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Tão culpado quanto um criminoso é quem lhe dá
abrigo.
Se alguém atingir algum membro da minha família e
for acoitado numa casa, seja de quem for, eu vou incendiar a casa não importando
quem esteja dentro desde que incendeie também o bandido.
E acho uma balela essa história de reação razoável.
Se você for atacado a tiros de revólver e tiver uma granada na mão responda com
a granada. Guerra é guerra e inocentes sempre morreram em todas elas e vão
continuar morrendo.
Eu penso até que Israel está reagindo de forma
muito amena. Com o poderio bélico que tem já poderia ter varrido da terra quase
todo o Líbano que dá abrigo e esconde o Hezbollah e o Hamas.
"Reação razoável" é uma aberração para condenar
quem é atacado de estar-se defendendo com a força que pode. E Israel nem mesmo
está usando todo o seu potencial armamentista para reagir. Está fazendo a coisa
de forma bastante "suave" pra meu gosto.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 02, 2006 10:41 PM
Subject: Re: [gl-L] O conceito de reação razoável e a lógica do
terrorismo
linhás... quem é Alan Dershowitz ? jurista onde
? HerrAvard ? telavive ? tem pai que é $ego...
2006/8/2, Marco Antonio Figueiredo <[EMAIL PROTECTED]>:
eka...read Leibnitz!
O
conceito de reação razoável e a lógica do terrorismo [por Alan
Dershowitz, jurista americano e professor em Harvard]
Nenhuma
democracia no mundo toleraria que mísseis fossem atirados contra seu
território sem tomar uma medida "razoável" para conter os ataques. A
questão levantada pela ação israelense no Líbano são os limites desse
"razoável". A resposta, de acordo com as leis da guerra, define como
"razoável" atacar alvos militares, fazendo todos os esforços possíveis
para reduzir o número de vítimas civis. Se não houver como alcançar os
objetivos predeterminados sem evitar essas baixas, o número de vítimas
deve ser proporcional à quantidade de pessoas que teriam sido atingidas
caso não houvesse uma ação militar preventiva.
Em Israel, a força
aérea, as instalações nucleares e as bases mili- tares estão localizadas
em lugares remotos, longe de tudo e de todos. Seus inimigos conseguiriam
atacar alvos militares israelenses sem causar "danos colaterais", ou
seja, sem atingir a população civil.
Já o Hezbollah e o Hamas colocam
intencionalmente suas forças mili- tares para operar muito próximas a
áreas densamente povoadas. Lançam mísseis para fazer o máximo possível
de vítimas civis entre os isra- elenses e, em seguida, escondem-se das
retaliações em meio à popu- lação civil. Se Israel decide não
perseguir os terroristas para não ferir inocentes, os primeiros saem
ganhando. Continuam livres para atacar os israelenses com foguetes. Se
Israel ataca, causando vítimas civis, os terroristas saem vitoriosos no
campo da propaganda: a comunidade internacional condena Israel
por sua resposta "despropor- cional". Esse coro encoraja os
terroristas a continuar a operar em áreas habitadas por
civis.
Enquanto Israel faz tudo o que é razoável para minimizar as
mortes entre os civis – nem sempre com sucesso –, o Hezbollah e o Hamas
querem produzir o máximo de baixas dos dois lados. Os
terroristas islâmicos, como disse um diplomata há alguns anos, "são
mestres na complicada aritmética da dor... tanto as vítimas palestinas
quanto as israelenses servem à sua causa".
O uso de civis como
escudos e espadas requer uma reavaliação das leis da guerra. Diferenciar
combatentes de civis é fácil quando os primeiros são parte de um exército
uniformizado, que luta num campo de batalha. No atual contexto, é mais
complicado. Se existisse uma linha contínua na qual pudéssemos
classificar os civis, em um dos extremos estariam os puros e inocentes –
bebês, reféns e outros que não têm nenhum tipo de envolvimento com
aqueles que instigam o conflito. No outro extremo, os civis que abrigam
terroristas, que os ajudam a conseguir recursos e servem de escudo
humano. No centro estariam aqueles que dão apoio político ou espiritual
ao terror.
As regras que regem a guerra e as considerações morais
devem adaptar-se a essas realidades. Uma analogia com as leis criminais
americanas é elucidativa. Se um ladrão de banco utiliza um refém
para se proteger enquanto atira nos policiais, esse ladrão é culpado
de assassinato caso, numa tentativa de fazê-lo parar, os policiais
matem o refém acidentalmente. O mesmo deveria valer para os terroristas
que utilizam civis como escudos humanos para atirar seus foguetes.
Eles precisam arcar com a responsabilidade legal e moral pelas
vítimas civis, mesmo se a causa direta das mortes tiver sido um
foguete israelense.
É preciso deixar Israel acabar a guerra que o
Hamas e o Hezbollah começaram, mesmo que isso signifique a morte de civis
na Faixa de Gaza e no Líbano. Uma democracia tem o direito de preferir a
vida de seus próprios inocentes civis à de um agressor. Especialmente
se os últimos são cúmplices de terrorismo.
[O jurista
americano Alan Dershowitz é professor em
Harvard]
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