Richard Stallman: mensagem para o FLISOL Brasil

24 de Março de 2015

Fonte: 
http://softwarelivre.org/portal/noticias/richard-stallman-mensagem-para-o-flisol-brasil

FLISOL Brasil http://flisol.info/FLISOL2015/Brasil a dado un paso importante 
para apoyar la libertad informática.

Ha recomendado que no se instale Ubuntu 
http://flisol.info/FLISOL2015/Brasil/flisolsemubuntu, una distribución de 
GNU/Linux que no se comporta de forma ética, pues no solo instala software 
privativo, sino que también vigila sus usuarios.

Su extremada promoción deseduca la comunidad: le enseña que la meta no es la 
libertad, sino la mejor "experiencia del usuario".

Felicito Thiago y por consiguiente FLISOL Brasil por esta etapa importante, y 
tengo esperanza que el próximo año FLISOL cese de instalar cualquiera 
distribución no libre.

Richard M. Stallman

Para saber mas sobre el tema mire acá:

Código espía en Ubuntu: ¿qué hacer? -> 
https://gnu.org/philosophy/ubuntu-spyware.es.html

El sistema operativo GNU -> https://gnu.org/distros/distros.es.html



On 24-03-2015 09:02, Paulo Francisco Slomp wrote:
> 
> Por um FLISOL Exemplar
> 
> Autor: Alexandre Oliva
> 
> A premissa fundamental do Movimento Software Livre é a de que software 
> privativo de liberdade é um poder injusto que subjuga seus usuários. Nossa 
> estratégia para resolver esse problema social é informar, conscientizar e 
> inspirar usuários para resistir a esse subjugo, rejeitando software privativo 
> de liberdade, para que essas linhas de negócios deixem de ser atraentes e 
> deixem de fazer vítimas.
> 
> Para formar resistência suficiente, precisamos difundir os valores, 
> princípios, objetivos e estratégias do Movimento Software Livre. Objetivos e 
> estratégias podem até ser ensinados e aprendidos com palavras: manifestos, 
> artigos, palestras e debates. Mas para ensinar e aprender valores e 
> princípios, exemplos falam muitíssimo mais alto que palavras. Com que 
> exemplos o FLISOL da sua cidade vai ensinar os valores e princípios do 
> Software Livre?
> 
> Um visitante que tenha levado seu computador a uma sede do Festival 
> Latinoamericano de Instalação de Software Livre, para experimentar Software 
> Livre, pode assistir ou não às palestras, mas seguramente espera sair do 
> evento com Software Livre instalado no computador. Não necessariamente 
> GNU/Linux-libre, pois há outros sistemas operacionais Livres, nem mesmo um 
> sistema operacional, pois o que normalmente importa aos usuários são os 
> aplicativos. Cumpre a nós, do Movimento Software Livre, utilizar essa 
> oportunidade para, além de instalar Software Livre na máquina, preparar o 
> usuário para nos ajudar na resistência ao software privativo de liberdade, 
> compartilhando as ideias do movimento. Essencial para que isso funcione é se 
> comportar de modo compatível, pois palavras ensinam valores menos que o 
> exemplo.
> 
> As mais populares distribuições de GNU/Linux não estão alinhadas com o 
> Movimento Software Livre, pois oferecem e instalam software privativo de 
> liberdade. O problema mais comum são controladores privativos (drivers ou 
> firmware) para componentes de hardware com especificações secretas. Os 
> fabricantes desses componentes pretendem mantê-los incompatíveis com a 
> liberdade do usuário, dificultando o desenvolvimento de Software Livre que 
> cumpra função equivalente.
> 
> Informar usuários sobre essa incompatibilidade é essencial, para que melhor 
> compreendam a raiz e origem do problema e possam levar isso em conta quando 
> forem comprar seu próximo computador. Certamente instalar uma distribuição 
> que busca esconder esses problemas dos usuários não ajuda a informá-los, por 
> isso mesmo parabenizo a iniciativa da petição para que o FLISOL deixe de 
> instalar Ubuntu, bem como a adoção de recomendação nesse sentido pela 
> coordenação nacional brasileira e por várias sedes. Começar por reduzir a 
> maior transgressão é um ótimo primeiro passo! Mas não chega a resolver o 
> problema de coerência do FLISOL com o Movimento Software Livre.
> 
> Para um novo usuário, a instalação de uma distribuição 100% Livre pode muito 
> bem funcionar 100%, mas do contrário abrirá caminho para explicar o problema 
> do hardware incompatível com a liberdade. É óbvio que a notícia da 
> incompatibilidade será desapontadora para muitos visitantes, e muitos 
> instaladores podem ficar de coração apertado se não "ajudarem" o visitante a 
> instalar blobs e drivers privativos de liberdade exigidos pelo hardware, ou 
> plugins "necessários" para que distribuidores de obras autorais de 
> entretenimento tomem o controle do computador do visitante. São dilemas sem 
