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Eu não vejo perspectivas de melhoras próximas para
o país com qualquer um dos candidatos que disputam o segundo turno. De qualquer
forma, um será eleito.
Oremos.
Carlos Antônio.
Repassando:
Domingo, 08 de
outubro de 2006 |
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Lula
muda da água para o refresco
03.10.2006 | A especulação está solta na praça e buscará todos os
caminhos e atalhos para tentar adivinhar o resultado do segundo turno.
Todos os esforços são bem-vindos e respeitáveis, como estimulantes da
mobilização popular. E nada detém a coceira dos adivinhos amadores e dos
profissionais dos institutos de pesquisas.
Na primeira fase curta,
nervosa e intensa da caça às alianças no mercado de partidos e lideranças
disponíveis, tenta-se a costura dos acordos óbvios e avança-se nas áreas
duvidosas. E, no plano mais alto das investigações da imprensa e dos
teóricos especialistas no ramo, cada episódio das rixas estaduais, das
vitórias e derrotas é virado e revirado pelo avesso para a antecipação das
suas prováveis influências na decisão do mano a mano das urnas de 29
próximo, daqui a exatos 25 dias.
A vitória do tucano Geraldo
Alckmin, com as achegas das votações de Heloísa Helena, Cristovam Buarque
e outros menos votados que bloquearam a disparada do candidato-presidente
Lula à maioria absoluta, liquidando a fatura no primeiro turno, aconselha
doses duplas de cautela nos palpites dos ansiosos e tripla aos advertidos
pesquisadores especializados.
Sem nenhuma pretensão de ensinar reza
aos vigários crentes e ateus, apenas lembro as experiências recentes de
decisões no segundo turno, como na eleição do novo senador alagoano
Fernando Collor de Melo, em 1990, e na eleição de Lula, em 2002, quando
derrotou o tucano José Serra, que acaba de ser eleito governador de São
Paulo.
Lula perdeu uma eleição quando tinha todas as condições para
ganhar, com o catastrófico desempenho no debate, no mano a mano do segundo
turno, contra Collor. Lição exemplar: foi melhor no primeiro debate e
disparou nas pesquisas; meteu os pés pelas mãos no segundo, e entrou pelo
encanamento.
Na quarta tentativa que o levou ao Palácio do
Planalto foi carregado pela militância do PT, nos bons tempos em que a
bandeira vermelha arrastava multidões e a boca de urna virava votos aos
milhões pelo Brasil. Mas, Lula participou das rodadas de debates no
primeiro e no segundo turno com atuações sofríveis, que não resvalaram no
seu favoritismo absoluto. Marchou para a decisão pisando firme, com a
eleição garantida pela vantagem carimbada pelas pesquisas.
Agora, o
quadro é outro. Tudo é importante e pode fazer a diferença numa corrida de
alta velocidade, na reta de três semanas. Do alinhavo de apoios dos
milionários de votos estaduais às próximas etapas da novela do R$ 1,75
milhão apreendido com petistas para a compra do dossiê contra o candidato
tucano José Serra, com rebate no candidato Geraldo Alckmin.
O
governo está acuado pela aflitiva urgência na apuração da origem da
dinheirama e da identificação do articulador da marota e desastrada
armação, antes que a exposição das fotos com as pilhas de notas novinhas,
saídas da forma, de reais e de dólares complete o desmonte da imagem
popular do benfeitor dos pobres e generoso distribuidor de milhões de
Bolsas Família.
Não falta munição ao candidato oposicionista para
manter a ofensiva na série debates que devem ser promovidas por todas as
emissoras de televisão. E se o estilo de Alckmin é mais para a amenidade
dos temas administrativos, nos últimos dias da campanha, sob pressão e
cobrança enérgica dos aliados, ganhou a agressividade que impulsionou a
ascensão vitoriosa para o segundo turno.
Tudo é importante e
qualquer escorregão pode mudar o voto de milhares, de milhões. Certo mesmo
é a poderosa influência das previsíveis polêmicas na decisão do eleitor.
A definição afunila para as três semanas de crescente mobilização
popular. Debate mano a mano é a fórmula perfeita para sacudir o eleitor,
despertá-lo da indiferença, curar decepções, espanar a poeira das muitas e
justas frustrações dos escândalos da corrupção, do mensalão, do caixa
dois, das ambulâncias superfaturadas das trampas dos sanguessugas, da
decadência moral do Congresso, doente terminal da praga ética.
A
mudança da tática escapista, faltando aos debates ao alto preço da
exibição da cadeira vazia e nas negativas a falar com a imprensa é a mais
límpida evidência do reconhecimento do erro. Horas amarguradas na revisão
dos equívocos e na cobrança das falhas cabeludas de assessores diretos
operaram o milagre da ressurreição do candidato risonho, bem-humorado,
solícito a ponto de convidar a imprensa para a primeira entrevista
coletiva com direito a perguntas dos jornalistas em três anos, nove meses
e dois dias de mandato.
O fantasma da derrota apavora o mais
destemido dos mortais.
E leva o candidato ao
desatino.
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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