Bela comparação.

"DEVEMOS SER A MUDANÇA QUE GOSTARÍAMOS DE VER NO MUNDO" (Gandhi)
"A única revolução possível é dentro de nós" (Gandhi)
Olho por olho o mundo acabará cego.  (Gandhi)
                                              X
"A reforma agrária é igual a futebol, e o time dos latifundiários vai ser derrotado.
 O governo joga no nosso time." João Pedro Stedile, do MST
" Se voltarmos dessa joça sem terra, vamos incendiar os latifúndios." José Rainha, do MST
Cardoso <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

O que o fato do Gandhi ser assassinado tem a ver com o fato da política
de não-violência dele ter conseguido a independência da índia?

O que os seus amigos terroristas do MST fariam melhor? Violência agora
é sinônimo de capacidade administrativa?

On Wed, 7 Jun 2006 14:49:30 -0300
"ccarloss" <[EMAIL PROTECTED]com.br> wrote:

c>
c>
c> Gandhi tirou os ingleses da Índia e foi assassinado. E o país continua vivendo em inúmeros confrontos políticos e a fome grassa pelas castas inferiores.
c>
c> Walesa teve sucesso num primeiro momento mas foi um desastre administrativo na Polônia.
c>
c> Carlos Antônio.
c>
c> ----- Original Message -----
c> From: <mailto:cardosolistas@contraditorium.com>Cardoso
c> To: goldenlist-L@yahoogroups.com
c> Sent: Wednesday, June 07, 2006 2:04 PM
c> Subject: Re: [gl-L] muito bom: Ensaio geral do segundo mandato
c>
c>
c>
c> negativo. São baderneiros.
c>
c> Gandhi e Walessa demonstraram que é possível um movimento popular
c> bem-sucedido sem recorrer a qualquer tipo de violência.
c>
c>
c>
c>
c> On Wed, 7 Jun 2006 13:47:46 -0300
c> "ccarloss" <[EMAIL PROTECTED]com.br> wrote:
c>
c> c> Kleber ,
c> c>
c> c> O Reinaldo Azevedo comete os seus pecadilhos de avaliação mas no conjunto está coberto de razão.
c> c> Só que Bruno Maranhão, Stédile, MST, MLST ou qualquer outro movimento que parta para ações como a de ontem têm uma origem e o nome dos culpados.
c> c> A origem não vem de agora mas recrudesceu E Lula, seus asseclas do PT, a procuradoria geral da república, e os bandos organizados que se intitulam partidos, esses são o geradores da violência que só faz crescer e não há indícios que vá parar.
c> c> É inútil prender cem, mil manifestantes se a cabeça que origina, permite, e abona a existência deles continuar existindo. É como um formigueiro em que se destrói as operárias mas deixa-se viva a rainha e as larvas. Elas ressurgirão e voltarão à atividade.
c> c> Ou corta-se a cabeça e desfazem-se os tentáculos que dela brotam, ou não haverá solução. E o que temos visto até agora é a submissão à patifaria e às ações nocivas
c> c> dos que comandam.
c> c> Qualquer retrospecto histórico mostra que mudanças não são feitas sem sacrifícios, mártires e troca de flores.
c> c> Infelizmente enveredamos por esse caminho.
c> c>
c> c> Carlos Antônio.
c> c>
c> c>
c> c> ----- Original Message -----
c> c> From: <<mailto:[EMAIL PROTECTED]com>antonio>mailto:[EMAIL PROTECTED]com>antonio kleber de araujo
c> c> To: bar-da-esquina@yahoogrupos.com.br ; goldenlist-L@yahoogroups.com
c> c> Sent: Wednesday, June 07, 2006 8:55 AM
c> c> Subject: [gl-L] muito bom: Ensaio geral do segundo mandato
c> c>
c> c>
c> c>
c> c> Assunto: [Acrópolis] Ensaio geral do segundo mandato
c> c>
c> c>
c> c> Por Reinaldo Azevedo
c> c>
c> c> Um governo determina a qualidade dos seus radicais ao
c> c> escolher os seus
c> c> moderados. Explico-me: os moderados, do ponto de vista
c> c> lulo-petista, são
c> c> as madres Teresas do MST, o movimento liderado pelo
c> c> sr. João Pedro
c> c> Stedile, que nem existência legal tem. Os radicais
c> c> passam a ser, então,
c> c> os democratas do MLST, chefiados, não por acaso, por
c> c> um sujeito que
c> c> pertence à direção nacional do PT: Bruno Maranhão, um
c> c> jovem radical de
c> c> 66 anos...
