FAB, será que teremos uma nova revolução constitucionalista com o estado de São Paulo isolado contra a federação e um novo pai dos pobres, mancomunado com a ZELITES, dividindo o pais...
povo que não tem memoria (historia) erra duas vezes... ak 2010/8/21 Carlos Antônio <[email protected]> > > > *É difícil acreditar que em 2010, estejamos vendo o Brasil rumando para a > Idade da Pedra.* > *O país do lulismo estupidificado é um retrocesso sem precedentes na > história.* > > Carlos Antônio. > > ----- Original Message ----- > *From:* AKA <[email protected]> > *To:* goldenlist-l <[email protected]> > *Sent:* Saturday, August 21, 2010 7:44 AM > *Subject:* [gl-L] Infantilismo e controle > > CC, > noticias relacionadas > > > MERVAL PEREIRA - Página 4 > Infantilismo e controle > Merval Pereira > > A infantilização do eleitorado brasileiro denunciada pela candidata do > Partido Verde, Marina Silva, é um dos sustentáculos da alta popularidade do > presidente Lula. E a campanha eleitoral vai se desenrolando de acordo com os > planos desenhados por ele à imagem e semelhança do seu governo, praticando o > que talvez seja o maior mal que esteja fazendo ao país: a esterilização da > política. > > O controle dos partidos através da distribuição de cargos e de métodos mais > radicais como o mensalão neutraliza a ação congressual, permitindo a > formação de uma aliança política tão heterogênea quanto amorfa, com partidos > que em comum têm apenas o apetite pelos benefícios que possam obter apoiando > o governo da ocasião. > > A quase unanimidade a favor se deve também ao assistencialismo e à > cooptação dos “movimentos sociais”, de um lado, e de outro a uma política > econômica que aumenta os gastos com juros, Previdência e programas > assistenciais. > > Uma frente que tem, num extremo, o setor financeiro e, no outro, os mais > pobres, numa estranha aliança dos rentistas do Bolsa Família com os > rentistas financeiros. > > O pragmatismo que rege essa maneira de fazer política fez com que o PT > engolisse a candidata oficial, tirada da cartola do ilusionista Lula e > literalmente maquiada pela equipe de marqueteiros, que vende ao eleitorado > uma persona política tão falsa quanto a favela cenográfica do programa de > estreia do candidato do PSDB. > > A ex-guerrilheira, durona e de trato difícil, transformouse em tempo real > numa senhora simpática que quer se tornar “a mãe” do Brasil. > > O governo Lula vem acelerando sua transformação, neste segundo mandato, na > direção de um Estado nacionalista, populista e patrimonialista, dependente > cada vez mais da vontade do líder carismático, que não aceita os limites da > lei, muito menos críticas. E se considera “o pai” do “seu” povo. > > A autoestima exagerada provoca sentimento de onipotência que faz o seu > possuidor acreditar estar acima das regras que o constrangem. > > Na política, pode produzir ditadores ou, no nosso caso, uma versão > pós-moderna do caudilhismo latino-americano, que o ex-presidente Fernando > Henrique Cardoso definiu como um “subperonismo lulista”. > > Essa geleia geral que hoje apoia a candidatura oficial pode ter o mesmo > destino do peronismo argentino na era pós-Lula que se avizinha, com diversos > grupos disputando o espólio político do lulismo. > > E Lula, fora do governo, querendo controlar os cordéis de seu fantoche. > > Ao mesmo tempo em que aprofunda suas críticas aos órgãos fiscalizadores do > Estado, como o Ibama, o Tribunal de Contas da União (TCU) ou até mesmo o > Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tentando constrangê-los, o presidente > Lula insiste na tentativa de neutralizar os veículos da grande imprensa, no > pressuposto de que, com sua imensa popularidade, pode controlar a opinião > pública. > > Não é suficiente uma nota oficial para garantir a liberdade de expressão, > quando há tentativas concretas, desde o início do governo, de “democratizar” > os meios de informação, uma ideia recorrente que vem sendo derrotada desde > que primeiramente foi oferecida a debate, com a proposta de criação de um > Conselho Nacional de Jornalismo, que fiscalizaria os jornalistas para evitar > “desvios éticos”. > > Ela ressuscitou com a aprovação, na Conferência Nacional da Comunicação > (Confecon), de um Observatório Nacional de Mídia e Direitos Humanos para > monitorar a “mídia” e é similar à proposta contida no Programa Nacional de > Direitos Humanos de punir os órgãos de comunicação que transgredirem normas > a serem ditadas por um conselho governamental. > > A questão é que, quando o governo fala em democracia, não está se referindo > aos regimes em vigor no mundo ocidental, mas aos regimes bolivarianos > gerados a partir do autoritarismo chavista na Venezuela, onde Lula acha que > há “democracia até demais”. > > Não é simples coincidência que tanto lá quanto na Argentina dos Kirchner os > meios de comunicação são perseguidos ou coagidos com base em legislações > nascidas de poderes cada vez menos democráticos. > > E também não é mera coincidência que esses regimes esquerdistas da América > do Sul tenham sua gênese no Foro de São Paulo, uma reunião da esquerda da > América Latina que Lula e Fidel Castro organizaram em 1990 para o > estabelecimento de uma estratégia comum, na definição do próprio Lula em > discurso. > > O problema é que o Foro de São Paulo abrigava na sua fundação não apenas > partidos políticos de vários matizes da esquerda, mas também organizações > guerrilheiras como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) ou > a Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (UNRG), consideradas > terroristas, acusadas de tráfico de drogas e outras atividades criminosas. > > Negar a relação do PT com as Farcs é imaginar que não existam registros > confirmando, como uma entrevista de Raul Reys, o número dois das Farcs que > morreu recentemente em confronto com o exército da Colômbia, contando como > conheceu Lula num desses encontros. > > As Farcs classificaram certa vez em nota oficial o Foro de São Paulo como > “uma trincheira onde podemos encontrar os revolucionários de diferentes > tendências, e diferentes manifestações de luta e de partidos (...)”. > > A continuidade dessa política de aparelhamento do Estado é o que está em > jogo nestas eleições, e é por isso que o presidente Lula está tão empenhado > em vencêlas, e não apenas elegendo sua candidata à Presidência da República. > > A estratégia de tentar influenciar a eleição do Congresso, sobretudo a do > Senado, tem por trás o desejo de abrir caminho para aprovar legislação que > aumente o controle do governo sobre o Estado brasileiro e, eventualmente, > sobre a sociedade, através da “democracia direta”, à base de plebiscitos. > > (Continua amanhã) > > >
