Fa,
 
Tô a favor.
Só acho que todos deveriam ter o direito de andar armados. É guerra. Ganha quem atira primeiro.
Na Suíça, que é um país neutro, e nem o que se pode chamar de exército tem, os cidadãos têm o direito de ter as suas armas sem burocracia e nem frescura. E não são arminhas calibre 38 não. É coisa da pesada. E você pode
andar livremente sem medo desses bandidinhos de merda
obrigarem a se trancar em casa.
Ninguém aqui nesta joça de país vai dizer se eu posso sair ou não. Quem manda na minha vontade sou eu. O Mário Bortolotto tá certo.
Se estamos na lei do cão, vamos dar o troco.
 
Carlos Antônio.
 
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, May 22, 2006 4:24 AM
Subject: [gl-L] Não vou morrer na minha kitchenete


Oi

"Libera tudo meu irmão"...

Isso é solução?

--
Beijins
Fa
----------------------------------------------------------------
"Entrou muda e saiu planta..."
----------------------------------------------------------------



Não vou morrer na minha kitchenete

Mário Bortolotto

É mesmo?


Vamos deixar claro logo de cara. Tô chegando em casa agora. São duas e
meia da manhã. Nem queria sair hoje. Queria mesmo era ficar escrevendo.
Mas saí só porque fiquei puto com a idéia de que alguém tava me
proibindo de sair, tá ligado? Não aceito essa merda. Não tinha porra
nenhuma de bar aberto. Todo o mundo arregou. Até a Praça Roosevelt tava
fechada. Aí o Picanha me ligou e disse que tava indo pro "Sujinho". Eu
fui lá encontrar ele. Aí o Marquinhos da "Mercearia" chegou e ficamos
bebendo até agora. Até pensamos em beber a saidera no Filial, mas
ficamos com preguiça. Foi só por isso. Era muito função ir até lá. E eu
não tenho saco pra função. Que se foda. Só que ninguém vai me dizer que
eu tenho que ficar em casa. Ninguém vai me proibir de sair. O Eduardo
Simões da Folha de São Paulo me pediu pra escrever um texto sobre o que
tava acontecendo em São Paulo. Eu escrevi e falei o seguinte: Ou publica
na íntegra ou deixa pra lá. E eles publicaram. Tá lá no Caderno
"Cotidiano". O texto é esse aí:



Não vou morrer na minha kitchenete


A ordem agora é morrer nas próprias casas. Uma das frases que mais me
marcou nas últimas semanas foi justamente a frase de Sara Joanna Gould,
uma americaninha de 21 anos que tá fazendo intercâmbio no Brasil. Ela
falou pra Revista da Folha: “O que me surpreende não é a pobreza, comum
na América Latina, mas sim a riqueza, o número de milionários num país
como o Brasil”. Sacaram? Vocês que agora estão escondidos em suas casas
com medo de saírem às ruas pra tomar uma inocente cerveja ou pra ir à um
cinema depois de um dia cansativo de trampo e pavor? Vocês sacaram que
isso que vocês estãopassando nesse momento é rotina nas favelas
cariocas? O toque de recolher, o baixar as portas, o rezar baixinho pra
que ninguém ouça. Às vezes tão baixinho que nem Deus ouve. E a gente faz
de conta que tá acontecendo longe daqui, num país distante de alguma
fábulade terror. E agora você tá vendo os buzões incendiados, as
estações de metrô metralhadas, e você tá dentro do trem fantasma. E você
pergunta pra mim o que eu penso disso? Eu não sou político, não faço
parte de nenhuma igreja, não sou banqueiro nem empresário. Não lucro com
nenhuma espécie de proibição. Mas tem gente lucrando, não tem? O pouco
dinheiro que ganho trabalhando é pra pagar as contas e comprar livros. E
você vem perguntar pra mim o que eu acho disso? Você acha que isso aí é
só uma guerra de polícia e bandido? Faz a autópsia da situação, Brother.
Com atitudes meia boca não vai acontecer nada de fato. Não vou gastar
meus 1.600 toques com palavrório empolado. Libera tudo meu irmão, divide
o bolo, libera as drogas, a pirataria e a putaria, deixa todo mundo
trabalhar livremente e serem donos de suas próprias vidas. Oportunidade
pra todo mundo melhorar de vida. Iguala as condições pra batata não
assar. Mas é claro que isso não vai acontecer, não é? Então não
perguntem pra mim o que eu acho disso. Nunca perguntem para alguém
libertário como eu o que acho de algo assim. Você tá com a bunda no
inferno e quer manter a dita refrigerada? Eu tô em casa, mas prefiro
optar por não morrer aqui. Ainda posso fazer isso. Vou sair pra tomar
uma cerveja. Se eu ainda tivesse um pai, arrastava ele junto comigo. Meu
nome é Mário Bortolotto e não há nada que eu goste mais do que um
pingado e um pão com manteiga depois de uma noite de sinuca.



Recebi na[# CantinhoDaLuara® #]


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