Eu botei esse texto em meu blog, hj cedo. Mto bom. FG
Em 24 de julho de 2010 10:59, AKA <[email protected]> escreveu: > > > para aqueles assinantes do JB > nem se fosse de encomenda > > Zuenir Ventura - Página 7 > *O desvio é a norma* > Tudo errado e sob o olhar tolerante de todos nós, que só nos chocamos > quando há uma tragédia como a que se abateu sobre Rafael Mascarenhas e sua > família. O terrível episódio é uma ilustração da cultura da bandalha de que > o Rio é a capital. Adolescentes que praticam skate em espaços interditados, > mas não fiscalizados. Filhinhos de papai que brincam impunemente de pegas e > rachas nos túneis. Um pai dando o péssimo exemplo de tentar escamotear os > vestígios do carro avariado para livrar a cara do filho. PMs que após uma > conversa rápida facilitam a fuga dos suspeitos a troco não se sabe de quê > (já houve casos em que foi a troco de uma cervejinha ou cinquentinha). > > O Rio não inventou os pequenos delitos, nem os grandes. Mas criou o termo > bandalha — uma combinação de bandalheira com canalha — que define essa > mistura de transgressão e permissividade, desrespeito às leis e > promiscuidade. > > O taxista que diz “dr., vamos dar uma entrada aqui na contramão pra andar > mais rápido”, e a gente finge que não ouve ou diz “tudo bem”. Afinal, todo > mundo faz, é o costume. Os exemplos vêm de todos os lados, principalmente de > cima. Se até o presidente da República já recebeu várias multas por > infringir repetidamente a legislação eleitoral, por que eu não posso fazer > minha bandalhazinha? Para o clima de violência no Rio, muito tem contribuído > o acúmulo de tolerâncias em relação a essas pequenas infrações: avanço de > sinal, carros sobre a calçada, cães sem coleira, excesso de velocidade. > > Todas essas práticas ilegais e mais ou menos aceitas fazem do Rio de > Janeiro uma cidade em que o desvio é a norma. Ilegal, e daí? E há ainda os > que resistem a medidas saneadoras como o Choque de Ordem e a Lei Seca. > > Diante dos últimos acontecimentos envolvendo de maneira desastrada a PM — > por ação, como no caso da bala perdida que matou o menino Wesley, de 11 > anos, e por omissão, como no caso de Rafael, de 18 — o comandante-geral da > corporação, coronel Mário Sérgio Duarte, pediu desculpas pelos erros > cometidos e prometeu “cortar na própria carne”. É o mínimo que se espera, > pois é o que as duas famílias estão sentindo, e não apenas como força de > expressão. > > ¡ ¡ ¡ ¡ ¡ ¡ > > Até quando o goleiro Bruno vai abusar da paciência da Justiça entrando mudo > e saindo calado das audiências de instrução? Da última vez, ele acrescentou > ao silêncio arrogante um sorriso debochado. É bom lembrar que, logo no > começo das investigações, ele afirmou que ainda ia rir muito “de tudo isso”. > > Será que já começou? Do que ele acha graça? > > -- ---- Fabrício Augusto Souza Gomes [email protected] MSN: [email protected] Blog: http://fabriciosgomes.livejournal.com/
