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CARTA O BERRO. ..........repassem.
Dossiê ficará lacrado na CPMI até final das eleições
Uma cópia do dossiê supostamente elaborado pelo empresário Luiz Antonio
Vedoin, envolvendo políticos do PSDB com a "máfia das ambulâncias", já está
na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas.
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da comissão, esteve na sede
da Polícia Federal nesta sexta-feira, de onde saiu com o DVD e com outros
documentos sobre o caso, como os depoimentos à PF em Cuiabá e São Paulo e
extratos bancários. O parlamentar destacou que os documentos são sigilosos.
Segundo Gabeira, o dossiê, que já está no cofre da CPMI, será lacrado e só
será aberto depois das eleições. As discussões sobre os documentos deverão
ocorrer a partir do dia 4 de outubro.
From: Marco Aurelio
Isto é (22/09/06)
A pressão de Abel Pereira aos Vedoin
Mário Simas Filho para a Isto é
Abel Pereira estaria oferecendo mais de R$ 4 milhões para que os
Vedoin não denunciassem os tucanos..
Até a semana passada o empresário paulista Abel Pereira era um ilustre
desconhecido dos brasileiros em geral. Ganhou notoriedade com a entrevista
concedida a ISTOÉ pelos donos da Planam. Soube-se, a partir dali, que Abel
seria o operador dos tucanos na máfia das ambulâncias. Agora, sabe-se mais.
Os passos dados pelo empresário são bem conhecidos pela Polícia Federal há
pelo menos quatro meses, desde que foi descoberto o esquema dos
sanguessugas. Darci e Luiz Antônio Vedoin, tidos como os chefes da
quadrilha, estavam com os telefones monitorados e a partir de suas conversas
a Polícia Federal descobriu que mesmo depois de reveladas as falcatruas Abel
e os donos da Planam continuaram a manter contato. Essa relação, de acordo
com agentes da PF envolvidos no caso, pode explicar duas coisas.
A primeira é por que os Vedoin pouparam, tanto nos depoimentos prestados ao
Ministério Público em Mato Grosso quanto na CPI, políticos ligados ao PSDB,
inclusive os ex-ministros da Saúde José Serra e Barjas Negri. A segunda é a
relativa facilidade com que caíram nas garras da polícia os petistas
envolvidos com a compra de um fajuto dossiê que envolveria José Serra com os
sanguessugas. Nesse sentido, o que mais tem chamado a atenção da PF e do
Ministério Público Federal é a presença de Abel Pereira em Cuiabá (MT) dias
antes de Darci e Luiz Antônio Vedoin entregarem à Justiça os depósitos
bancários e as cópias de cheques comprometendo os ex-ministros do PSDB.
A informação que circula entre os policiais é a de que Abel Pereira estaria
oferecendo mais de R$ 4 milhões para que os Vedoin não entregassem os
documentos e permanecessem em silêncio com relação aos tucanos. Os
empresários, por sua vez, estariam reticentes em aceitar a oferta, pois
temiam que a CPI chegasse rapidamente aos cheques entregues a Abel e com
isso eles perderiam os benefícios da delação premiada. Essa postura teria
levado o até então misterioso Abel a protagonizar um outro jogo. Já que não
conseguiria manter os Vedoin calados, poderia minimizar, temporariamente, os
efeitos de suas denúncias caso os Vedoin pudessem levar aos petistas um
dossiê absolutamente frágil em relação aos tucanos. Assim, a divulgação das
informações pouco consistentes poderia abafar a repercussão sobre a
documentação efetivamente entregue à Justiça e ao Ministério Público.
Na última quinzena de agosto, Abel esteve pelo menos duas vezes em Cuiabá.
