Porque não sou cliente da Microsoft
fonte: Livre Acesso by Falcon
A Microsoft anunciou que o WinFS está morto, e daí? Daí que eu já sabia que metade dos recursos que a MS anunciava para o Vista jamais chegariam ao mercado. A questão aqui parece ser bem colocada pelo Ricardo Bánffy em seu post no WebInsider. Eu sinto-me exatamente como ele vendo os fãs de Windows agora boquiabertos com mais esse tão esperado recurso que não chegará nunca e sentindo uma estranha sensação de: "Vocês realmente acreditavam neles?". Essa é a grande lição que deve-se tirar do marketing da MS: jamais acredite nele. Sempre que um produto ameaça o Windows a MS promete, aos berros, dezenas de recursos incríveis, que serão abandonados durante o programa de testes das versões beta.
É assim que funcionou sempre com a MS, falando muito e fazendo pouco. E vendendo muito também, um verdadeiro mistério para o mundo dos negócios, já que nenhum outro mercado do mundo parece se comportar da mesma forma, exceto o de refrigerantes. Conheço a novela desde 1992, pois fui usuário de OS/2 por algum tempo. Cada nova versão de Windows que saía era acompanhada de alguma grande figura da MS dizendo que na próxima versão do Windows ele teria este ou aquele recurso. A versão atual, essa sempre era lenta, terrível no gerenciamento de memória, com uma multi-tarefa pobre . Mas a próxima versão, ah rapaz, a próxima versão do Windows vai ser matadora, vai ser muito boa. Espero até hoje por essa próxima versão e ela nunca chegou, e nas minhas contas a MS já lançou nesse tempo 9 versões do Windows para desktop e nenhuma delas conseguiu cumprir aquelas velhas promessas.
O quê? Nove versões??? Faça as contas comigo:
1- Windows 3.1
2- Windows 3.11 for Workgroups
3- Windows 95
4- Windows 95 OSR2
5- Windows 98
6- Windows 98 Second Edition
7- Windows Millenium Edition
8- Windows XP
9- Windows XP SP2
Sim, 9 versões. E nessas 9 versões promessas não cumpridas (ou cumpridas pela metade) continuam a intoxicar as mentes de usuários:
Multi-Tarefa preemptiva: Essa promessa da MS talvez seja a mais idolatrada. A capacidade de um SO de fazer várias coisas ao mesmo tempo é algo que até o MacOS tem hoje mas no Windows continua sendo um problema. Faça o teste, abra o Explorer, danifique um velho CD da AOL e coloque-o em sua unidade ótica. Enquanto o drive tenta decifrar o conteúdo da mídia tente abrir alguns programas. A multi-tarefa do Windows melhorou muito, mas continua sendo muito mais psicológica do que prática.
Grande conectividade em rede: OK, essa foi cumprida, mas só porque a MS pegou a pilha TCP/IP do OpenBSD, ou seja, não foram eles que cumpriram a promessa.
Memória protegida: aqui é outro ponto onde o Windows melhorou muito, mas os incessantes vazamentos de memória do XP ainda lembram bastante o Titanic. O resultado prático é que raríssimas vezes você consegue operar o sistema por tempos muito longos sem um boot para colocar as coisas em ordem. Um amigo meu conseguiu um uptime de 28 dias em um Windows XP ao esquecer a máquina ligada durante as férias. Usando a máquina para mais do que o protetor de tela é uma tarefa de ilusionista manter um Windows XP funcionando por dias a fio.
Interface gráfica 3D: A primeira vez que essa deu as caras foi em 1991 ou 92 quando a MS falou sobre o Cairo. Naquela época a MS prometeu que a interface do Windows tornaria-se referência em desenho, funcionalidade e performance. Obejtos 3D seriam incorporados à interface que, provavelmente, funcionaria de forma vetorial, abandonando o velho modelo de mapas de bits. A MS continuou prometendo isso a cada versão, e o mercado continuou acreditando. Agora, com o Vista, a MS parece que vai cumprir mais essa, ao menos na parte 3D. O problema aqui é que todo mundo já tem isso. MacOS já usa aceleração 3D no desktop, Linux também. Quanto mérito sobra para um produto que é o último do mercado a adicionar uma funcionalidade?
Sistema de arquivos relacional baseado em objetos: essa também é bem antiga, e também parecia que seria cumprida com o Vista. Mas há poucos dias a MS anunciou que o WinFS, reencarnação do OFS e NGFS, não vai existir como produto, ao menos até a próxima versão do Windows. Acontece que a idéia é bem antiga, o PickOS já tinha um sistema de arquivos baseado em banco de dados relacional, em 1965. Outros sistemas de arquivos relacionais existem, boa parte rodando em servidores de bancos de dados. Mas qual o sentido de anunciar isso em um produto se você sabe que não conseguirá cumprir a promessa?
