Foi de vital importância para o projeto Fome Zero.
O Brasil vai plantar feijão no espaço. E foi com feijão porque é difícil pacas cultivá-lo. Você joga um grão dentro de um sapato e ele germina.
O Brasil provou isso pro mundo.
 
Carlos Antônio. 
 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, May 02, 2006 8:34 PM
Subject: [gl-L] Re: Ameaça russa faz governo descumprir legislação orçamentária...


Oi Carlos

Só que, nesse caso parece que o descumprimento foi meio institucional, né?
Ou será que, simplesmente, o presidente do Contas Abertas, Augusto
Carvalho, é do PSDB?

--
Beijins
Fa
----------------------------------------------------------------
"Se Abel tivesse sido assassinado por aqui, até hoje ninguém
  saberia que o criminoso era o Caim." - Max Nunes
----------------------------------------------------------------
ccarloss wrote:


> Fa,

> O governo brasileiro descumpre a lei orçamentária todos os dias. Para
> serví-lo, é claro.
> Os eleitores do Lula, em sua maioria, pensa
>  que foi ele o responsável pelo lançamento do primeiro homem ao espaço.

> Beijão.

> Carlos Antônio.


> ----- Original Message -----
> *From:* Fatima Conti <mailto:[EMAIL PROTECTED]>
> *To:* undisclosed-recipients: <mailto:undisclosed-recipients:>
> *Sent:* Saturday, April 29, 2006 7:11 PM
> *Subject:* [gl-L] Ameaça russa faz governo descumprir legislação
> orçamentária...
>
>
> Oi
>
> E essa causa atendia o interesse público?
>
> --
> Beijins
> Fa
> ----------------------------------------------------------------
> "Um homem prevenido vale por dois, mas quem compra?"
> ----------------------------------------------------------------
>
>
> Ameaça russa faz governo descumprir legislação orçamentária para a
> viagem do astronauta
>
>
> Pressionado pela Agência Espacial Russa (ROSKOSMOS), o governo federal
> descumpriu a legislação orçamentária para garantir o embarque do
> astronauta Marcos Pontes na nave russa Soyuz. Sem orçamento para gastar
> no início do ano e com uma dívida, em março, de aproximadamente R$ 16
> milhões com a Agência Espacial Russa, o governo atropelou a regra do
> duodécimo, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Vários
> empenhos e ordens bancárias tiveram que ser feitos para pagar aos
> russos, mesmo sem a aprovação do orçamento no Congresso. Com as soluções
> orçamentárias encontradas para viabilizar o embarque do astronauta, a
> viagem que parou na Estação Espacial Internacional (EEI), corre o risco
> de aterrissar também no Tribunal de Contas da União, (TCU).
>
> Pela legislação, sem a aprovação do orçamento o governo federal só
> poderia gastar até março, 3/12 (três doze avos) da verba prevista no
> Projeto de Lei Orçamentária para o Programa de Formação de Astronautas.
> O problema é que no projeto de lei encaminhado pelo Executivo ao
> Congresso Nacional, o orçamento previsto para 2006 neste programa, que
> incluía a viagem de Marcos Pontes, era de apenas R$ 1 milhão, valor
> muito inferior ao custo real da odisséia. Sem recursos, a viagem corria
> o risco de ir para o espaço. Os russos chegaram a comunicar,
> formalmente, à Agência Espacial Brasileira (AEB), que o não pagamento da
> viagem implicaria na impossibilidade do vôo do astronauta, além da perda
> das parcelas já pagas. Por outro lado, sem a autorização legal, o
> dinheiro não poderia sair dos cofres públicos. Sem pagar a passagem não
> haveria a viagem.
>
> Para evitar o vexame internacional, a Agência Espacial Brasileira (AEB),
> empenhou (efetuou o registro orçamentário) e pagou à Agência Espacial
> Russa, valendo-se de remanejamentos dos orçamentos de seis programas
> federais da AEB, que pouco, ou nada têm a ver com a viagem do astronauta.
>
> O maior remanejamento para compor os R$ 16 milhões pagos em março deste
