Acontece que nós pagamos por essas burrices e 95% dos projetos apresentados são do mesmo calibre.
 
Carlos Antônio.
 
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, November 06, 2006 1:54 PM
Subject: Re: [gl-L] Em rumo à ditadura Cap. II: Controle da Internet no Brasil

Isto e' de uma burrice bovina...
Qualquer imbecil, sabe que o que estao fazendo nao vai melhorar EM NADA,
ABSOLUTAMENTE NADA, o problema da fraude/virus/etc.
Qualquer hacker de bosta, tem no minimo uma maquina remota 'owned' para
atuar como gateway/proxy. O problema da vez, inclusive, sao as botnets.
Isto so e' tentativa de pegar os piratas de arquivos e etc.

Se quiserem fazer algo serio para acabar com isto, e' colocar em cana
provedor e/ou upstream que nao responde a reclamacao de abuso, cana
dura, acusar de cumplice por omissao, sei la, IANAL..



Gustavo Molina wrote:
> Eu acho bem mais grave que o pedágio na internet
>
> http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1231864-EI306,00.html
>
> Brasil
> Segunda, 6 de novembro de 2006, 08h20
> Projeto pretende controlar livre acesso à Internet
>
> Às vésperas da votação na Comissão de Constituição de Justiça do Senado, o substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para
> três projetos de lei que tramitam em conjunto pelo Congresso Nacional, que trata da regulamentação e repressão aos crimes de
> informática no Brasil, pode provocar uma mudança drástica na forma como se dá hoje o acesso à Internet no Brasil.
>
> O ponto mais polêmico é a identificação dos internautas que naveguem por serviços brasileiros em que haja interatividade, ou seja,
> tenham a participação do usuário. Estão nesse leque as salas de bate-papo, envio de mensagens eletrônicas e textos para blogs. O
> projeto também obriga a identificação de quem faz a captura de dados, como músicas e imagens. O texto, conhecido por "Lei de
> Crimes de Informática", deve ser votado na próxima quarta-feira, 8 de novembro, em Brasília. Se passar, será votado no plenário do
> Senado e em seguida é enviado à Câmara, também para votação.
>
> Para António Tavares, presidente da Abranet (Associação Brasileira de Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede
> Internet), caso aprovadas da forma que estão, as exigências podem levar os provedores a oferecer seus serviços no exterior, onde
> tais obrigações inexistem. Segundo ele, isso acarretaria perda de empregos diretos e indiretos, além de diminuição de
> investimentos no setor.
>
> "A junção de vários projetos em um só é um trabalho insano e os resultados podem ficar longe do esperado. Estão querendo
> reinventar a roda e assim colocar todo um sistema em risco", diz.
>
> Tavares afirma que a Abranet defende a auto-regulação e participação da sociedade e dos usuários, a exemplo do que há muitos anos
> se consolida práticas internacionais.
>
> Aos provedores de acesso caberia impedir o acesso anônimo do usuário à rede e o armazenamento de dados de conexões, como horários
> de entrada e saída, além do tempo de permanência na redes. Esses dados teriam de ser guardados por três anos. O projeto prevê que
> os provedores passem a ser responsáveis pela veracidade das informações prestadas pelo usuários, sob pena de responder
> judicialmente por possíveis incorreções. A pena para o acesso sem identificação prévia seria de dois a quatro anos de reclusão.
> Nesse caso, o infrator ficaria detido até o juiz estabelecer uma fiança.
>
> O presidente da entidade avalia que exigir co-responsabilidade dos provedores na veracidade das informações prestadas é exagerado.
> "Querem passar para os provedores uma responsabilidade que não é deles", diz.
>
> De acordo com o senador Azeredo, relator do projeto, inicialmente, a manutenção dos dados aconteceria por dez anos. Em sucessivos
> acordos, o prazo baixou para cinco e agora três anos.
>
> "Essa é uma situação que foi colocada para nós e vamos estudar para minimizar qualquer impacto negativo para as empresas
> nacionais. Hoje, qualquer pessoa pode enviar uma mensagem, por exemplo, com uso de identidade falsa. Isso não interessa a nenhuma
> pessoa de bem", diz Azeredo.
>
> Além de senha, nome do usuário e número do IP (Protocolo Internet), que identifica o computador, como acontece hoje, o provedor
> teria de arquivar também informações do internauta como nome e endereço completo, data de nascimento, número do CPF, carteira de
> identidade e telefone. Para a segurança desses dados, os provedores terão de cruzar os dados, por exemplo, com o Cadastro Nacional
> de Pessoas Físicas e Jurídicas.
>
> Crimes
> A lista de condutas que passam a ser criminalizadas inclui dano por difusão de vírus digital, falsificação de cartão de crédito ou
> débito, furto qualificado por uso de informática, furto de senhas, fraude de informações, obtenção indevida de informação na rede
> e phishing - difusão maliciosa de código com a intenção de obter dados pessoais dos usuários, como senhas bancárias. A prática
> mais comum é o envio de e-mails não solicitados, apontando o link para um serviço falso, onde senhas são capturadas. As penas que
> estão sendo discutidas variam entra três e dez anos de detenção.
>
> Para Demi Getschko, conselheiro do Comitê Gestor de Internet, uma nova legislação específica para a Internet se faz desnecessária.
> "A Internet é muito dinâmica e essas leis podem se tornar obsoletas rapidamente. Em apenas algumas situações novas, como a difusão
> de vírus, por exemplo, a tipificação se justifica. Para outros tipos de crime, deve ser utilizada a legislação vigente."
>
> Segundo ele, o projeto é exagerado, por exemplo, a obrigar as pessoas a se identificarem em canais interativos. "Uma pessoa que vá
> ao correio colocar uma carta, ou mesmo usa um telefone público não necessita fazer isso. Mas na Internet seria obrigado. Há muito
> exagero nesse sentido", diz.
>
> Na última semana, as entidades enviaram ao senador um documento que revela a inquietação do setor com a possibilidade das novas
> medidas serem colocadas em vigor. O documento alerta para o comprometimento da inclusão digital no Brasil e a migração de
> prestadores de serviço, como os provedores, para fora do território nacional. Isso traria uma dificuldade ainda maior para a busca
> - por parte das autoridades brasileiras - dos criminosos na rede.
>
> Impacto
> O relator do projeto admite que é possível que haja algum impacto entre os provedores para se adaptarem à lei em um primeiro
> momento, caso ela venha a ser aprovada. "Mas isso seria apenas em um primeiro momento, como acontece com qualquer mudança. A
> partir daí, todos seriam beneficiados", diz Azeredo.
>
> Segundo os provedores de rede de acesso e entidades relacionadas, a aprovação do substitutivo não alcançará a finalidade a que se
> propõe, que é evitar o abuso e a violação do direito de terceiros. Entram aí crimes contra os direitos humanos, como racismo, a
> pedofilia, e crimes contra o patrimônio.
>
> A principal alegação dos que defendem o anonimato na rede recai para outros perigos que o cadastramento dos usuários pode trazer.
> Isso porque os bancos de dados com informações de cunho pessoal podem ficar expostos a uma possível devassa judicial, além do
> risco de extravio para fins ilegais.
>
> As obrigações excessivas impostas pelo projeto, apontam as entidades provedoras, vai custar mais para as empresas e os usuários
> podem ter de pagar mais pelos serviços.
> Redação Terra
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> Gustavo Molina - [EMAIL PROTECTED]
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