Obviamente só temos dados relativos a uma das situações, a que se concretizou, no caso a do Chile sem a oposição à ditadura. Mas podemos supor que, exatamente por não haver mais oposição, houve uma homogenização na forma de pensar e conduzir a política do país no pós-ditadura, algo que favoreceu seu desenvolvimento por não existir uma oposição sistemática como a que fez o PT ao governo do FHC, praticando a política do 'quanto pior melhor', deixando de votar projetos que teriam levado o país a se desenvolver muito mais rapidamente.
Tudo bem, por um lado eu concordo contigo sobre o valor da vida humana, não simpatizo com a idéia de matar, mas por outro lado não deixo de reconhecer que ao longo da história algumas mortes acabaram por servir para impulsionar a humanidade adiante, e até serviram para poupar outras vidas. E, sim, tinha muita gente boa na oposição à ditadura militar brasileira, e melhor seria se tivessem feito uma limpesa seletiva apenas no Chile, onde possivelmente muita gente boa acabou sendo sacrificada. Enfim, embora não simpatize também não me posiciono totalmente contra. [ ]s Pedro Mac Em 18/07/2010 23:34, Paulo Sérgio Pinto escreveu: > > Você compara duas situações, onde só existem dados relativos a uma > delas. Ninguém jamais poderá saber como seria o Chile hoje se o Pinochet > não tivesse mandado matar todos os opositores. E é muito questionável a > sua assertiva de que os sobreviventes brasileiros foram ruins para o > país. Lembre-se que FHC e Lula, teoricamente em lados opostos, foram > opositores do regime militar. Mesma a nossa querida Marina, se tivesse > prevalecido essa estranha idéia de matar opositores, possivelmente hoje > seria apenas História. Uma vida é um valor absoluto. Idéias são > importantíssimas, mas não a ponto de valerem uma única vida humana. > > É claro que temos muitos erros no Brasil moderno que tiveram origem na > contra-parte do golpe. Acho, por exemplo, que todos que aceitam > indenizações por terem lutado contra a ditadura agem como "punguistas > ideológicos". Até onde eu sei, não existe registro desse tipo de > indenização na história da humanidade. Mas eles não precisam de minhas > apreciações. Serão julgados pela História. Alguns até tiveram > participação importante na construção de uma nova ordem, mais justa e > humana. Outros, apenas parasitaram a sociedade, como sempre fizeram > durante toda a vida. Fazer o que? Uma relação exata e precisa entre > produção e prêmio não existe nem mesmo nas empresas mais bem > administradas em todo o mundo. > > Mas será que você acredita mesmo que o assassinato de opositores pode > ser uma boa norma de governo. Agora, por exemplo, você está do lado > errado. O que você diria do Lula começar a matar opositores? Nem mesmo o > Chavez, com toda a boçalidade que lhe é peculiar, tomou esse caminho. >