> solução favorável: é preciso decidir entre comunicar que algum software 
> privativo de liberdade é aceitável e até desejável, ou arriscar afastar um 
> usuário ao mostrar a importância da resistência firme ao software privativo 
> de liberdade.
> 
> Se uma oferta para instalar aplicativos Livres no sistema operacional 
> privativo já instalado não empolgar, orientação sobre as possibilidades de 
> substituir os componentes incompatíveis pode ajudar um pouco e dar um bom 
> exemplo da importância da resistência. Por outro lado, oferecer software 
> privativo de liberdade para fazer o componente funcionar pode até parecer 
> ajudar mais, mas transmite exatamente a mensagem contrária à necessária para 
> formar a resistência ao software privativo de liberdade. Mesmo uma visível 
> hesitação pode parecer descaso ou hipocrisia se a ação contrariar os 
> princípios.
> 
> Afinal, se instalar software privativo em quantidades cada vez maiores fosse 
> a solução do problema de componentes de hardware incompatíveis com a 
> liberdade, por que parar no firmware, ou nos drivers? Num computador com Boot 
> Restrito, daqueles que impedem a iniciação de sistemas operacionais 
> alternativos, o software privativo necessário para fazer um GNU/Linux 
> funcionar é o Windows, inteiramente privativo, e um ambiente de execução de 
> máquinas virtuais, igualmente privativo.
> 
> Mas ninguém (além da própria Microsoft, suponho) pensaria em instalar Windows 
> num festival de instalação de Software Livre. Por que, então, instalam-se 
> tantos outros programas privativos no FLISOL? Não são eticamente melhores que 
> o Windows! O receio de que, sem eles, o usuário volte ao software privativo é 
> medo d'"A volta dos que não foram": usando GNU/Linux com blobs, o usuário 
> jamais terá deixado a escravidão do software privativo de liberdade, no 
> máximo terá mudado de feitor. Na liberdade, como na segurança, é o elo mais 
> fraco da corrente que se rompe e põe tudo a perder.
> 
> Uma conversa franca e honesta com o usuário fará muito mais pelo Movimento 
> Software Livre que instalar uma distribuição com componentes privativos, ou 
> mesmo que instalar uma distribuição 100% Livre que não funcione bem no 
> computador incompatível. Afinal, o visitante seguramente poderá encontrar na 
> Internet receitas para instalar o software privativo de liberdade que fará o 
> componente funcionar. Porém, graças às ideias da conversa e ao bom exemplo 
> observado, entenderá que sua decisão é pessoal, que ninguém deve tomá-la em 
> seu lugar, e que trata-se apenas de um sacrifício temporário de sua própria 
> liberdade, até que uma solução esteja ao seu alcance. Bons exemplos, 
> conselhos e ideias ajudarão a manter o usuário no caminho para a liberdade, 
> mesmo que seja longo e árduo.
> 
> Mas se, ao invés de receber um exemplo firme e fundamentado de resistência ao 
> software privativo de liberdade, o visitante observar seu mentor e seus pares 
> oferecendo e preferindo instalar software privativo de liberdade, tenderá a 
> se tornar mais um multiplicador da contracultura do Software Livre. Tampouco 
> hesitará em instalar distribuições com software privativo de liberdade, em 
> decidir por outros quais liberdades sacrificar e em se opor às sugestões e 
> aos pedidos de que futuros FLISOLis se comportem de forma compatível com o 
> Movimento Software Livre. Com seu exemplo e atitude, propagará sua 
> resistência às nossas ideias, dificultando ainda mais a formação da 
> resistência ao software privativo de liberdade.
> 
> Muito menos importante que o software instalado é a mensagem transmitida pelo 
> FLISOL. Porém, o software ofertado e instalado, enquanto exemplos, são parte 
> importantíssima da mensagem, pois quando palavras e exemplos são 
> contraditórios no ensino de valores, com maior frequência prevalecem os 
> exemplos. Então, com que exemplos você vai ensinar, no FLISOL da sua cidade, 
> os valores e princípios do Movimento Software Livre? Com que exemplos vai 
> reforçar a necessária e urgente resistência ao software privativo de 
> liberdade? Como vai motivar o FLISOL a adotar, como mais uma de suas regras 
> internacionais, os bons exemplos de resistência ao software privativo de 
> liberdade, para que deixe de minar nosso movimento e nossa resistência e se 
> torne um Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre Mesmo, um 
> FLISOL exemplar?
> 
> Copyright 2015 Alexandre Oliva
> 
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> nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.
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