> ano, veio do Programa de Participação Brasileira no Desenvolvimento do
> Satélite Sino-Brasileiro, de onde foram retirados R$ 8 milhões. Outra
> rubrica da AEB que também "emprestou" o orçamento para bancar a aventura
> brasileira no espaço, foi o Programa de Desenvolvimento de Veículos
> Lançadores de Satélites, com R$ 3,3 milhões. O terceiro maior
> remanejamento de R$ 3,1 milhões, foi extraído do Programa de
> Desenvolvimento de Satélites de Sensoriamento Remoto com Imageador
> Óptico. Veja, abaixo, todos os programas e valores remanejados para
> efetuar os pagamentos.
>
>
>
> REMANEJAMENTO DE OUTROS PROGRAMAS DE
> TRABALHO PARA PAGAMENTO DA VIAGEM DO ASTRONAUTA
>
>
>
>
>
>
> PROGRAMA
>
>
> VALOR
> REMANEJADO
>
> DESENVOLVIMENTO DE SATÉLITES DE COMUNICAÇÃO E METEOROLOGIA
>
>
> 106.746,72
>
> PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NO DESENVOLVIMENTO DO SATÉLITE SINO-BRASILEIRO
>
>
> 8.000.000,00
>
> PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL
>
>
> 795.000,00
>
> DESENVOLVIMENTO DE SATÉLITES DE SENSORIAMENTO REMOTO COM IMAGEADOR ÓPTICO
>
>
> 3.100.000,00
>
> DESENVOLVIMENTO DE VEÍCULOS LANÇADORES DE SATÉLITES
>
>
> 3.360.000,00
>
> PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM TECNOLOGIAS ASSOCIADAS A VEÍCULOS LANÇADORES
>
>
> 750.000,00
>
> TOTAL
>
>
> 16.111.746,72
>
>
>
>
> Tanto os empenhos orçamentários quanto os pagamentos, que totalizaram R$
> 16.111.746,72 foram efetuados no dia 15 de março, com velocidade pouco
> comum na burocracia brasileira.
>
> Problema mal resolvido
>
> Em meio a tantos improvisos orçamentários, quase um mês depois de
> emitidos os empenhos e efetuados os pagamentos, foi dado o primeiro
> passo para começar a remendar a situação. Para criar amparo legal ao que
> já era irregular, foi editada, em 12 de abril, a Medida Provisória nº
> 290. A MP criou créditos extraordinários para diversas finalidades,
> dentre elas, a viagem do astronauta brasileiro que foi contemplada com
> R$ 19 milhões. Detalhe, que desse dinheiro, cerca de R$ 16 milhões já
> haviam sido pagos. O crédito extraordinário destina-se normalmente a
> atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de
> guerras e calamidades públicas, o que não era o caso da viagem espacial,
> que já estava sendo planejada desde o ano passado.
>
> Como resultado da MP, na última terça-feira, um novo empenho
> orçamentário foi emitido pela AEB, anulando os anteriores decorrentes da
> "vaquinha" feita entre os programas federais da Agência. Sendo assim,
> sob o ponto de vista orçamentário, a aventura de Pontes só terminou às
> 15h41min do último dia 25, quando foi lançado no Siafi, (Sistema que
> registra as despesas da União), o novo empenho. Após a longa jornada, as
> peripércias orçamentárias para regularizar a viagem do astronauta
> finalmente chegaram ao fim, quase um mês após o retorno do brasileiro à
> Terra.
>
> O especialista em orçamento público e deputado federal Sérgio Miranda
> (PDT-MG), disse ao Contas Abertas que os empenhos e pagamentos da viagem
> do astronauta brasileiro, emitidos em 15 de março, evidenciam uma
> distorção na execução orçamentária. "Da forma como foram realizados,
> torna-se irrelevante o papel do Congresso Nacional. A prática fere,
> inclusive, o espírito da Constituição", comenta o deputado.
>
> O Contas Abertas entrou em contato com a Agência Espacial Brasileira
> (AEB), com o intuito de obter respostas às seguintes questões:
>
> 1. Por que não havia no Projeto de Lei encaminhado ao Congresso, a
> correta previsão do valor a ser pago a Agência Espacial Federal Russa em
> março?
>
> 2. Apenas o empenho de número 2006NE93074, no valor de R$ 250 mil,
> efetuado em março, respeitou a Lei de Diretrizes Orçamentárias, visto
> que, significou 3/12 (três doze avos) da dotação de R$ 1 milhão para o