c> c>
c> c> Maranhão, sozinho, mereceria um tratado psicanalítico.
c> c> Falo dele mais
c> c> adiante. O relevante nessa história toda é que este
c> c> senhor é o símbolo
c> c> do compromisso de seu partido com a democracia
c> c> representativa e com as
c> c> instituições. Não é de hoje que promove arruaças e
c> c> ações violentas. Ele
c> c> comandou, por exemplo, a ocupação do Ministério da
c> c> Fazenda ainda sob a
c> c> gestão Palocci. Reitera-se: Maranhão não é um
c> c> livre-atirador petista.
c> c> Compõe a direção da legenda. É um velho conhecido de
c> c> Lula. A sua
c> c> pantomima de agora é um ensaio geral da revolução
c> c> lulista que vem por
c> c> aí. O Apedeuta só precisa de um segundo mandato.
c> c>
c> c> Existem os culpados pela ação desta terça e existem os
c> c> responsáveis. Os
c> c> culpados, claro, são os atores que comandaram o
c> c> assalto a um dos Poderes
c> c> constituídos da República. Os responsáveis são os
c> c> senhores Luiz Inácio
c> c> Lula da Silva, no papel de presidente da República - o
c> c> Dom Giovanni da
c> c> "elite branca" (by Cláudio Lembo)... - e seu Leporello
c> c> com feições de
c> c> Cyrano de Bergerac, Márcio Thomaz Bastos, que o
c> c> coadjuva no Ministério
c> c> da Justiça: o serviçal de luxo endossa todas as
c> c> malas-artes, recheadas
c> c> de imposturas constitucionais, de seu chefe encantador
c> c> de madames e
c> c> senhores politicamente corretos.
c> c>
c> c> Bastos é mesmo um poeta do direito. É o Ferrabrás das
c> c> donas de butique,
c> c> mas acaricia os cachos de Roxane do primeiro
c> c> baderneiro que vê pela
c> c> frente. É de sua lavra uma consideração escandalosa
c> c> sobre a freqüência
c> c> com que o MST esbulha a Constituição impunemente:
c> c> segundo ele, é preciso
c> c> uma "acomodação tática" da Carta. Ou seja: a lei não
c> c> vale.
c> c>
c> c> Ora, por que o MLST não iria radicalizar se vê o
c> c> tratamento que é
c> c> dispensado a seu companheiro "moderado", o MST?
c> c> Trata-se do movimento
c> c> que destruiu o laboratório da Aracruz, que não esconde
c> c> o seu intuito de
c> c> ocupar terras produtivas, que pratica assalto
c> c> organizado a caminhões que
c> c> transportam alimentos, que invade pastos e mata
c> c> animais, que destrói
c> c> plantações que não considera adequadas à sua
c> c> metafísica e que explicita
c> c> seu caráter subversivo.
c> c>
c> c> O ministro Miguel Rossetto, do Desenvolvimento
c> c> Agrário, prestigiou a
c> c> inauguração de uma tal Escola Florestan Fernandes,
c> c> onde se ensinam as
c> c> altas virtudes políticas e morais de humanistas como
c> c> Mao Tsé-tung, Lênin
c> c> e Che Guevara. Em Pernambuco, o movimento já chegou a
c> c> jogar cocô na
c> c> caixa d'água do Incra. Mais: em um acampamento de
c> c> sem-terra, no Estado,
c> c> um policial foi morto depois de barbaramente
c> c> torturado. A imprensa
c> c> dispensou uma floresta de celulose à morte da freira
c> c> Dorothy Stang.
c> c> Muito justo. A do policial não mereceu um eucalipto
c> c> seco. Jaime Amorim,
c> c> um dos lugares-tenentes de Stedile, já atacou até um
c> c> navio de bandeira
c> c> liberiana que transportava milho transgênico. É um ato
c> c> terrorista.
