ubuntu fue la única distribución de GNU/Linux que instaló a partir de octubre 
de 2012 software malicioso para recolectar datos de sus usuarios sin decir nada 
a nadie. Esto es antiético, inmoral y va contra todos los principios del 
Software Libre. Esto debería alcanzar, pero la empresa Canonical dejó en claro 
su defensa sobre el spyware que instaló secretamente: que acciones de este tipo 
son normales en el mundo corporativo y que no se arrepentía. Y aun hay más: 
criticó directamente a la Free Software Foundation (FSF) y a Richard Stallman 
por haber expuesto el problema al público "de la forma como se hizo".

Entonces se unimos ambos problemas: software no libre más comportamiento 
contrario al Software Libre, ¿cuál es el fundamento que lleva a que Ubuntu sea 
la distribución GNU/Linux más instalada en todas las ediciones del FLISOL? 
¿facilidad?, ¿practicidad?, ¿compatibilidad? Si su respuesta es cualquiera de 
estas, recuerde que ellas son argumentos del Open Source y no del Software 
Libre y el objetivo primario es defender la libertad.

¿Se puede instalar otras distribuciones¿

No se deberia poder, al final de cuentas, la mayoría de las distribuciones 
utilizan el kernel Linux y éste ya está tan infectado con software no libre, 
que mal da para categorizarlo como un Software Libre. Así distribuciones como 
Fedora, Mandriva, openSUSE, Debian y todas las más conocidas, están en la misma 
condición que Ubuntu. El diferencial está en no usar la peor para la comunidad 
de Software Libre.

Retroceder y volver a tomar el rumbo correcto

Rechazar formalmente la instalación de Ubuntu sería un claro mensaje que la 
comunidad de Software Libre no acepta más los abusos que se están cometiendo. 
Que no se acepta más la incorporación constante y creciente de software no 
libre en las distribuciones de GNU/Linux que más preferimos. Debemos pensar en 
el efecto que un mensaje como este tendría y los beneficios que alcanzaríamos 
como movimiento social y político, despues de toda la experiencia adquirida en 
los últimos años.

Dar un par de pasos para atrás, para poder caminar al frente, en la dirección 
correcta. Seamos francos, ¿hasta cuándo vamos a continuar sometiendonos a los 
abusos del poder que otorgamos a los fabricantes de notebooks, a los 
desarrolladores del Kernel Linux y a las empresas como Canónical. Todos ellos 
parecen cada vez más interesados en sus propios negocios que en formentar y 
diseminar la cultura del Software Libre.

¿Y cuál es la sugerencia?

Identificar un problema y no ofrecer ninguna solución no sería correcto, 
entonces siguen algunas sugerencias:

a) Optar por una distribución GNU/Linux recomendada por la FSF 
https://www.gnu.org/distros/free-distros.html;
b) Sugerimos la distribución Trisquel GNU/Linux (http://trisquel.info), 
precisamente porque se basa en Ubuntu LTS y eso facilita encontrar 
doucmentación y opciones on-line;
c) Permitir la excepción instalando drivers no libres, utilizando ndiswrapper 
para habilitar el funcionamiento de placas wifi;
d) Automatizar con un script la instalación de los paquetes no libres más 
comunes: codecs multimedia privativos, java, flash y otros, pero no ejecutarlo 
nosotros, sino que dejar que los usuarios lo hagan ellos mismos, pues son 
libres de elegir el software no libre, el FLISOL y los activistas del 
Movimiento de Software Libre no lo son.

Consecuencias directas

Lo primero, es incómodo tener que explicar a las personas que llegan a FLISOL 
buscando instalaciones de Ubuntu que se instalará otra distribución. La 
consecuencia inmediata será fomentar la percepción general que Ubuntu no es tan 
bueno.

Lo segundo, también es incómodo tener que instalar los drivers privativos, de 
forma evidente, sin margen a interpretaciones. Lo que los ojos no ven, el 
corazón no siente. Y esto se aplica sobre los blobs privativos que vienen en el 
kernel Linux, que son instalados sin ser percibidos. Y esto es lo que genera 
quella "felicidad" de tener el hardware funcionando, aunque sea en perjuicio de 
nuestro discruso en pro de la libertad tecnológica.

Lo tercero, es retomar la discusión sobre los problemas que provocan los 
drivers propietarios: dependencia tecnolócia impuesta por el poder económico de 
los fabricantes. En este momento está el inconveniente del EFI y mañana será el 
SecureBoot. ¿Hasta cuando vamos a permitir pasivamente ser limitados y 
relegados? Un dia ya no será posible instalar un sitema operativo libre, ¿vamos 
a revelarnos?

Convocatoria

Esta es una convocatoria para que el FLISOL sea la fuerza impulsora para que el 
Software Libre vuelva a ser valorizado como debe, para que sus principios 
éticos y filosóficos sean la prioridad, para que el modelo que da más valor a 
la placa wifi funcionando que a la libertad tecnológica, sea derrotado.

No estamos buscando coherencia plena en este momento. Se trata de un primer 
paso para el resto de nuestras vidas. Todos juntos podemos hacer del Mundo un 
lugar mejor. Usar, difundir, desarrolar y mantenerse firme junto a los 
preceptos éticos y filosóficos del Software Libre es uno de los caminos para 
alcanzar ese objetivo.

Si se está de acuerdo con esta petición, asuma el compromiso de que el FLISOL 
en su ciudad no instalará Ubuntu y volvera a discutir sobre la esencia del 
Software Libre.

Saludos Libres!

-- 
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Paulo Francisco Slomp
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