> Programa de Formação de Astronautas. Como a AEB justifica os outros
> empenhos, em programas de trabalho não diretamente relacionados ao vôo
> do astronauta brasileiro?
>
> O Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência
> Espacial Brasileira - AEB/MCT, Sr. Himilcon Carvalho, enviou por e-mail,
> ao Contas Abertas os seguintes esclarecimentos:
>
> 1. As negociações e tratativas, entre a AEB e a Agência Espacial Russa
> (ROSKOSMOS), quanto à possibilidade de vôo do astronauta, só foram
> concluidas após o envio da proposta orçamentária ao Congresso Nacional,
> de forma que o projeto para a LOA-2006 não contemplava a despesa
> referente ao vôo.
> 2. Quando da conclusão das negociações, houve tratativas internas ao
> Executivo de forma a garantir a suplementação da ação do orçamento
> referente ao vôo para o ano de 2006, de forma a viabilizar a assinatura
> do contrato de vôo com a ROSKOSMOS.
> 3. Iniciado o ano de 2006, e aproximando-se a data do vôo, sem pagamento
> das parcelas previstas em contrato, a ROSKOSMOS enviou mensagem à AEB
> informando que o não pagamento acarretaria a impossibilidade do vôo do
> astronauta, além de perda das parcelas já pagas, conforme previsto no
> contrato.
> 4. Diante da situação de não aprovação da LOA-2006 pelo Congresso, da
> perspectiva de perda dos valores já pagos, da convicção de que haveria
> créditos suplementares para ação, decorrente das tratativas junto aos
> órgãos competentes do Executivo, e da análise do planejamento e das
> atividades em curso no conjunto de ações do Programa Espacial (PNAE), os
> valores para o pagamento da parcela final do contrato foram empenhados
> em várias ações do orçamento que na época apresentavam crédito
> orçamentário suficiente, e nível de atividade baixo, de forma a não ter
> a execução de suas atividades prejudicadas.
> 5. Com a persistência da situação de não aprovação do PLOA-2006, o
> Executivo enviou ao Congresso uma Medida Provisória, suplementando o
> crédito orçamentário da ação relativa ao vôo do astronauta, de forma que
> os empenhos anteriores puderam ser cancelados e re-empenhados na
> referida ação.
> 6. As decisões tomadas buscaram, portanto, evitar o prejuizo ao Tesouro
> dos valores contratuais já pagos em 2005, diante de uma situação de
> imprevisibilidade da data na qual o orçamento de 2006 seria aprovado, e
> da certeza de que a ação de "Treinamento do Astronauta" seria
> suplementada para cobrir as despesas do vôo, como de fato ocorreu por
> meio de crédito extraordinário.
>
> Os esclarecimentos da AEB não eliminam as irregularidades cometidas sob
> o ponto de vista orçamentário. O mérito científico da viagem não está em
> questão, mas sim a forma encontrada para saldar o compromisso assumido.
> Os empenhos emitidos em 15 de março, exceto o de R$ 250 mil que
> respeitou o duodécimo, afrontaram os princípios orçamentários da
> especificidade, da transparência e da legalidade. A AEB, na ocasião, não
> tinha autorização do Congresso Nacional para realizar esses dispêndios.
> Na opinião do presidente do Contas Abertas, Augusto Carvalho, foi criado
> um precedente perigoso. "Hoje o remanejamento foi feito para uma causa
> supostamente científica, amanhã o mesmo artifício poderá ser utilizado
> para ações de cunho duvidoso que não atendam o interesse público e a
> vontade do Parlamento. Encaminharei o assunto ao Tribunal de Contas da
> União", disse Augusto Carvalho.
>
> Para ver o empenho orçamentário de 25 de abril que anulou os empenhos
> efetuados indevidamente, clique aqui.
>
> Aline Sá Teles e Mariana Braga
> Do Contas Abertas
>  
>  
> 29/4/2006
>
>
> Retirado de
> http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhe_noticias_impressao.asp?auto=1382
>
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