E saber que não conseguirá cumprir a promessa, nesses casos, diz muito a respeito de como uma empresa vê seu mercado e seu cliente. O cronograma de atrasos do Windows Vista, por exemplo:
fonte: Livre Acesso by Falcon
A Microsoft anunciou que o WinFS está morto, e daí? Daí que eu já sabia que metade dos recursos que a MS anunciava para o Vista jamais chegariam ao mercado. A questão aqui parece ser bem colocada pelo Ricardo Bánffy em seu post no WebInsider. Eu sinto-me exatamente como ele vendo os fãs de Windows agora boquiabertos com mais esse tão esperado recurso que não chegará nunca e sentindo uma estranha sensação de: "Vocês realmente acreditavam neles?". Essa é a grande lição que deve-se tirar do marketing da MS: jamais acredite nele. Sempre que um produto ameaça o Windows a MS promete, aos berros, dezenas de recursos incríveis, que serão abandonados durante o programa de testes das versões beta.
É assim que funcionou sempre com a MS, falando muito e fazendo pouco. E vendendo muito também, um verdadeiro mistério para o mundo dos negócios, já que nenhum outro mercado do mundo parece se comportar da mesma forma, exceto o de refrigerantes. Conheço a novela desde 1992, pois fui usuário de OS/2 por algum tempo. Cada nova versão de Windows que saía era acompanhada de alguma grande figura da MS dizendo que na próxima versão do Windows ele teria este ou aquele recurso. A versão atual, essa sempre era lenta, terrível no gerenciamento de memória, com uma multi-tarefa pobre . Mas a próxima versão, ah rapaz, a próxima versão do Windows vai ser matadora, vai ser muito boa. Espero até hoje por essa próxima versão e ela nunca chegou, e nas minhas contas a MS já lançou nesse tempo 9 versões do Windows para desktop e nenhuma delas conseguiu cumprir aquelas velhas promessas.
O quê? Nove versões??? Faça as contas comigo:
1- Windows 3.1
2- Windows 3.11 for Workgroups
3- Windows 95
4- Windows 95 OSR2
5- Windows 98
6- Windows 98 Second Edition
7- Windows Millenium Edition
8- Windows XP
9- Windows XP SP2
Sim, 9 versões. E nessas 9 versões promessas não cumpridas (ou cumpridas pela metade) continuam a intoxicar as mentes de usuários:
Multi-Tarefa preemptiva: Essa promessa da MS talvez seja a mais idolatrada. A capacidade de um SO de fazer várias coisas ao mesmo tempo é algo que até o MacOS tem hoje mas no Windows continua sendo um problema. Faça o teste, abra o Explorer, danifique um velho CD da AOL e coloque-o em sua unidade ótica. Enquanto o drive tenta decifrar o conteúdo da mídia tente abrir alguns programas. A multi-tarefa do Windows melhorou muito, mas continua sendo muito mais psicológica do que prática.
Grande conectividade em rede: OK, essa foi cumprida, mas só porque a MS pegou a pilha TCP/IP do OpenBSD, ou seja, não foram eles que cumpriram a promessa.
Memória protegida: aqui é outro ponto onde o Windows melhorou muito, mas os incessantes vazamentos de memória do XP ainda lembram bastante o Titanic. O resultado prático é que raríssimas vezes você consegue operar o sistema por tempos muito longos sem um boot para colocar as coisas em ordem. Um amigo meu conseguiu um uptime de 28 dias em um Windows XP ao esquecer a máquina ligada durante as férias. Usando a máquina para mais do que o protetor de tela é uma tarefa de ilusionista manter um Windows XP funcionando por dias a fio.
Interface gráfica 3D: A primeira vez que essa deu as caras foi em 1991 ou 92 quando a MS falou sobre o Cairo. Naquela época a MS prometeu que a interface do Windows tornaria-se referência em desenho, funcionalidade e performance. Obejtos 3D seriam incorporados à interface que, provavelmente, funcionaria de forma vetorial, abandonando o velho modelo de mapas de bits. A MS continuou prometendo isso a cada versão, e o mercado continuou acreditando. Agora, com o Vista, a MS parece que vai cumprir mais essa, ao menos na parte 3D. O problema aqui é que todo mundo já tem isso. MacOS já usa aceleração 3D no desktop, Linux também. Quanto mérito sobra para um produto que é o último do mercado a adicionar uma funcionalidade?
Sistema de arquivos relacional baseado em objetos: essa também é bem antiga, e também parecia que seria cumprida com o Vista. Mas há poucos dias a MS anunciou que o WinFS, reencarnação do OFS e NGFS, não vai existir como produto, ao menos até a próxima versão do Windows. Acontece que a idéia é bem antiga, o PickOS já tinha um sistema de arquivos baseado em banco de dados relacional, em 1965. Outros sistemas de arquivos relacionais existem, boa parte rodando em servidores de bancos de dados. Mas qual o sentido de anunciar isso em um produto se você sabe que não conseguirá cumprir a promessa?
