Oi

Ué...
Mas se continuar com 40% provavelmente ganha, né?

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Beijins
Fa
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"Todo mundo é ignorante, só que em assuntos diferentes."
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Sexta-feira, 14 de abril de 2006


Villas-Bôas Corrêa - A hora de tirar a máscara


Enquanto o presidente-candidato e a oposição quebravam a cabeça para 
entender e interpretar o sobe-e-desce das últimas pesquisas, o governo e 
a campanha foram abalroados pela traseira com a violenta trombada da 
denúncia do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza – 
um nome para se gravar na memória nestes tempos de decepção – que 
esmiuçou o esquema do mensalão e do caixa dois e não deixou pedra sobre 
o pântano.

Na relação dos 40 envolvidos na maior trapaça da nossa suja crônica 
eleitoral, desde que o voto iniciou a caminhada vacilante das fraudes e 
trapaças que nos envergonham, desfilam, de braços dados, a cúpula 
petista, ministros, ex-ministros e assessores do presidente Lula, 
valérios, dudas, parlamentares, empresários, empreiteiros e demais 
integrantes do bloco da corrupção.

Com a carga atômica a campanha implodiu e é preciso juntar os cacos, 
rezar na Semana Santa e recomeçar com novo discurso e a escovadela em 
regra nos cuidados éticos.

Entre os destroços, coberto de poeira e o cheiro de mofo da velharia 
imprestável, a evidência de que o singular estilo presidencial da 
omissão deliberada, da fuga aos compromissos no esconderijo das 
desculpas de que “nada ouviu, de nada sabe”, necessita de recauchutagem 
em regra, como os pneus gastos até a lona.

É aconselhável incluir na faxina a reformulação da campanha para o seu 
ajuste às normas da decência e do respeito ao mandato presidencial, que 
o titular pretende duplicar. O candidato Lula não engana a ninguém, nem 
se engana, na comédia do faz-de-conta de que ainda não é candidato 
enquanto, há mais de três meses, não faz outra coisa senão caçar voto, 
sem gastar um centavo, com tudo pago pela Viúva – que ainda garante o 
palanque e o auditório bem comportado para ouvir e aplaudir os 
improvisos de auto-louvação ao “maior presidente que este país já teve” 
e que realiza “o maior governo de todos os tempos”.

A mistificação colheu o seu resultado, mas iludiu mais do que garantiu 
votos. Desde as primeiras pesquisas – e especialmente nas últimas – os 
tímpanos de advertência disparam e só os moucos e os que tamparam os 
ouvidos não se alarmaram com o estridente som das campainhas. Nas 
simulações do primeiro turno da fase de pré-campanha, os índices 
percentuais de Lula pendularam entre 37,5% e 40%, com oscilações para 
baixo na faixa da margem de erro.

Ora, é pouco, muito pouco para o único candidato em campanha, com 
abundante exposição na mídia, presença obrigatória nos noticiários da 
manhã, da tarde, da noite e da madrugada de todas as redes de televisão 
e repique nos jornais e revistas.

E que fala pelos cotovelos para dizer o que lhe vem à boca, sem o filtro 
da conveniência. Usando e abusando da máquina do poder, da estrutura do 
governo com a indigente desculpa da inauguração de coisa nenhuma ou do 
lançamento de programas fictícios.

Com tais privilégios do exercício do mandato – assegurados pela 
tolerância ou a falha da emenda da reeleição montada e executada pelo 
primeiro beneficiário, o presidente Fernando Henrique Cardoso – Lula 
deveria estar flutuando acima das nuvens e tormentas, pelas alturas de 
mais de 60%, além da maioria absoluta que garantiria a liquidação da 
fatura nas urnas do primeiro turno, a 1° de outubro, daqui a seis meses 
e meio.

Soou a hora de calçar os ásperos tamancos da humildade e reconhecer que 
o governo, o PT, o candidato e a campanha estacionaram à porta da 
Justiça e terão que cair na defensiva.

A luta mudou de ringue. E as velhas alegações de parcialidade do 
Conselho de Ética, das CPI dos Bingos, dos Correios, do Mensalão, das 
denúncias do mensalão e do caixa dois, do caseiro Francenildo Costa que 
levaram o ministro Antonio Palocci a pedir o boné, foram assumidas e 
passam para a responsabilidade da Justiça, encaminhadas pelo 
procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, ao Supremo 
Tribunal Federal (STF) desde o dia 30 de março.

Chega em boa hora para um banho de ética nos três poderes. No Executivo 
com salpicos de lama do maior escândalo de todos os tempos.

No Congresso exposto ao desprezo do país com o samba da 
passista-deputada Ângela Guadagnin, no show da absolvição dos acusados 
de receber gordas propinas do valerioduto.

E, no Supremo, certamente constrangido com a calamitosa presidência do 
ministro Nelson Jobim e que ainda rende embaraços, como a denúncia, 
muito mal explicada, do recebimento de R$ 28 mil como adicionais por 
viagens feitas em 2005, com passagens e despesas integralmente pagas 
pelas empresas que o convidaram.

O ex-ministro Jobim justificou-se, apelando para a explicação de que 
como as viagens tiveram cunho oficial, o recebimento das diárias é legal.

Essas coisas sempre têm uma boa desculpa.

Mas, é melhor quando não acontecem e dispensam a prova da inocência.


Retirado de
http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=12&textCode=21879&date=currentDate


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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