Oi Carlos

Pode até ser.
Mas fica faltando um componente maquiavélico...

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Beijins
Fa
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"As pessoas que querem compartilhar suas visões religiosas com você,
quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas."
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ccarloss wrote:

> Fa,

> Lula é o elo perdido entre as marionetes e os robôs.

> Beijão.

> Carlos Antônio.

> ----- Original Message -----
> *From:* Fatima Conti
> *To:* undisclosed-recipients: <mailto:undisclosed-recipients:>
> *Sent:* Sunday, April 30, 2006 7:40 AM
> *Subject:* [gl-L] Marcos Sá Corrêa - Os robôs estão no poder
>
>
> Oi
>
> Sobre alguns tipos de robots.
>
> --
> Beijins
> Fa
> ----------------------------------------------------------------
> "Acupuntura é a solução. Acredite: porco-espinho só morre de
>    velhice".
> ----------------------------------------------------------------
>
> Domingo, 30 de abril de 2006
>
>
> Marcos Sá Corrêa - Os robôs estão no poder
>
>
> O japonês Murata tem meio metro de altura, mas anda de bicicleta como
> gente grande. Ele é capaz de pedalar de costas, equilibrar-se sobre as
> duas rodas imóveis sem pôr o pé no chão, amortecer os maiores solavancos
> do percurso com uma ginga do corpo, desviar-se dos obstáculos
> imprevistos que lhe atirem de propósito no caminho e traçar retas tão
> perfeitas quanto as de um facho de laser projetado no chão.
>
> Murata seria um gênio, se soubesse fazer outra coisa na vida. Ou se não
> fosse um robô, feito exatamente para andarde bicicleta por uma fábrica
> de componentes eletrônicos de Quioto. Os inventores encheram suas
> entranhas de sensores, amortecedores, sonares e giroscópios. Tem peito
> transparente, para mostrar sua prodigiosa anatomia interna. Sua cabeça é
> coroada por um capacete de ciclista. Como tal ele debutou este ano na
> “Asia-Pacific Perspectives”, uma revista feita para mostrar o que o
> Japão anda fazendo enquanto os brasileiros, por exemplo, cuidam do mensalão.
>
> Os japoneses têm um fraco por robôs, filhos diletos de sua obsessão pelo
> futuro da tecnologia. Lá vão mais de 20 anos que uma Marilyn Monroe
> robótica, esculpida em tamanho natural pelo artista plástico Shunichi
> Mizuno, faz em Tóquio shows cada vez mais afinados e verossímeis, à
> medida que incorpora os últimos avanços da eletrônica. Mas a Marilyn
> Monroe do artista plástico, por mais convincente que seja, parece
> apontar na melhor das hipóteses para o futuro dos museus de cera. O que
> não é o caso de outras novidades que dividem com Murata as páginas da
> revista.
>
> Lá está, entre outros, o Qrio, da Sony. Além de falar, ele reconhece
> vozes e fisionomias. Mantém diálogos articulados com diferentes
> interlocutores, o que nem sempre se pode dizer dos similares de carne e
> osso. Dá a impressão de reagir eomocionalmente ao teor da conversa,
> quando seus olhos mudam de cor, conforme o assunto. Sua vocação, segundo
> os fabricantes, é para robô doméstico. Por isso, Qrio faz o que pode
> para ser simpático.
>
> Mas não tem a tarimba de Asimo, da Honda, que aos 10 anos de idade é
> praticamente um robô adulto. Suas 38 articulações lhe garantem
> movimentos fluidos e reproduzem gestos humanos com tanta fidelidade que
> Asimo dança profissionalmente em palcos de feiras industriais. E, se
> alguém acha que dançar em público qualquer deputada Angela Guadagnin
> pode fazer, ele tem uma habilidade muito mais rara entre criaturas de
> sua espécie – caminha como um bípede normal, com a ajuda de sensores que
> antecipam, a cada passo, o momento em que o corpo estará em desequilíbro
> e alteram a tempo o centro de gravidade nos seus 52 quilos de engrenagens.
>
> Chroino pode não caminhar com a mesma naturalidade. Em compensação,
> imita perfeitamente o passo de ganso de um soldado das tropas alemãs. De
> quebra, concebido por um devoto dos andróides das histórias em
> quadrinhos, tem a expressão altiva de quem chegou ao planeta dos homens
> para vencer. A revista “Time” considerou-o a invenção mais simpática de
> 2004. Mas Wakamaru, que não tem a metade de seu charme, é mais sociável.
> De manhã, desliga-se automaticamente da tomada que o recarregou durante
> a noite a tempo de dar “bom dia” aos patrões. E acorda pronto para lhes
> recitar, entre outras coisas, a previsão do tempo antes que eles acabem
> de escovar os dentes.
>
> Ele sabe de tudo, porque passa o dia plugado na internet. Aprende os
> gostos de pelo menos dez pessoas e, sendo capaz de reconhecê-las pelo
> timbre de voz ou pela fisionomia, ajusta as informações que recolhe às
> preferências individuais dos ouvintes. De noite, vai para a cama
> sozinho. Ou melhor, para a tomada. Diante dele, Baryu não passa de um
> quadrúpede de plástico branco. Quem o desenhou foi provavelmente se
> inspirado pelo cruzamento de um liquidificador industrial com um
> caranguejo albino. No entanto, é dele até agora a melhor carreira no
> mercado japonês, por tomar conta da casa quando o dono está ausente.
> Banryu dispõe até de detectores de fumaça, movimenta-se sem parar por
> todos os cômodos, transmite por telefone celular as imagens que passam
> por seus visores e dispara alarmes aos primeiros sinais de invasão do
> território.
>
> Tudo isso é muito bom. Mas não se pode perder de vista que, na prática,
> os japoneses ainda não chegaram nesta matéria aos pés do Brasil. Há mais
> de três anos os brasileiros puseram um robô na presidência da República.
> E ele vai indo, em condições que um ser humano dificilemente engoliria.
> Outro dia, por exemplo, deu uma entrevista aos jornais. Talvez por
> defeito nos circuitos sensoriais, declarou que ainda não sabia se será
> candidato à reeleição, apesar de se mexer há meses como se já estivesse
> ligado no software de campanha. Na mesma hora, seu assessor para
> Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, corrigiu-o. “Ele ainda
> não tomou a decisão”, disse Garcia. “Mas nós já tomamos.” Robô é assim.
> Tem tudo para ser gente. Menos o livre-arbítrio.
>
>
>
>
> [EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]>
>
>
> Retirado de
> http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=8&textCode=22117&date=currentDate


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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