PSP, conforme está citado no texto que enviei, o IBOPE fez as duas pesquias
- a primeira em 1963 e a segunda em 1964, às vesperas do golpe
civil-militar.

Att,

FG

Em 25 de agosto de 2010 14:29, Paulo Sérgio Pinto
<[email protected]>escreveu:

>
>
> Você citou como fonte os dados fornecidos pelo autor de um livro que, muito
> provavelmente, era ligado ao governo João Goulart. A minha dúvida é se já
> naquela época existiam institutos de pesquisa sérios, cujos resultados
> pudessem ser interpretados como uma avaliação séria e bem próxima do quadro
> real. Lembre-se que essas pesquisas podem ser manipuladas e é muito difícil
> imaginar que já havia algum rigor estatístico numa pesquisa de 1964. Vou
> repetir a minha pergunta: qual foi o órgão ou instituto que a fez?  O Luiz
> Alberto Moniz Bandeira cita o nome de responsável?
>
> Pode-se falar o que quiser dos atuais institutos de pesquisa, mas os
> resultados disparatados, que demoliriam os institutos, constituem raras
> exceções, não a regra. Lembre-se que quando Lula ganhou pela primeira vez, o
> governo era do PSDB. Mesmo assim, Lula aparecia na frente nas pesquisas.
> Pode-se gostar ou não dos institutos de pesquisas brasileiros. Mas é
> inegável a boa qualidade e alto índice de acertos deles.
>
>
> Em 25/8/2010 13:33, Fabricio Augusto Souza Gomes escreveu:
>
> Errado, meu caro. Esta no "O governo João Goulart. As lutas sociais -
> 1961-1964", de Luiz Alberto Moniz Bandeira. Mais precisamente no capítulo 15
> "A popularidade do governo João Goulart às vésperas do golpe" - página 351.
> Vamos a um trecho:
> *
> "... O governo João Goulart quando caiu, contava com 76% da opinião
> pública a seu favor, elevado índice de popularidade....
> (...) Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e
> Estatística (IBOPE), entre junho e julho de 1963, e revelada no XIII
> Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais
> pelo professor Antônio Lavareda, da Universidade de Pernambuco, mostrou o
> alto índice de aprovação do governo João Goulart, que oito meses antes de
> cair, era considerado "ótimo" e "bom" por 35% da opinião pública, "regular"
> por 41%, enquanto apenas 19% julgavam "mau" ou "péssimo". Em outra sondagem
> de opinião, realizada pelo IBOPE , entre os dias 9 e 26 de março de 1964, ou
> seja, concluída cinco dias antes do golpe de Estado, 47%, contra 37% em
> julho de 1963 dos entrevistadosm responderam que votariam em Goulart se ele
> pudesse se candidatar à reeleição para a presidencia da Republica, enquanto
> o percentual dos que não votariam caíra de 50% para 46% no mesmo período. Em
> outras palavras: a popularidade de Goulart, em vez de cair, estava
> crescendo."*
>
> Para comprovação adicional, esta pesquisa do IBOPE foi divulgada na revista
> ISTOÉ Senhor, de 12 de dezembro de 1990, numero 1108, pp 44-6. Ver tambem o
> Correio Braziliense de 11 de setembro de 1989.
>
> Segundo Lavareda, "na maioria dos casos - sete em 10 capitais - no seio das
> classes A e B (rica e média) as opiniões favoráveis a João Goulart
> sobrepujavam as desfavoráveis". Nos ítens "ótimo" e "bom", por exemplo, ele
> atingia 61% de apoio em Porto Alegre (seu lugar de origem), 43% em Curitiba
> e 30% em São Paulo. Neste patamar de aprovação, os menores índices estavam
> na Guanabara (22%) e na vizinha Niterói (27%), em função, certamente, da
> feroz oposição que era movida contra Jango pelo então governador carioca
> Carlos Lacerda.
>
> Finalizando, há na pagina 352 do livro supracitado, um interessante quadro
> comparativo da Pesquisa IBOPE, com a pergunta "O que vem achando da atuação
> do Presidente João Goulart"?._,___
>
>
>  
>



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FG

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