senhor engenheiro,

eu sei que o jornal do dr otavio frias não tem a menor credibilidade
mas quero ver refutar a noticia

brasil um pais (de 80%) de tolos

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  Quinta-feira, Novembro 13, 2008 ''Pilantrópicas'' perdoadas O Estado de S.
Paulo 
EDITORIAL,<http://arquivoetc.blogspot.com/2008/11/pilantrpicas-perdoadas-o-estado-de-s.html>
  Em surdina, como convém às decisões oficiais que têm o que esconder, o
presidente Lula editou, na segunda-feira, uma medida provisória (MP) que
representa um verdadeiro trem da alegria para as entidades filantrópicas -
ou "pilantrópicas", como costumam ser chamadas - ameaçadas de perder o
direito à isenção fiscal por suspeitas de irregularidades. Com a canetada
presidencial, pelo menos 2.274 dessas entidades, de um total de 5.630
registradas no País, tiveram automaticamente renovados os certificados que
as dispensam de pagar CSLL, PIS, Cofins e contribuição previdenciária
patronal. A renúncia fiscal - da ordem de R$ 4,4 bilhões no ano passado - é
a contrapartida pelo presumível trabalho das organizações sem fins
lucrativos, em parceria com o poder público, nas áreas de saúde, educação e
assistência social. Os certificados eram concedidos e renovados pelo
Conselho Nacional de Assistência Social (Cnas), do Ministério do
Desenvolvimento Social. Doravante, essa função será exercida pelos
Ministérios dos setores de atuação das filantrópicas.

A mudança, em si, é salutar. Em março último, depois de quatro anos de
investigações, a Operação Fariseu, da Polícia Federal, revelou que, em troca
de propinas, um punhado de integrantes do Cnas, incluindo dois de seus
presidentes, participou de um esquema de concessão fraudulenta de
certificados em ampla escala, que custaram ao erário R$ 2 bilhões, no
mínimo, em impostos sonegados. Só que, a pretexto de desonerar das
pendências acumuladas no Conselho os Ministérios que o substituirão na
fiscalização das filantrópicas - e que, incidentalmente, terão de se equipar
para tanto -, o governo passou a borracha sobre um passado de trapaças,
consagrando a bandalheira para todos os efeitos práticos. Além de determinar
a aprovação pura e simples dos pedidos de certificação ainda sob exame no
Cnas em 8,3 mil processos, a medida provisória cancelou sumariamente os
recursos da Receita Federal e da Previdência contra entidades suspeitas de
não fazer por merecer as isenções tributárias e, além disso, concedeu
certificados àquelas que os tiveram negados e vinham recorrendo da decisão.
Como diria Lula, "a cada dia aparece um buraco".

"Era preciso zerar o jogo", alegou, com surpreendente naturalidade, a
secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Arlete
Sampaio. "Depois a Receita poderá recorrer novamente", observou, como se o
Supremo Tribunal Federal (STF) já não tivesse decidido contra a cobrança de
dívidas oriundas de irregularidades cometidas há mais de cinco anos. De todo
modo, antes de se consumar, a escandalosa anistia enfrentou resistências
dentro do próprio governo, ao que noticiou ontem este jornal. Um dos
ministros envolvidos nas discussões, contrário à MP em preparo, argumentou
que a impunidade acarretaria aos cofres públicos um prejuízo muito maior do
que o estimado, algo como R$ 5 bilhões - o montante que as falsas
filantrópicas teriam de devolver em impostos não pagos. Para o procurador da
República Pedro Antonio Machado, responsável pela denúncia contra, entre
outros, os ex-conselheiros apanhados pela Operação Fariseu, não há duas
interpretações possíveis sobre o ato do governo.

"A quem a medida beneficia? A quem fraudou, ou seja, àquelas entidades que
hoje já não atendem aos requisitos legais para serem consideradas
filantrópicas", deplora. O que mais o surpreende é o fato de o governo ter
livre acesso aos documentos da operação da Polícia Federal, podendo portanto
identificar as falsas filantrópicas. "As certificações estão sob suspeita e
aí se concede isto?", indaga. "Uma anistia nesse caso é extremamente
temerária", comenta a senadora Lúcia Vânia, do PSDB de Goiás, integrante da
CPI das ONGs, que investiga também a conduta das filantrópicas - um setor
cercado de denúncias, em que pese a presença de instituições de educação e
saúde dedicadas, honestas e competentes. "Acredito que o governo não atinou
para o enorme problema que está sendo criado", imagina a senadora. O
Ministério Público Federal, em Brasília, examina a possibilidade de ir à
Justiça para anular a MP, por descumprir o artigo 195 da Constituição, que
vincula a isenção fiscal a exigências estabelecidas em lei.
 Postado por Artigos às 9:05
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