Oi Marco
Muito brigadinha. Gostei muito. :)
Acho que é isso:
"Ela correspondia a 42,5% da população em 1981 e caiu para 36% em 2002."
(Quanto será que já regrediu agora?)
As pessoas pensam que ainda é como 1981. E aí + 1 pouco de gente que
ganha um pouquinho menos que R$ 2,5 mil já dá maioria.
___
Mas achei ótima a sua opinião sobre a a classe média e seu cinismo:
"... fazem aborto pra cacete, mas votam contra.
Fumam baseados escondidos de seus filhos, que tb fumam e são contra a
descriminalização. Saem escondido com travestis e sem camisinha, dão o
rabo, e tem preconceito como homosexuais. Saõ pelo desarmamento mas
guardam um 38 no alto do armário, ou gostariam secretamente de ter um
AK 47 e fuzilar todos os pretinhos, que dão esmola no sinal na esquina
de sua casa.
Acho que classe média é isso, uma mentira moral e uma falsa , ou
inconsistente, categoria sócio-economica. A classe média não existe,
ela finge existir.
Esse cinismo sempre me incomodou e fico furiosa com o mundo de mentiras
que as pessoas erguem.
--
Beijins
Fa
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"Se existe algo que eu não suporto é intolerância."
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Marco Antonio Figueiredo escreveu:
> Fatima,
>
> Este artigo abaixo é de 2004, mas serve ao nosso proposito. E, como vc
> pode ver, há a perspectiva economica , há a pespectiva sociológica, que
> são as mais comuns e interpenetrantes, conceitualmente falando.
>
> Penso para mim, contudo, e seguindo a dissolução destas categorias como
> a que Jean Baudrillard faz inauguralmente em À Sombra das Maiorias
> Silenciosas, que a dinamica da classe média é mais "psicológica", as
> aspas como negação parcial do termo.
>
> Dizendo de outro modo, à nossa volta convivemos ( eu pelo menos) mais
> com a classe média que somos nós.
>
> Nossa empregada convive mais com o povão, que é ela e que pode de vez em
> quando se comportar como classe média, assim como nós , à vezes, posamos
> de ricos.
>
> Os ricos podem ser de classe média, às vezes, pois há muita movimentação
> nestas mal tracejadas linhas de comportamento.
>
> Ela só se rompe para valer e para a maioria na hora do pega prá capá, do
> dedo no gatilho, aí o rico e o pobre se igualam , é cada um por si. Nós
> somos metidos a solidários, damos esmola, fazemos caridade para atenuar
> nossa consciência culpada. Somos tementes à Deus como ao vizinho e ao
> porteiro. Desejamos na surdina a mulher do próximo, e se a papamos temos
> culpa antes durante e depois.
>
> Acho a traição conjugal uma bela forma de distinguir a classe média e
> seu cinismo.
>
> Daí fazem aborto pra cacete , mas votam contra. Fumam baseados
> escondidos de seus filhos, que tb fumam e são contra a
> descriminalização. Saem escondido com travestis e sem camisinha, dão o
> rabo, e tem preconceito como homosexuais. Saõ pelo desarmamento mas
> guardam um 38 no alto do armário, ou gostariam secretamente de ter um
> AK 47 e fuzilar todos os pretinhos, que dão esmola no sinal na esquina
> de sua casa.
>
> Acho que classe média é isso, uma mentira moral e uma falsa , ou
> inconsistente, categoria sócio-economica. A classe média não existe, ela
> finge existir.
>
> abçs
>
> Classe média cai para 21% da população de SP, aponta Unicamp
>
> São Paulo - O baixo crescimento econômico no período 1981-2002 teve
> forte impacto sobre a classe média paulistana. Estudo realizado pelo
> professor Waldir Quadros, do Instituto de Economia da Unicamp, mostra
> que a camada social formada por pessoas com rendimento acima de R$ 2,5
> mil caiu de 28,39% dos moradores da Grande São Paulo em 1981 para 21% em
> 2002.
>
> Ainda mais dramático foi o aumento dos miseráveis (rendimento familiar
> inferior a R$ 500,00). Em 1981, eram 8,59% da população. Em 2002,
> 19,66%. "A raiz dessa deterioração social está na estagnação econômica e
> no desemprego. Em São Paulo, particularmente, o cenário reflete a crise
> industrial na região mais industrializada do Brasil", explicou Quadros.
>
> *Radiografia do País*
>
> O estudo, primeiro volume da Série Estudos do Trabalho da Gelre, mostra
> que o encolhimento da classe média aconteceu de forma generalizada no
> Brasil. Ela correspondia a 42,5% da população em 1981 e caiu para 36% em
> 2002. "Nos anos 1980 houve estagnação do emprego. Mas foi nos anos 1990
> que o desemprego explodiu no País", afirmou o professor.
>
> No mesmo período, o percentual do que o estudo chama de remediados e
> pobres (operários) se manteve praticamente estável, na casa dos 26% da
> PEA. Já o percentual de miseráveis na população economicamente ativa
> cresceu de 30,48% para 35,93% no período.
>
> Na avaliação de Quadros, a deterioração social não vai acabar se não
> houver crescimento sustentado, como no período de 1930 a 1980. "Nesse
> período, o crescimento brasileiro praticamente não tem similar no
> mundo", afirmou.
>
> *Perspectivas*
>
> Para sair da estagnação, segundo ele, o Brasil precisa de financiamento
> para investir. "O que temos disponível para financiar investimentos é
> muito inferior ao tamanho da nossa economia. Precisamos de crédito de
> longo prazo, juros menores, enfim, de um projeto nacional que ainda não
> existe. Os bancos comerciais precisam se envolver mais nos
> financiamentos", disse.
>
> Quadros descartou que o desemprego, principal fator da deterioração,
> tenha sido provocado pelos avanços tecnológicos e a automatização
> industrial. Ele argumenta que quando há crescimento econômico, perde-se
> uma vaga em um lugar, mas existe reposição, ainda que em outros setores
> da economia.
>
> Paula Puliti
---
Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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