Oi

"Milhões de seguidores pobres de um grupo de abastados “burocratas
sociais” não podem ditar limites ..."

Podem né? Se forem mais que 50%dos votantes...


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Beijins
Fa
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"Bons tempos aqueles em que os piores erros do Lula eram os de português."
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Edição nº 1749    |   28 / 04 / 2006    |



Mensagens obscuras
Por Liliana Pinheiro

O Brasil vive um tempo de desmoralização do discurso. Os fatos nos são
apresentados quase sempre trançados com enganos e má-fé, o que torna
quase toda notícia obscura, quando não imprestável. Alguns jornalistas
se dispõem a separar o que é verdade do que é enxerto oportunista.
Outros embarcam na linguagem tal como ditada pelo poder — e esta é de
tal sorte sofisticada que muitos até conseguem um ganho de imagem ao
adotá-la. As ilusões em si mesmas podem significar um fator de evolução
da mensagem, embora na política só sirvam ao retrocesso. Os exemplos são
muitos. Fiquemos em dois da semana que terminou.

Junto com o discurso do Banco Central em defesa da estabilidade da
moeda, na ata do Copom, para justiçar um ritmo de corte de juros mais
lento daqui em diante, vieram as observações sobre o problema fiscal. Ou
seja: o Brasil continuará campeão de juros altos porque o governo Lula
gasta muito e gasta mal, e tal realidade pode rebater na inflação mais
adiante — de fato pode. Mas isso veio de outra forma, numa maçaroca de
argumentos sobre a necessária continuidade do crescimento da economia e
da renda do trabalhador, que, por favor!, se beneficiariam mais de uma
política monetária mais frouxa, impossível hoje porque a gestão petista
não cessa de fazer contas lesivas à população e vantajosas para a
reeleição de Lula.

É certo que uns míseros pontos a menos de juros no ano trariam mais
benefícios aos pobres, em empregos, crédito e investimentos que
garantiriam o crescimento sustentado, do que os recursos que lhes são
direcionados diretamente. Fariam bem às contas públicas. E tirariam as
exportações do atual pesadelo cambial. O que Lula dá com uma mão, o
Banco Central tira com outra, ou a equação da estabilidade monetária não
fecha. Nunca isso ficou tão evidente como na última ata do Copom. E, no
entanto, de forma tão obscura. Uns poucos se dispuseram a traduzir o dito.

Agora, o segundo exemplo. O presidente, seu PT e seus movimentos
sociais, todos hoje sócios privilegiados do Orçamento público,
constituem outro caso sério de manipulação da realidade. Estão unidos —
com os bispos de sempre a tiracolo — “contra a volta da direita” ao
poder. Ameaçam pôr o povo nas ruas contra qualquer ação institucional e
democrática em favor da legalidade, como uma que leve ao impeachment de
Lula.

Não coube aos jornalistas, mas ao presidente da OAB, Roberto Busato,
trazer os fatos à luz e desembaraçar mais essa trança de “bandeiras do
bem” com enganos e má-fé. Referindo-se indiretamente ao MST e à CUT,
Busato disse o que segue: “Agem como golpistas e têm o desplante de
querer imputar a nós essa pecha, que cabe apenas a eles”. Em outras
palavras, não se deve misturar Estado de Direito com interesses
políticos de grupos. Ou teremos de aceitar a tese de que o mensalão,
idealizado para dar longa vida ao PT no poder federal, traduz um tanto
de legitimidade capaz embaçar a legalidade. Milhões de seguidores pobres
de um grupo de abastados “burocratas sociais” não podem ditar limites
para as instituições reconhecidas pela maioria.

[EMAIL PROTECTED]

Publicado em 28 de abril de 2006.



Retirado de
http://www.primeiraleitura.com.br/auto/entenda.php?id=7452


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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