A fonte do Sr. Moniz Bandeira é o IBOPE, conforme divulgado.

Att,

FG

Em 25 de agosto de 2010 16:06, Paulo Sérgio Pinto
<[email protected]>escreveu:

>
>
> São dois pesos e duas medidas. Franklin Martin = notícia a serviço do
> governo; Moniz Bandeira=notícia verdadeira. Quero a fonte do Moniz Bandeira.
> Se eu escrever que o Bush foi o presidente americano que terminou o mandato
> com o maior índice de popularidade da história, qualquer papel ou teclado
> aceitará, sem qualquer crítica, essa "estatística". Quero e tenho o direito
> de saber a fonte!
>
>
>
> "Eze libro no ekziste" ... By Padre Quevedo. :-)))
>
> []'s
> Paulo Lopes
>
> Enviado pelo meu BlackBerry® da Vivo
> ------------------------------
> *From: * Fabricio Augusto Souza Gomes <[email protected]><[email protected]>
> *Sender: * [email protected]
> *Date: *Wed, 25 Aug 2010 13:33:23 -0300
> *To: *<[email protected]> <[email protected]>
> *ReplyTo: * [email protected]
> *Subject: *[gl-L] IBOPE já existia em 1964 / Jango com 76% de aprova ção
>
>
>
> Errado, meu caro. Esta no "O governo João Goulart. As lutas sociais -
> 1961-1964", de Luiz Alberto Moniz Bandeira. Mais precisamente no capítulo 15
> "A popularidade do governo João Goulart às vésperas do golpe" - página 351.
> Vamos a um trecho:
> *
> "... O governo João Goulart quando caiu, contava com 76% da opinião
> pública a seu favor, elevado índice de popularidade....
> (...) Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e
> Estatística (IBOPE), entre junho e julho de 1963, e revelada no XIII
> Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais
> pelo professor Antônio Lavareda, da Universidade de Pernambuco, mostrou o
> alto índice de aprovação do governo João Goulart, que oito meses antes de
> cair, era considerado "ótimo" e "bom" por 35% da opinião pública, "regular"
> por 41%, enquanto apenas 19% julgavam "mau" ou "péssimo". Em outra sondagem
> de opinião, realizada pelo IBOPE , entre os dias 9 e 26 de março de 1964, ou
> seja, concluída cinco dias antes do golpe de Estado, 47%, contra 37% em
> julho de 1963 dos entrevistadosm responderam que votariam em Goulart se ele
> pudesse se candidatar à reeleição para a presidencia da Republica, enquanto
> o percentual dos que não votariam caíra de 50% para 46% no mesmo período. Em
> outras palavras: a popularidade de Goulart, em vez de cair, estava
> crescendo."*
>
> Para comprovação adicional, esta pesquisa do IBOPE foi divulgada na revista
> ISTOÉ Senhor, de 12 de dezembro de 1990, numero 1108, pp 44-6. Ver tambem o
> Correio Braziliense de 11 de setembro de 1989.
>
> Segundo Lavareda, "na maioria dos casos - sete em 10 capitais - no seio das
> classes A e B (rica e média) as opiniões favoráveis a João Goulart
> sobrepujavam as desfavoráveis". Nos ítens "ótimo" e "bom", por exemplo, ele
> atingia 61% de apoio em Porto Alegre (seu lugar de origem), 43% em Curitiba
> e 30% em São Paulo. Neste patamar de aprovação, os menores índices estavam
> na Guanabara (22%) e na vizinha Niterói (27%), em função, certamente, da
> feroz oposição que era movida contra Jango pelo então governador carioca
> Carlos Lacerda.
>
> Finalizando, há na pagina 352 do livro supracitado, um interessante quadro
> comparativo da Pesquisa IBOPE, com a pergunta "O que vem achando da atuação
> do Presidente João Goulart"?
>
> Sds,
>
> Fabrício
>
>  Em 25 de agosto de 2010 12:50, Paulo Sérgio Pinto 
> <[email protected]>escreveu:
>
>>
>>
>> Naquela época não existiam institutos de pesquisa com solidez e reputação.
>> Nem mesmo me lembro se já existiam os outros. Acho que os ibopes e afins
>> nasceram depois. Onde você fundamentou esses "76% de aprovação do Jango"?
>>
>>
>> Em 25/8/2010 09:03, Fabricio Augusto Souza Gomes escreveu:
>>
>>  O último presidente que quis governar baseado com o apoio do "populacho"
>> foi João Goulart. Tinha 76% de aprovação às vesperas do golpe. E deu no que
>> deu...
>>
>> No Brasil, ninguem governa apenas com o apoio do populacho.
>>
>> O populacho serve sim, pra cravar o voto nas eleições. Mas daí a governar
>> com apoio, é outra questão.
>>
>>  FG
>>
>>
>>
>
>
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> FG
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>    
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FG

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