O Lula confiante, iludindo-se com a opinião mundial sobre ele, comparando-se a Tiradentes, Vargas, Getúlio, JK e até a Cristo. Arrogante, prepotente, deslumbrado e enganado pela imagem do seu espelho. Danou-se aí.
Pode ganhar o segundo turno? Pode. Mas tem menos de um mês para reverter todas as lambanças dele e do se partido. E isto não é fácil.
 
Carlos Antônio.
Quinta Feira, 05 de Outubro de 2006   

Publicada em: 04/10/2006

  SEGUNDO TURNO
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Tipo impressionante esse Geraldo Alckmin. Quando ele se licenciou do governo do Estado de SP ninguém acreditava que ele ganharia sequer a indicação dos tucanos. Ganhou. Depois ninguém imaginava que ele pudesse enfrentar a campanha sem passar vergonha. Enfrentou. Chegar no segundo turno era um sonho mesmo para os tucanos mais fanáticos. Ele chegou. Agora é mais favorito para vencer do que o presidente da república.

Alckmin chega no segundo turno com uma vitória debaixo do braço, ele chegou lá. Lula enfrenta a finalíssima eleitoral vindo de uma derrota. Está de cabeça baixa com equipe desarticulada e ainda tem o país para governar. Ou revoluciona a sua campanha ou vai perder no dia 29.

O astral das eleições está claríssimo. Alckmin está na frente e Lula corre atrás do prejuízo. A direita mostrou sua força ao levar o ex-governador paulista, com gosto de chuchu e tudo, para um mano a mano contra o presidente. O jogo da eleição para presidente é pesado, muito pesado mesmo, e a direita mostrou ter mais força e mais foco na reta final.

Os teóricos da conspiração podem encher livros com a história do dossiê anti tucano, do delegado da PF que distribuiu as fotos com o atraso na apuração dos votos em SP com os petistas aloprados e outros detalhes como a ausência do presidente nos debates. Com ou sem maracutaia, porém, o que se viu é que o Presidente perdeu uma eleição ganha, enquanto Alckmin ganhou uma eleição perdida, isso faz a diferença em termos de moral e foco para o segundo turno.

A questão das alianças também é algo que vai dar notícia. Alckmin começou errando o tiro ao se juntar com Garotinho no Rio. Lula pode levar alguma vantagem com governadores mas pode também acabar traido, como sempre, pelo PMDB. O ponto chave porém parece ser outro. De longe dá a impressão que por mais alianças que os políticos consigam fazer agora, nada vai adiantar. Os eleitores reividicaram o direito de decidir o nome do futuro presidente no segundo turno e não parecem dispostos a abrir mão deste direito por uma versão moderna do voto de cabresto.

O drama e a emoção do segundo turno estão justamente na vontade popular soberana. Fica cada vez mais claro que as pesquisas, as alianças, os aloprados, os fabricantes de dossiê, os analistas, a mídia...são adereços das eleições. No segundo turno temos três grandes entidades. Dois candidatos e os eleitores. Será um voto direto e reto e apenas uma decisão importante: Lula ou Alckmin. Hoje o ex-governador paulista veste o manto vencedor pelo desempenho no primeiro turno. Amanhã um deles vestirá a faixa presidencial. Nada mais simples em um universo eleitoral cada vez mais intrigante.

Retirado de:

http://www.diretodaredacao.com/

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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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