Na primeira, se hospedou no Hotel Taiamã, a poucos metros da sede da Polícia
Federal, onde ocupou o apartamento 417. Do próprio hotel, enviou diversos
recados a Luiz Antônio Vedoin. Da outra vez, ficou em uma fazenda e também
manteve contatos. Os registros constam das gravações feitas pelo grampo
autorizado judicialmente. "Temos a convicção de que os Vedoin fizeram um
verdadeiro leilão com as informações que têm", afirma um dos agentes da PF
que monitoraram os passos de Abel em Cuiabá. "Mas tudo será descoberto, pois
as informações omitidas por eles serão levantadas a partir dos rastreamentos
bancários." De fato, desde a semana passada, o Coaf (Conselho de Controle
das Atividades Financeiras) tem auxiliado a rastrear toda a movimentação do
dinheiro dos Vedoin, tanto o que saiu de suas contas quanto o que entrou. Já
descobriu, por exemplo, um depósito feito pela Klass, empresa do grupo
Planam, para Valdizete Martins Nogueira, no valor de R$ 7 mil. O dinheiro,
segundo Luiz Antônio Vedoin, seguiu o destino estipulado por Abel. Valdizete
Nogueira é prefeito de Jaciara, cidade do interior mato-grossense, onde Abel
possui uma fazenda.
Em outra linha de investigação, a Polícia Federal começará a rastrear as
movimentações feitas por Abel em duas factorings. Uma delas, a Kanguru
Sociedade de Fomento Comercial, fechou suas portas em 2003, logo depois que
os tucanos deixaram o governo federal. Dias antes, Abel pediu aos Vedoin que
fizessem diversos depósitos na empresa. Cerca de R$ 100 mil deixaram as
empresas do grupo Planam e migraram para a Kanguru entre 24 e 27 de dezembro
de 2002. A outra empresa, Moneicredit, funcionava em Piracicaba, no interior
paulista, terra natal de Abel, e tinha como sócia a sua atual mulher, Raquel
Aparecida Barbosa.
Ainda distante dos holofotes, Abel tem afirmado que manteve dois ou três
encontros com os Vedoin e que trataram de negócios ligados a fazendas de
gado no interior de Mato Grosso. As gravações feitas pela Polícia Federal e
o trânsito de dinheiro entre ele e os Vedoin indicam uma outra história.
Nesta semana, o Ministério Público deverá convocá-lo para depor.
Isto é (22/09/06)
O misterioso Abel Pereira
Alan Rodrigues, Mário Simas Filho e Rodrigo Rangel para a revista Isto é
Abel Pereira começa a ser investigado pela Polícia Federal como
o elo entre os Vedoin e Barjas Negri, braço direito de José Serra no
Ministério da Saúde.
A imagem ao lado é o rosto do mais novo personagem da máfia dos
sanguessugas. Trata-se do paulista Abel Pereira, 51 anos, um rico empresário
da construção civil que, segundo Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da
Planam, era o operador do ex-ministro da Saúde Barjas Negri, braço direito
de José Serra, na venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras de
todo o País. Desconhecido da maioria dos brasileiros, Abel começou a ganhar
notoriedade na última semana, depois que ISTOÉ divulgou algumas de suas
operações a partir de uma entrevista concedida pelos Vedoin. Os chefes dos
sanguessugas também mostraram uma série de cheques e depósitos bancários
que, ao serem devidamente investigados pela Polícia Federal, poderão
comprovar definitivamente suas denúncias.
A relação de Abel com Barjas Negri é tão estreita quanto suspeita. Negri, o
ex-secretário-executivo de Serra no Ministério da Saúde e seu sucessor, é o
atual prefeito de Piracicaba, cidade com cerca de 350 mil habitantes no
interior paulista. Abel parece ser seu empreiteiro predileto. A cidade é um
canteiro de obras e as empresas da família de Abel são responsáveis pela
maior parte delas. Nos últimos 18 meses, faturaram R$ 10,4 milhões,
equivalente a 40% de tudo o que a Prefeitura gastou em obras. Fazem desde
"restaurações de ponto de ônibus" até a construção de ginásio de esportes,
passando por recapeamento e jardinagem. "Essa ação entre amigos é antiga e
precisa ser apurada com rigor", diz o presidente da Câmara Municipal,
Gustavo Hermann, do PSB.
As ligações do empresário com o prefeito têm mais de 30 anos. Abel coordenou
a arrecadação de recursos da campanha de Barjas e suas empresas aportaram,
oficialmente, R$ 45 mil nas contas do tucano. Durante a administração de
Barjas, o grupo da família de Abel conseguiu mais de 35 obras na cidade.
Para ter tanto sucesso em suas apostas, Abel não costuma correr riscos.
Segundo um antigo sócio localizado por ISTOÉ, o empresário trabalha com
pesquisas eleitorais encomendadas por ele próprio e só aposta no favorito.
