Kleber, pra você ter uma idéia, no caso da Caixa, os aposentados tiveram ZERO
de reajuste durante os OITO anos do FH e agora, nos SEIS anos de Lulla, cerca
de 25%. Isto em SEIS ANOS de um governo que prometia corrigir as distorções.
Somadas, as perdas totalizam quase 200%.
C.A.
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From: AKA
To: goldenlist-l
Sent: Wednesday, January 21, 2009 1:09 PM
Subject: [gl-L] Fwd: [Acropolis_] Aposentados perdem 45% - Luciene Braga
CC
repassa para o engenheiro aposentado
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VALOR - Editoria Economia - 21/01/2009 00:58:00
Aposentados perdem 45%
Em seis anos, aumenta o abismo entre o salário mínimo e os demais
benefícios da Previdência
Luciene Braga
Rio - Com o anúncio do reajuste de 12,05% para o salário mínimo, que
passará dos atuais R$ 415 para R$ 465 no dia 1º de fevereiro, o abismo entre os
benefícios do INSS acima desse valor e do piso previdenciário será de 45%,
desde 2003 (primeiro ano do governo Lula), e de 85% a 95%, desde 1991 (quando o
marco regulatório da Lei de Previdência Social desvinculou os reajustes).
Aposentados e pensionistas viam no Projeto de Lei nº 01/07, que prevê aumento
único para todos, esperança para este ano, mas a proposta foi retirada de
pauta, frustrando os segurados.
Segundo o consultor da Confederação Brasileira de Aposentados e
Pensionistas (Cobap), Maurício de Oliveira, hoje, a média dos benefícios pagos
pela Previdência é de dois mínimos. "Se persistir essa política de reajustes,
de valorização do salário mínimo em detrimento dos benefícios da faixa
superior, há uma forte tendência de que essa média se direcione ao salário
mínimo", avalia. "Não há erro na valorização do mínimo. Temos grande avanço
nesse sentido. Houve tempo em que se defendeu o mínimo de US$ 100, e o governo
dobrou isso. É importante que seja feito, mas os benefícios restantes estão
sofrendo perdas históricas cumulativas. Dezenas de milhares caem de faixas
anualmente", adverte.
Presidente da Associação de Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda
(AAP- VR), Ubirajara Vaz reagiu às perdas. Segundo ele, a categoria está
indignada com a diferença entre os índices de reajuste. Vaz disse que "baixou o
espírito da Flora no ministro", referindo-se à vilã da novela 'A Favorita',
encerrada sexta-feira, e ao ministro José Pimentel, da Previdência. O
sindicalista tem cálculos que indicam perdas ainda maiores: "A defasagem no
salário da categoria chegará a aproximadamente 105%, em relação ao piso , caso
esse índice seja aprovado".
ABAIXO DO PISO
Aposentado há 10 anos, José Carlos Vanni, 63, viu seus rendimentos
caírem mais que a metade. Ele, que contribuiu com o piso de sete salários
mínimos, recebe hoje apenas três. "Quando me aposentei, estava crente que ia
ter uma vida tranqüila. Hoje, vivo estressado devido à situação econômica.
Preciso trabalhar para completar a renda", desabafa.
José conta que voltou a estudar para poder melhorar o padrão de vida.
"Faço curso técnico em Turismo em uma escola estadual. Apesar de já ter Ensino
Superior, procuro outros caminhos. É difícil conseguir emprego na minha idade",
admite. Enquanto isso, torce pela aprovação dos projetos de lei do senador
Paulo Paim (PT-RS). "Reconheço valores no presidente Lula, mas, com relação aos
aposentados, ele não cumpriu as promessas", queixa-se.