c> c>
c> c> E o que aconteceu, até hoje, com essa turma que
c> c> desrespeita, de forma
c> c> organizada e sistemática, as leis? Nada! A "acomodação
c> c> tática" de Cyrano
c> c> faz com que não se aplique, por exemplo, a medida
c> c> provisória antiinvasão
c> c> de terra, que torna indisponíveis para a reforma
c> c> agrária áreas invadidas
c> c> e cria um cadastro de invasores contumazes. Está na
c> c> lei votada pelo
c> c> Congresso e referendada pelo Supremo Tribunal Federal
c> c> - já que o próprio
c> c> PT argüiu a sua inconstitucionalidade no Supremo, onde
c> c> foi derrotado. Ou
c> c> seja: Lula, Rossetto e Bastos são obrigados a cumprir
c> c> a Constituição que
c> c> lhes garante as prerrogativas de que gozam. Mas eles
c> c> não a aplicam.
c> c>
c> c> Ao contrário: dão-lhe uma vistosa banana. Por que o
c> c> MLST não pode,
c> c> seguindo a lógica revolucionária, ainda que patética,
c> c> avançar um pouco
c> c> além do limite a que chegam seus colegas do MST? Se
c> c> Cyrano e o Apedeuta
c> c> podem conviver bem com um esbulho legal, por que não
c> c> podem suportar o
c> c> outro?
c> c>
c> c> Virtudes do banditismo
c> c> Uma parcela dos políticos brasileiros está descobrindo
c> c> as virtudes do
c> c> banditismo. Há dias, Lula, que diz preferir escolas a
c> c> presídios, como se
c> c> houvesse aí uma antinomia, passou a mão na cabeça dos
c> c> facínoras do PCC
c> c> e, na prática, nos pediu a todos que compreendêssemos
c> c> os motivos daquela
c> c> brava gente. Segundo o presidente, quando esses agora
c> c> bandidos tinham
c> c> quatro ou cinco anos, faltou-lhes assistência.
c> c> Entenderam? A culpa é da
c> c> sociedade; é nossa. Os marginais estão apenas numa
c> c> ação de reparação
c> c> social. Alguns saem matando a esmo; outros queimam
c> c> campos e derrubam
c> c> cercas; outros ainda afundam crânios e matam
c> c> policiais. E há,
c> c> finalmente, quem decida fazer tudo isso ao mesmo
c> c> tempo.
c> c>
c> c> Estamos assistindo ao ensaio geral da revolução
c> c> lulista. Reitero: este
c> c> tal Maranhão vive abrigado no regaço do PT. Ainda que,
c> c> agora, seja
c> c> entregue à lei, outros o substituirão na "nobre"
c> c> tarefa partidária de
c> c> emparedar as instituições. É a isso que se dedica a
c> c> tal Secretaria
c> c> Nacional de Movimentos Populares do partido. Estranho
c> c> seria se a legenda
c> c> tivesse uma Secretaria Nacional de Defesa do Estado de
c> c> Direito.
c> c>
c> c> Hipocrisia
c> c> O show de hipocrisia não tem limites. Foi divertido
c> c> ver um comunista do
c> c> Brasil, como Aldo Rebelo (PC do B-SP), dando voz de
c> c> prisão à extrema
c> c> esquerda que assaltava o Palácio de Inverno burguês.
c> c> Entrem no site do
c> c> PC do B, e vocês verão que Bruno Maranhão nada mais
c> c> faz do que submeter
c> c> a utopia do partido de Aldo a uma discreta aceleração.
c> c> O site é bacana.
c> c> Na última vez que vi, cantavam-se ainda as glórias da
c> c> guerrilha do
c> c> Araguaia, e havia documentos tratando Kruchev (sim, o
c> c> próprio...) como
c> c> traidor. Afinal, o PC do B continua fiel ao
c> c> stalinismo...
c> c>
c> c> Os "movimentos sociais" que o PT coordena estão neste
c> c> ponto da batalha
c> c> com o Apedeuta disputando a reeleição e precisando,
c> c> vejam só!, se
c> c> esforçar para se mostrar um homem de confiança. É de
c> c> supor como será
c> c> depois se for reeleito, com um Congresso mais
c> c> fragmentado do que é hoje
c> c> - ainda que com menos partidos - e tendo, à matroca,
c> c> de fazer ainda mais
c> c> concessões do que faz hoje a tudo quanto é lobby, seja
c> c> da direita
c> c> cartorial, seja da esquerda doidivanas, eventualmente
c> c> homicida.