Em Brasília, embora nunca tenha feito parte dos quadros do Ministério da
Saúde, quando o amigo Barjas era secretário-executivo e posteriormente
ministro, Abel transitava com a mesma desenvoltura com que hoje caminha nos
corredores da Prefeitura de Piracicaba. Não precisava se identificar. Era
atendido a qualquer hora e as secretárias tinham a instrução de jamais
barrá-lo.
Comissão de 6,5%
Com os Vedoin, as relações de Abel antecedem as ambulâncias superfaturadas.
Quando o velho Jaime afastou-se das propinas municipais, foi morar em uma
fazenda da família no município de Jaciara, no interior mato-grossense. Mato
Grosso é o Estado em que os Vedoin atuam com maior desenvoltura. Abel e
Darci se conheceram e logo montaram uma sociedade para a produção de leite.
O negócio não prosperou. Mais tarde, quando Barjas já estava no Ministério
da Saúde, Abel e Darci voltaram a se encontrar. "Logo que o Barjas assumiu o
Ministério, o esquema mudou. O que antes era feito com os parlamentares
passou a ser operado pelo Abel. Ele liberava todos os recursos no Ministério
e nós pagávamos a ele 6,5% do que recebíamos", disse Darci a respeito da
participação de Abel na máfia das ambulâncias. A Polícia Federal já tem em
mãos as gravações de uma série de conversas entre Abel e os Vedoin. Além
disso, também estão sendo investigadas as informações financeiras que
comprovam as ligações entre eles.
Um crachá permanente de terceirizado era o bastante para que o empresário
superasse as catracas da entrada do prédio do Ministério da Saúde e fosse
direto para o quinto andar. Era lá, segundo os Vedoin, no gabinete do então
ministro Barjas Negri, que aconteciam as liberações dos recursos destinados
à Planam.
Para o público em geral, o acesso a Barjas nunca foi fácil. Com o amigo Abel
era diferente. Apesar disso, suas incursões no prédio do Ministério da Saúde
não eram freqüentes. Às vezes aparecia uma vez a cada dois meses. Só no
final do governo tucano é que suas visitas ficaram mais rotineiras. "No
final de 2002, depois de um breve encontro no aeroporto de São Paulo, o Abel
passou a liberar tudo com muita rapidez", lembra Darci.
Obras serão investigadas
Com a mesma rapidez com que liberava dinheiro para as ambulâncias, Abel
conseguiu amealhar as obras de Piracicaba para suas empresas. E assim como
em Brasília, também no interior paulista as atividades do empresário
passarão a ser alvo de investigações. Na noite da quinta-feira 21, apesar da
maioria governista, a Câmara Municipal resolveu criar um grupo para analisar
as 35 licitações vencidas pelo grupo de Abel apenas nos últimos dois anos.
"As vencedoras são as que oferecem os preços mais baixos", reagiu Barjas em
entrevista a ISTOÉ. Não é o que assegura o Tribunal de Contas do Estado.
Segundo o processo 1742/010/03, os técnicos classificaram como irregular a
licitação de uma obra pública, datada de 13 de outubro de 2003, ganha pela
Concivi, de propriedade do irmão de Abel.
A licitação exigia que as empresas que participassem do concorrência
deveriam ter a fábrica de asfalto distante no máximo 20 quilômetros da sede
da prefeitura. Claro, só existia a deles. "Os métodos das licitações são
todos suspeitos", a cusa um empreiteiro concorrente. "Com certeza, Abel é o
homem mais rico e poderoso da cidade", afirma um vereador da base governista
do prefeito Barjas, que pede anonimato.
O grupo de Abel controla 11 empresas que incluem uma pedreira, uma companhia
de limpeza urbana e até uma empresa factoring. E é justamente na Ativare,
antiga Moneicred factoring, hoje em nome da mulher de Abel, Raquel, que a
Polícia Federal suspeita que o dinheiro vindo da Planam era lavado. "Já
estamos próximos de descobrir onde foram parar os cheques", confirma um dos
policiais que investigam o caso sanguessuga. O trabalho dos policiais aponta
em direção a Enéas de Melo, primo de Abel. Era ele, segundo a PF, o homem
que buscava o dinheiro em Brasília. Na cidade, o primo de Abel é conhecido
como um bon vivant. Mas não são todos os familiares que vivem sob o
guarda-chuva de Abel, ou que participam das sessões de jogos de bilhar na
mansão da chácara Nazaré. Um dos sete irmãos de Abel, Eduardo, é tido na
cidade como inimigo do próprio irmão. Os amigos de Eduardo contam que, por
causa da partilha dos bens, os dois romperam as relações.
