Oi
Vamos perder quanto na Bolívia?
E mais quanto na Venezuela?
--
Beijins
Fa
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"Conselho grátis vale o que você paga por ele."
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Edição nº 1749 | 28 / 04 / 2006 |
Brasil e Bolívia – as falácias do índio e do ingênuo
Por Renato Andrade
O presidente da Bolívia, Evo Morales, está cada vez mais próximo de um
momento de inflexão de seu recente mandato. A realidade bate à porta, e
Morales sabe que não tem condições de cumprir sua principal proposta de
campanha: a estatização do setor de gás e petróleo de seu país. Mas
continua, ao menos em público, a apresentar o mesmo discurso aguerrido
dos tempos de palanque. A Petrobras e a EBX podem contar melhor a história.
No Brasil, o presidente Lula foge da realidade há muito tempo. Não sabia
do mensalão, não sabia da formação de uma “organização criminosa” para
mantê-lo no poder e diz agora ignorar que a Petrobras enfrenta
dificuldades nas negociações de contratos de fornecimento de gás com o
governo Morales e que a EBX, de Eike Batista, está sendo praticamente
enxotada da Bolívia depois de milhões de dólares em investimentos.
Enquanto isso, dá mostras de real entusiasmo com a construção de um
projeto faraônico: um megagasoduto de 9,7 mil quilômetros de extensão
que atravessaria o Brasil para ligar o mercado produtor de gás da
Venezuela ao consumidor da Argentina, uma obra orçada em quase R$ 50
bilhões.
Temos, portanto, de um lado, o índio lutador aguerrido e, de outro, o
ingênuo que fez mais do que qualquer outro nestas terras desde que
Cabral aportou suas caravelas pelas bandas de cá.
Não fossem presidentes, as duas formas de delírio custariam apenas
ironias e deboche. Mas, como a realidade é outra, a postura de Morales e
Lula terá um custo mais alto para as sociedades boliviana e brasileira.
Vamos aos fatos. Não há como Lula manter essa postura reativa diante de
crises que se anunciam. A Petrobras é a maior empresa brasileira. A
União é sua maior acionista. Não há espaço, portanto, para que o
presidente brinque com a idéia de não saber o que acontece com a
companhia. Vale lembrar que foi essa mesma empresa que garantiu ao
governo abrir os cofres públicos no início deste ano e, ainda assim,
cumprir a meta fiscal.
No caso da EBX, ainda que existam dúvidas sobre as reais condições em
que o investimento da empresa brasileira foi feito, o fato é que a
Presidência da República precisa ser pró-ativa numa situação em que um
país vizinho resolveu enxotar a companhia e ameaçar confiscar os dois
alto-fornos já construídos, que custaram nada menos do que US$ 50 milhões.
Evo Morales, por sua vez, terá de descer do palanque e passar a
administrar seu país com base na realidade, e não nas promessas. Não é
uma situação fácil, dado que ele foi eleito para fazer o que vocifera.
Mas caberá ao presidente eleito mostrar aos seus aliados que um país que
gera um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 8 bilhões não pode se dar ao
luxo de dispensar uma empresa como a Petrobras, que investiu, somente em
2005, cerca de US$ 1 bilhão na exploração de gás.
Chegamos então ao gasoduto. Ainda que existam vozes a defender o
projeto, um pouco de sensatez nas discussões não faria mal a ninguém. De
onde Brasil, Argentina e Venezuela tirariam os recursos necessários para
o desenvolvimento do projeto? Como conseguir licenças ambientais para
instalação de um duto que percorrerá toda a floresta Amazônica e o
restante do país, considerando, apenas como exemplo, o fato de que a
Petrobras enfrenta há 10 anos uma batalha para conseguir construir um
duto de 700 quilômetros, entre Urucu e Manaus, no Estado do Amazonas?
Ainda que existam argumentos econômicos e técnicos que justifiquem a
construção do gasoduto, o debate sobre o projeto não foi devidamente
feito. Além disso, está calcado numa suposta afinidade política dos
atuais mandatários argentino, venezuelano e brasileiro. Nada mais
suscetível a mudanças. O projeto também pode inviabilizar propostas mais
palatáveis de produção de gás no Brasil, considerando as novas jazidas
descobertas em Santos, no litoral paulista, no Rio e no Espírito Santo.
O projeto deixaria ainda às moscas outra alternativa bem mais barata:
ampliar a parceria entre Brasil e Bolívia, que levaram 30 anos para
construir um gasoduto ligando os dois países, mas que ainda não é
explorado em sua plenitude.
Mas, para que isso aconteça, é preciso mais ação do lado brasileiro e
menos discurso do lado boliviano. Mas há como esperar sensatez do índio
e do ingênuo?
[EMAIL PROTECTED]
Publicado em 28 de abril de 2006.
Retirado de
http://www.primeiraleitura.com.br/auto/entenda.php?id=7451
---
Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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