c> c>
c> c> Este é o grande sinal emitido pelo governo Lula e que
c> c> será a palavra de
c> c> ordem de um eventual segundo mandato: tome, na
c> c> porrada, o que o faz
c> c> feliz. Vejam só. No sábado passado, escrevi em O
c> c> Globo: "Negros,
c> c> feministas, homossexuais, índios, sem-terra, sem-teto,
c> c> sem eira nem
c> c> beira... Todos anseiam que a história seja vivida como
c> c> culpa, e a
c> c> desculpa se traduz na concessão de algum privilégio.
c> c> Isso que já é uma
c> c> ética coletiva supõe que todos são vítimas de alguém
c> c> ou de alguma coisa.
c> c> De quem ou do quê? Ninguém sabe. "Da sociedade"
c> c> talvez. A hipótese é
c> c> interessante. Poderíamos zerar a história, dissolver
c> c> os contratos e
c> c> voltar ao estado da natureza."
c> c>
c> c> E, se me permitem, vou abusar do expediente de me
c> c> citar: "Igualdade?
c> c> Justiça? Reparação? Nada disso. Consolida-se é o
c> c> divórcio entre os
c> c> partidários desse igualitarismo - que, de fato, é um
c> c> particularismo que
c> c> corrói as bases do Estado de Direito - e os da
c> c> universalidade. O "novo
c> c> homem" do antigo marxismo - que era, sim, uma utopia
c> c> liberticida e
c> c> homicida - foi substituído pelos bárbaros, cujo mundo
c> c> ideal é aquele
c> c> disputado por hordas, tribos, bandos, de que entidades
c> c> do "terceiro
c> c> setor" são proxenetas bem remuneradas."
c> c>
c> c> E quem se importa com a democracia, o Estado de
c> c> Direito? Também respondi
c> c> a essa pergunta: "Os tais mercados não dão a menor
c> c> bola para isso. A
c> c> platéia que vi mais incomodada e, até certo ponto,
c> c> indignada com a
c> c> crítica severa que faço ao PT e a seu viés totalitário
c> c> era composta de
c> c> pessoas ligadas ao mercado financeiro. A democracia,
c> c> como a defendiam os
c> c> antigos liberais, lhes é irrelevante. Trata-se de
c> c> dinheiro novo.
c> c> Assistimos ao casamento entre os hunos e essa gente
c> c> muito prática. As
c> c> bodas bárbaras."
c> c>
c> c> E se eu disser aqui...
c> c> Se eu disser aqui que nada disso surpreende o PT e os
c> c> petistas, logo
c> c> aparecerão algumas vozes do próprio partido e -
c> c> pasmem! - do tucanato
c> c> para afirmar que isso é teoria conspiratória, uma
c> c> variante do meu
c> c> pensamento anticomunista, conservador, reacionário
c> c> mesmo.
c> c>
c> c> Aos petistas não interessa que tal leitura seja feita.
c> c> Os tucanos, nesse
c> c> particular, se dividem em dois grupos: os que comungam
c> c> de certa
c> c> metafísica utópico-esquerdista do adversário eleitoral
c> c> (consideram o
c> c> partido um tanto desastrado, inábil, mas não
c> c> essencialmente errado) e os
c> c> arrogantes: para estes, Lula e seus companheiros não
c> c> são assim tão
c> c> capazes. E há os que, a exemplo de FHC, se dão ou se
c> c> deram conta dos
c> c> riscos. Infelizmente, é a minoria.
c> c>
c> c> Há muitas formas de exercer a ditadura. No momento, a
c> c> mais influente
c> c> delas, em curso em vários países da América Latina,
c> c> consiste em fazê-lo
c> c> respeitando certas formalidades das instituições, mas
c> c> buscando
c> c> desvirtuá-las por dentro, alterando a sua natureza. O
c> c> exemplo mais
c> c> retumbante é Chávez, o coronel golpista, seguido de
c> c> perto por Evo
c> c> Morales, o índio de araque. Lula, falso operáro, é um
c> c> pouco mais sutil.