Discreto, o empresário mora em um casarão cercado por uma enorme muralha na
chácara Nazaré, um dos bairros mais nobres de Piracicaba. Apesar de ter
dinheiro, os que o conhecem garantem que Abel não tem gosto refinado.
Separado da primeira mulher, ele vive com Raquel Barbosa, cerca de 20 anos
mais nova, e tem três filhos. Não costuma ser visto publicamente, a não ser
quando está ao lado do prefeito Barjas inaugurando obras. A última foi na
sexta-feira 15, na inauguração de uma ponte próxima a uma avenida cujo nome
é Abel Pereira. A festa foi ofuscada pelas denúncias dos Vedoin. Logo após a
cerimônia, tanto Abel como o prefeito sumiram da cidade até a noite.
A principal empresa da família, a Cicat Construções Civis e Pavimentações
Ltda., foi criada por seu pai, Jaime Pereira, um homem admirado pelos
piracicabanos. Filho de um modesto imigrante português, começou a empresa
fazendo pequenas obras de recuperação de guias e sarjetas. Diante das
possibilidades de fazer o negócio crescer, Jaime resolveu suspender suas
operações. "Ele dizia, resignado, que chegou a um ponto que para continuar a
trabalhar seria necessário distribuir propinas ao prefeito e secretários de
plantão. Então, achou melhor parar", disse a ISTOÉ o veterano jornalista
Cecílio Elias Neto, um dos maiores conhecedores da história recente do
município. Já falecido, o velho Jaime é hoje nome de uma fundação de amparo
aos doentes de câncer. O filho Abel resolveu agir por outra cartilha.
O que falta investigar sobre as compras de ambulâncias
Ainda existem muitas interrogações sobre as compras de ambulâncias
superfaturadas durante a gestão de José Serra no Ministério da Saúde. Aqui,
algumas:
1 - Na gestão de José Serra no Ministério da Saúde, qual foi o preço final
de cada ambulância comprada pelo governo por meio da Planam?
2 - As gestões de Serra e seu sucessor Barjas Negri liberaram verbas para a
compra de 681 ambulâncias entre 2000 e 2002 – 70% do total de 891
comercializadas pela Planam com o Ministério entre 2000 e 2004. Qual foi o
critério para liberar essas compras num período tão curto?
3 - Quais foram as providências do ministro José Serra para descobrir
concorrentes da Planam a fim de pressionar para baixo os preços das
ambulâncias?
4 - O empresário Luiz Antônio Vedoin afirma que o esquema de propinas em
torno da comercialização de ambulâncias "era nítido a todos". Por que os
ministros Serra e Barjas não acionaram nenhuma vez os mecanismos de
fiscalização do Ministério da Saúde para checar o emprego dos recursos
públicos?
5 - Houve privilégio às emendas orçamentárias de deputados do PSDB no
processo de escolha do destino das ambulâncias?
6 - Acusado pelos Vedoin de cobrar 6,5% de comissão para facilitar compras
de ambulâncias da Planam para o Ministério da Saúde, por que o empresário
Abel Pereira não foi chamado a depor no inquérito que apura as ações da
máfia das ambulâncias?
7 - Por que o empresário Abel Pereira tinha trânsito livre no Ministério da
Saúde mesmo sem ser funcionário da pasta?
8 - Por que Abel Pereira recebeu 15 cheques da Klass, uma empresa do grupo
Planam, durante o processo de entrega de ambulâncias patrocinado na gestão
do ministro Barjas Negri?
9 - Qual o destino final dos pagamentos de R$ 601 mil feitos pela Planam a
empresas e pessoas indicadas por Abel Pereira?
10 - Quem são os verdadeiros donos das empresas Kanguru, Império e
Datamicro, beneficiadas com cheques do grupo Planam?
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Marco Antonio Figueiredo
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