Este artigo abaixo é de 2004, mas serve ao nosso proposito. E, como vc pode ver, há a perspectiva economica , há a pespectiva sociológica, que são as mais comuns e interpenetrantes, conceitualmente falando.
Penso para mim, contudo, e seguindo a dissolução destas categorias como a que Jean Baudrillard faz inauguralmente em À Sombra das Maiorias Silenciosas, que a dinamica da classe média é mais "psicológica", as aspas como negação parcial do termo.
Dizendo de outro modo, à nossa volta convivemos ( eu pelo menos) mais com a classe média que somos nós.
Nossa empregada convive mais com o povão, que é ela e que pode de vez em quando se comportar como classe média, assim como nós , à vezes, posamos de ricos.
Os ricos podem ser de classe média, às vezes, pois há muita movimentação nestas mal tracejadas linhas de comportamento.
Ela só se rompe para valer e para a maioria na hora do pega prá capá, do dedo no gatilho, aí o rico e o pobre se igualam , é cada um por si. Nós somos metidos a solidários, damos esmola, fazemos caridade para atenuar nossa consciência culpada. Somos tementes à Deus como ao vizinho e ao porteiro. Desejamos na surdina a mulher do próximo, e se a papamos temos culpa antes durante e depois.
Acho a traição conjugal uma bela forma de distinguir a classe média e seu cinismo.
Daí fazem aborto pra cacete , mas votam contra. Fumam baseados escondidos de seus filhos, que tb fumam e são contra a descriminalização. Saem escondido com travestis e sem camisinha, dão o rabo, e tem preconceito como homosexuais. Saõ pelo desarmamento mas guardam um 38 no alto do armário, ou gostariam secretamente de ter um AK 47 e fuzilar todos os pretinhos, que dão esmola no sinal na esquina de sua casa.
Acho que classe média é isso, uma mentira moral e uma falsa , ou inconsistente, categoria sócio-economica. A classe média não existe, ela finge existir.
abçs
Classe média cai para 21% da população de SP, aponta Unicamp
São Paulo - O baixo crescimento econômico no período 1981-2002 teve forte impacto sobre a classe média paulistana. Estudo realizado pelo professor Waldir Quadros, do Instituto de Economia da Unicamp, mostra que a camada social formada por pessoas com rendimento acima de R$ 2,5 mil caiu de 28,39% dos moradores da Grande São Paulo em 1981 para 21% em 2002.
Ainda mais dramático foi o aumento dos miseráveis (rendimento familiar inferior a R$ 500,00). Em 1981, eram 8,59% da população. Em 2002, 19,66%. "A raiz dessa deterioração social está na estagnação econômica e no desemprego. Em São Paulo, particularmente, o cenário reflete a crise industrial na região mais industrializada do Brasil", explicou Quadros.
O estudo, primeiro volume da Série Estudos do Trabalho da Gelre, mostra que o encolhimento da classe média aconteceu de forma generalizada no Brasil. Ela correspondia a 42,5% da população em 1981 e caiu para 36% em 2002. "Nos anos 1980 houve estagnação do emprego. Mas foi nos anos 1990 que o desemprego explodiu no País", afirmou o professor.
No mesmo período, o percentual do que o estudo chama de remediados e pobres (operários) se manteve praticamente estável, na casa dos 26% da PEA. Já o percentual de miseráveis na população economicamente ativa cresceu de 30,48% para 35,93% no período.
Na avaliação de Quadros, a deterioração social não vai acabar se não houver crescimento sustentado, como no período de 1930 a 1980. "Nesse período, o crescimento brasileiro praticamente não tem similar no mundo", afirmou.
Para sair da estagnação, segundo ele, o Brasil precisa de financiamento para investir. "O que temos disponível para financiar investimentos é muito inferior ao tamanho da nossa economia. Precisamos de crédito de longo prazo, juros menores, enfim, de um projeto nacional que ainda não existe. Os bancos comerciais precisam se envolver mais nos financiamentos", disse.
Quadros descartou que o desemprego, principal fator da deterioração, tenha sido provocado pelos avanços tecnológicos e a automatização industrial. Ele argumenta que quando há crescimento econômico, perde-se uma vaga em um lugar, mas existe reposição, ainda que em outros setores da economia.
Paula Puliti
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