Oi, AKa
A reação negativa foi tão forte que já se noticiou a intenção do governo em 
rever a MP. 
Seria escancarar demais, não?
Bj
Vera
  ----- Original Message ----- 
  From: AKA 
  To: goldenlist-l ; [EMAIL PROTECTED] 
  Sent: Thursday, November 13, 2008 6:47 PM
  Subject: [gl-L] Fwd: [Acropolis_] ''Pilantrópicas'' perdoadas O Estado de S. 
Paulo EDITORIAL


  senhor engenheiro,

  eu sei que o jornal do dr otavio frias não tem a menor credibilidade
  mas quero ver refutar a noticia

  brasil um pais (de 80%) de tolos


  ---------- Forwarded message ----------



  Quinta-feira, Novembro 13, 2008
  ''Pilantrópicas'' perdoadas O Estado de S. Paulo EDITORIAL, 
  Em surdina, como convém às decisões oficiais que têm o que esconder, o 
presidente Lula editou, na segunda-feira, uma medida provisória (MP) que 
representa um verdadeiro trem da alegria para as entidades filantrópicas - ou 
"pilantrópicas", como costumam ser chamadas - ameaçadas de perder o direito à 
isenção fiscal por suspeitas de irregularidades. Com a canetada presidencial, 
pelo menos 2.274 dessas entidades, de um total de 5.630 registradas no País, 
tiveram automaticamente renovados os certificados que as dispensam de pagar 
CSLL, PIS, Cofins e contribuição previdenciária patronal. A renúncia fiscal - 
da ordem de R$ 4,4 bilhões no ano passado - é a contrapartida pelo presumível 
trabalho das organizações sem fins lucrativos, em parceria com o poder público, 
nas áreas de saúde, educação e assistência social. Os certificados eram 
concedidos e renovados pelo Conselho Nacional de Assistência Social (Cnas), do 
Ministério do Desenvolvimento Social. Doravante, essa função será exercida 
pelos Ministérios dos setores de atuação das filantrópicas.

  A mudança, em si, é salutar. Em março último, depois de quatro anos de 
investigações, a Operação Fariseu, da Polícia Federal, revelou que, em troca de 
propinas, um punhado de integrantes do Cnas, incluindo dois de seus 
presidentes, participou de um esquema de concessão fraudulenta de certificados 
em ampla escala, que custaram ao erário R$ 2 bilhões, no mínimo, em impostos 
sonegados. Só que, a pretexto de desonerar das pendências acumuladas no 
Conselho os Ministérios que o substituirão na fiscalização das filantrópicas - 
e que, incidentalmente, terão de se equipar para tanto -, o governo passou a 
borracha sobre um passado de trapaças, consagrando a bandalheira para todos os 
efeitos práticos. Além de determinar a aprovação pura e simples dos pedidos de 
certificação ainda sob exame no Cnas em 8,3 mil processos, a medida provisória 
cancelou sumariamente os recursos da Receita Federal e da Previdência contra 
entidades suspeitas de não fazer por merecer as isenções tributárias e, além 
disso, concedeu certificados àquelas que os tiveram negados e vinham recorrendo 
da decisão. Como diria Lula, "a cada dia aparece um buraco".

  "Era preciso zerar o jogo", alegou, com surpreendente naturalidade, a 
secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Arlete Sampaio. 
"Depois a Receita poderá recorrer novamente", observou, como se o Supremo 
Tribunal Federal (STF) já não tivesse decidido contra a cobrança de dívidas 
oriundas de irregularidades cometidas há mais de cinco anos. De todo modo, 
antes de se consumar, a escandalosa anistia enfrentou resistências dentro do 
próprio governo, ao que noticiou ontem este jornal. Um dos ministros envolvidos 
nas discussões, contrário à MP em preparo, argumentou que a impunidade 
acarretaria aos cofres públicos um prejuízo muito maior do que o estimado, algo 
como R$ 5 bilhões - o montante que as falsas filantrópicas teriam de devolver 
em impostos não pagos. Para o procurador da República Pedro Antonio Machado, 
responsável pela denúncia contra, entre outros, os ex-conselheiros apanhados 
pela Operação Fariseu, não há duas interpretações possíveis sobre o ato do 
governo.

  "A quem a medida beneficia? A quem fraudou, ou seja, àquelas entidades que 
hoje já não atendem aos requisitos legais para serem consideradas 
filantrópicas", deplora. O que mais o surpreende é o fato de o governo ter 
livre acesso aos documentos da operação da Polícia Federal, podendo portanto 
identificar as falsas filantrópicas. "As certificações estão sob suspeita e aí 
se concede isto?", indaga. "Uma anistia nesse caso é extremamente temerária", 
comenta a senadora Lúcia Vânia, do PSDB de Goiás, integrante da CPI das ONGs, 
que investiga também a conduta das filantrópicas - um setor cercado de 
denúncias, em que pese a presença de instituições de educação e saúde 
dedicadas, honestas e competentes. "Acredito que o governo não atinou para o 
enorme problema que está sendo criado", imagina a senadora. O Ministério 
Público Federal, em Brasília, examina a possibilidade de ir à Justiça para 
anular a MP, por descumprir o artigo 195 da Constituição, que vincula a isenção 
fiscal a exigências estabelecidas em lei. 
  Postado por Artigos às 9:05 AM  
  Marcadores: O Estado de S. Paulo EDITORIAL 
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