E nesse caso nao foi apenas um assassino rico. Vamos lá: um assassino que
fazia parte de uma "elite cultural" - jornalista de um dos principais
periódicos nacionais, se não estou enganado, na época era redator-chefe etc
etc etc. Logo, é mais grave ainda, pq teoricamente tinha esclarecimento e
não apenas era rico de cabeça vazia.

Confesso que hj, qdo li no Globo e na internet essa matéria, dos pais dela
se lamentando, já velhos, fiquei num misto de PUTO com sentimento de PENA...
puto pela impunidade e pena com o mal que esse canalha fez - não só com a
vítima, mas tambem na familia dela. Vejam qtas pessoas ele atingiu com o
ato... desgraçou a vida de uma família inteira.

Igual a esse caso, existem vários - e com variações de pedigree, conta
bancária e nível intelectual/cultural.

FG

Em 20 de agosto de 2010 21:42, Paulo Sérgio Pinto
<[email protected]>escreveu:

>
>
> "Presunção de inocência" é uma piada de péssimo gosto. Não sei se o pai da
> Sandra tem algum dinheiro, mas eu contrataria um assassino profissional para
> matar o filho da puta. Depois, contaria para todo o mundo que o mandante fui
> eu. E não faria isso com rancor ou ódio no coração, e nem mesmo com o
> sentimento de vingança, mas apenas para ter justiça, já que a oficial
> inexiste. Essa total impunidade gera muitos casos como esse. Advogo a tese
> que um assassino deveria ter 30 anos de cadeia como pena mínima. A máxima
> iria depender do crime. Uma vida humana é um valor absoluto e não pode
> continuar a ser tratada como algo banal. Proíbam-se degenerados de fazer
> leis. Ou então, já que o crime não é passível de punição, execute-se alguns
> parentes desses legisladores pervertidos.
>
> A mensagem que existe por trás da impunidade do Pimenta Neves é a de que,
> se for rico e famoso, você estará acima da lei. Nos EUA, quando a Leona
> Helmsley alegou a um juiz que estavam perdendo tempo, pois ela era uma
> poderosa bilionária, foi condenada e passou vários meses lavando latrinas.
> Lembro-me que por algumas vezes que estive em NYC a iluminação externa do
> Empire State Building ficava completamente apagada durante a noite, num
> protesto do marido da Leona, então proprietário do prédio. É desse tipo de
> justiça que precisamos aqui. A riqueza de um criminoso rico deve ser vista
> como agravante, não como algo capaz de colocá-lo acima da lei.
>
>
> Em 20/8/2010 11:46, Fabricio Augusto Souza Gomes escreveu:
>
> Dez anos após matar a namorada, Pimenta Neves vive em liberdade
>  Réu confesso no assassinato de Sandra Gomide, o então diretor de redação
> de “O Estado de S. Paulo” ficou menos de 7 meses preso
>
> *Ricardo Galhardo, iG São Paulo* | 13/08/2010 12:00
>
> Sandra Gomide foi assassinada em agosto de 2000
>
> No dia 20 de agosto de 2000, o então diretor de redação do jornal "O Estado
> de S. Paulo" Antonio Marcos Pimenta Neves matou com dois tiros pelas costas
> a repórter do jornal Sandra Gomide, de 32 anos, em um haras em Ibiúna.
> Algumas semanas antes ele havia sido abandonado por Sandra, que era também
> sua namorada. Pimenta Neves confessou o crime, foi condenado em 2006 a 19
> anos de cadeia em um júri popular (pena reduzida para 18 e depois 15 anos),
> mas passou menos de sete meses na prisão.
>
> Passados quase 10 anos do assassinato de Sandra, especialistas e advogados
> que participaram do caso creditam a impunidade do jornalista a dois fatores:
> a lentidão da Justiça e a legislação penal anacrônica brasileira. No início
> de agosto o caso finalmente chegou às mãos do ministro Celso de Mello,
> relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode a qualquer
> momento decidir se aceita ou não o recurso da defesa de Pimenta, que pede a
> anulação do julgamento realizado em maio de 2006.
>
> Para o Ministério Público e os advogados da família de Sandra, a decisão do
> STF pode ser o último passo do emaranhado de recursos e apelações que
> garantem ao assassino viver em liberdade durante 10 anos embora condenado. Já
> o pai de Sandra, João 
> Gomide<http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/pai+de+sandra+gomide+diz+nao+ter+esperanca+de+ver+assassino+preso/n1237746902390.html>,
> não tem esperança de ver o criminoso atrás das grades
>
> Embora tenha embasamento jurídico, a situação de Pimenta contraria a
> lógica. Ele se beneficia da presunção da inocência para continuar solto
> apesar de ser um réu confesso. Ou seja, não existem dúvidas quanto à sua
> culpa mas a Justiça ainda o considera inocente até que não exista mais
> possibilidade de apelação.
>
> Pimenta Neves foi preso em 3 de setembro de 2000, logo depois de cometer o
> crime, e solto em 23 de março de 2001 graças a um habeas corpus do mesmo
> ministro Celso de Mello que lhe conferia o direito de aguardar em liberdade
> o julgamento, que só aconteceria em 2006 devido a protelações da defesa e à
> lentidão do Judiciário.
>
> Em 13 de dezembro daquele ano o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou
> a condenação e determinou a prisão do jornalista. Ele foi considerado
> foragido da Justiça por três dias até que no dia 16 de dezembro a ministra
> Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
> concedeu novo habeas corpus, desta vez baseado na presunção da inocência.
>
> A tendência de manter o réu em liberdade até que o caso transite em julgado
> começou no início da década de 2000 no STF e se transformou em
> jurisprudência que agora também é seguida pelo STJ. A ideia é impedir a
> injustiça de colocar na cadeia alguém que, em última instância, pode ser
> considerado inocente. "Isso é até louvável, mas não no caso de um assassino
> confesso. Falta sensibilidade aos tribunais superiores. Como um réu confesso
> pode ser presumidamente inocente?", questionou o promotor do caso, Carlos
> Sérgio Rodrigues Horta Filho.
>
>
>
>  
>



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FG

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