E saber que não conseguirá cumprir a promessa, nesses casos, diz muito a respeito de como uma empresa vê seu mercado e seu cliente. O cronograma de atrasos do Windows Vista, por exemplo:
- Outubro de 2001: MS anuncia o sucessor do XP para o terceiro trimestre de 2003;
- Abril de 2002: MS anuncia que o XP não terá sucessor até o terceiro trimestre de 2004, um ano de atraso;
- Maio de 2003: MS afirma que, por causa da complexidade da interface gráfica e do sistema de arquivos relacional o próximo Windows deve chegar apenas no final do primeiro semestre de 2005, dois anos de atraso;
- Agosto de 2004: A MS afirma que o sistema estará no mercado em meados de 2006, no máximo, três anos de atraso;
- 13 de Março de 2006: A MS afirma que, por questões de estabilidade do sistema seu lançamento foi adiado para Novembro de 2006, três anos e meio de atraso;
- 21 de Março de 2006: A MS desmente o que disse uma semana antes e confessa que não conseguirá colocar o sistema no mercado antes de Janeiro de 2007, quase quatro anos de atraso.
Fonte: PC Magazine Ano1 No 10.
Considere que o XP foi lançado em 2001 e que neste mesmo ano a MS disse que o novo sistema levaria cerca de 1 ano e meio para chegar ao mercado. Mas na verdade ele demorou quase quatro anos para ficar pronto, acreditando que nenhum outro atraso ocorrerá e que Janeiro de 2007 será mesmo o mês de lançamento do Vista. Como você classificaria a situação onde um produto leva um prazo 3 vezes maior para ficar pronto do que seu fornecedor afirmou em um primeiro momento. Aliás, o que você pensa de uma empresa que mede tão mal seus próprios recursos a ponto do atraso na entrega do produto ser o dobro do tempo estimado para completar a tarefa inicialmente?
Desde o dia um do projeto, no lançamento do Windows XP, a equipe de desenvolvimento sabia que não conseguiria entregar o Vista em 2003, mas a empresa afirmou isso mesmo assim. O que você pensa de uma empresa que sabe que não vai conseguir entregar um produto em um prazo, mas que o promete do mesmo jeito?
Quando eu me propus essas perguntas e me coloquei a pensar sobre isso, decidi que era hora de usar outros produtos, que não os da Microsoft. Mas eu fiz isso em 1995 e desde então venho usando sistemas e programas de outras empresas. Confesso também que essas situações criaram em mim uma antipatia natural pela MS. E essas coisas continuam acontecendo, agora com o WinFS.
Hoje eu uso Linux, não porque as datas de lançamentos dos softwares são sempre respeitadas. Uso Linux porque todos os recursos anunciados estão disponíveis quando o produto é lançado. Eu sei das limitações e das qualidades porque elas são anunciadas e admitidas pelas empresas, organizações e indivíduos responsáveis pelos softwares que eu uso. Vamos tomar como exemplo o KDE e sua versão 4 que é tão ansiosamente aguardada pelos usuários desse ambiente gráfico. Se você der uma olhada na lista de recursos planejados para o KDE 4 perceberá que ele significa uma melhoria muito grande em relação às versões anteriores do ambiente. Se você começar a descobrir quais tipos de coisas eles planejam para a interface do KDE 4, como o Plasma (site oficial) ou o Projeto Appeal pode imaginar que o KDE 4 vá significar uma melhoria sensível na usabilidade do desktop, em sua beleza e na forma como interagimos com ele. Mas, enfim, quando o KDE 4 estará disponível? A resposta pode surpreender você.
Você pode argumentar que o KDE é um projeto independente, e que por isso seu nível de comprometimento com prazos é menor do que o de uma empresa. Pode até ser que seja verdade, mas então porque a Microsoft não age como a Mandriva? A Mandriva é uma empresa, com acionistas, com comprometimento em relação à lucros, tal qual a Microsoft. E qual a política de lançamentos da Mandriva? Uma versão por ano, a minha é 2006, em breve estarei usando a 2007. A cada ano a empresa libera uma nova versão do seu sistema operacional e esta inclui a série mais atualizada possível de cada componente do sistema. Assim, se você me perguntar quando tecnologias inovadoras como o Xgl ou o KDE 4 estarão disponíveis no Mandriva eu não poderei dizer uma data. Elas estarão disponíveis quando estiverem disponíveis.
Novamente você pode argumentar que isso é mais ou menos a mesma coisa que a MS tem feito. O WinFS, ou seja lá como chamem na próxima versão do Windows, estará pronto e incluído no sistema quando estiver pronto. E que por isso ele não apareceu no Windows até agora, mesmo com a MS anunciando planos de incluí-lo a cada versão do sistema. Até que há um pouco de razão nisso, mas há uma diferença. A Mandriva diferencia-se da Microsoft por não mentir pra mim a cada 2 anos. E além de não mentir pra mim, não me enganar, não me fazer de bobo, a Mandriva ainda me fornece seu sistema operacional com custo zero. Entendeu minha grande antipatia pela Microsoft?
(Tx ao Chico!)
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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