c> c>
c> c> Seus homens, como a gente vê, são capazes de operar de
c> c> forma eficaz em
c> c> três frentes: nos mercados, adoçando a boca dos
c> c> novos-ricos que estão
c> c> dando uma banana para a democracia; nos ditos
c> c> movimentos populares, que
c> c> formam tropas de assalto e estão dando uma banana para
c> c> a democracia, e
c> c> no Estado paralelo, aquele dos 40 quadrilheiros
c> c> citados pelo
c> c> procurador-geral da República, que estão dando uma
c> c> banana para a
c> c> democracia.
c> c>
c> c> A questão sempre será saber até onde as oposições é
c> c> que concentram o
c> c> maior cacho de bananas da República. Vejam lá o que
c> c> escrevi no domingo
c> c> sobre as maiorias silenciosas. Indagava se à população
c> c> brasileira agrada
c> c> a leniência petista com a baderna. É claro que não.
c> c> Mas também é claro
c> c> que o tema não será explorado na campanha eleitoral.
c> c> As oposições, no
c> c> Brasil, são hoje reféns morais de arruaceiros e
c> c> quadrilheiros. Elas têm
c> c> medo desses vários banditismos. Nada a estranhar:
c> c> alguns de seus
c> c> próceres se confundem com eles: são seus parceiros de
c> c> ideologia ou de
c> c> negócios.
c> c>
c> c> Antes que me dedique um pouco a Bruno Maranhão, uma
c> c> observação Alguns
c> c> parlamentares da Casa, Luciana Genro (PSOL-RS) entre
c> c> eles, diziam aos
c> c> quatro ventos que isso só acontece na Câmara porque a
c> c> Casa não se
c> c> respeita. É uma forma de ser leniente com um crime sob
c> c> o pretexto de ser
c> c> intolerante com a imoralidade. Fosse assim, seria de
c> c> indagar o que os
c> c> movimentos sociais deveriam fazer nos palácios do
c> c> Planalto ou no da
c> c> Alvorada: dariam a seus ocupantes o fim que as massas
c> c> destinaram a, sei
c> c> lá, Mussolini ou Ceaucescu?
c> c>
c> c> Maranhão
c> c> Há uma frase de Antero de Quental, que já citei aqui,
c> c> que acho boa: a
c> c> tolice num velho é tão aborrecida quanto a gravidade
c> c> numa criança. Não
c> c> vai entre aspas porque não é literal. Ele, poeta
c> c> realista, respondia ao
c> c> romântico Castilho nas querelas conhecidas como
c> c> "Questão Coimbrã". Foi
c> c> até injusto com o outro, mas a sacada é boa. É o que
c> c> me vem à mente
c> c> quando vejo este tal Bruno Maranhão. Disse que ele
c> c> merece uma abordagem
c> c> psicanalítica. Explico-me.
c> c>
c> c> Em 1963 - ele tinha, então, 23 anos -, camponeses
c> c> foram à usina
c> c> Estreliana, em Pernambuco, reivindicar 13º salário. O
c> c> dono da
c> c> propriedade recebeu os manifestantes a bala. Cinco
c> c> morreram e três
c> c> ficaram gravemente feridos. Quem era ele? Pai de
c> c> Maranhão. Sei lá se o
c> c> jovem ficou traumatizado. Com um pouco de leninismo na
c> c> cabeça, o depois
c> c> militante do PCBR e hoje dirigente do PT parece não
c> c> ver mal nenhum em
c> c> sair por aí afundando o crânio de seus inimigos. Seu
c> c> movimento, imaginem
c> c> vocês, é uma dissidência à esquerda do MST. Dá para
c> c> imaginar as suas
c> c> utopias. Um homem para quem Stedile padece dos males
c> c> da moderação não
c> c> veio a este mundo a passeio.
c> c>
c> c> Maranhão agora está preso. Eu o condeno a receber o
c> c> senador Eduardo
c> c> Suplicy (PT-SP), que deve cantar Blowing in the Wind
c> c> em sua homenagem.
c> c> Sou contra qualquer forma de tortura, mas até eu
c> c> fraquejo às vezes...
c> c>
c> c> [[EMAIL PROTECTED]itura.com.br]
c> c> Publicado em 6 de junho de 2006.
c> c>
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