Nas privatizadas você anda cinco km além de cada posto de pedágio e aí volta a 
ser caminho aberto na enxada. Se houve privatização, toda a estrada teria que 
estar em bom estado.
Além disso há uma distância a ser cumprida entre cada posto de pedágio. Entre 
Itaboraí e Bom Jardim são menos de 100km e há quatro postos. e você pega ida e 
volta.
Entre Friburgo e  Bom Jardim, 26 km cobrança de ida e de volta.
São Paulo a Santos, quase 100km, um posto e você paga ou a ida ou a volta. E 
não duas vezes. 
Houve há dias um político ou ministro ou equivalente que disse o que não é 
comum: a verdade. No Brasil apenas o tráfico de drogas lucra mais que as 
estradas privatizadas.
Se houver dúvida é só conferir.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: Flávio Freitas 
To: [email protected] 
Sent: Tuesday, January 16, 2007 8:55 AM
Subject: Re: [gl-L] Nas esas estradas a privatização virou máfia


Constatar o que exatamente?
Que as estradas federais concedidas a iniciativa privada
sao um tapete e as (nao) administradas pelo governo 
estao um caco? 
Eu constatei.
Via Dutra eh excelente, Anhanguera perfeita, BR-050 
uma porcaria, principalmente chegando em Brasilia.
BR-040 uma m*rda em MG, ja a parte privatizada, 
perfeita.
Na parte nao privatizada vi diversos caminhoes com
rodas estouradas, quase acidentes por causa das 
guinadas repentinas dos carros desviando dos buracos.
Pista simples em 99% dos trechos federais percorridos, 
o que gasta mais tempo e combustivel e aumenta o perigo.
Eu escolhi pagar pedagio e saber que vou chegar inteiro, 
eu e o carro, a ter que trocar os amortecedores e pneus
na volta para casa.

[][]
Flavio


On 1/16/07, ccarloss < [EMAIL PROTECTED]> wrote:

  Rodem pelo Brasil e constatem.

  Carlos Antônio.

  http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2007/01/15/ult579u2052.jhtm 

          

              15/01/2007
              Governo brasileiro pode adotar filosofia estatista em relação a 
rodovias
              Mudança de planos do governo com relação a rodovias podem 
sinalizar filosofia estatista. Discórdias no seio do governo irritaram os 
investidores, mas os fatos podem refletir uma falta de rumo, em vez de uma 
guinada para a esquerda

              Jonathan Wheatley
              Financial Times 

              O momento não poderia ser mais propício para reforçar a impressão 
de que a América Latina está dando uma guinada rumo ao controle estatal da 
economia. Hugo Chávez, o presidente recém-reeleito da Bolívia, mal acabara de 
revelar os seus planos para nacionalizar amplos setores da economia 
venezuelana, quando o Brasil, o vizinho bem maior ao sul, cancelou os projetos 
para a privatização das rodovias federais.

              Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil do governo do presidente Luís 
Inácio Lula da Silva, anunciou na semana passada que a administração de sete 
rodovias federais, que deveria passar por alterações já no início deste mês, 
não seria mais oferecida ao setor privado. Em vez disso, o governo passou a 
avaliar a criação de uma empresa estatal para gerenciar as rodovias e coletar 
pedágios.

              Muito se disse a respeito da guinada para a esquerda na América 
Latina nos últimos anos, sendo que grande parte dessa impressão é exagerada. 
Mas o salto abrupto rumo ao socialismo dominado pelo Estado anunciado por 
Chávez, os seus vínculos próximos e a aparente influência sobre novos líderes 
emergentes como Evo Morales, da Bolívia, e Daniel Ortega, da Nicarágua, 
conferiram mais substância a essa impressão.

              Mas os acontecimentos no Brasil podem ser o reflexo de uma falta 
de rumo nas políticas governamentais, e não um movimento consciente para a 
esquerda, opinam os analistas políticos. Lula, que começou o seu segundo 
mandato de quatro anos em 1º de janeiro, disse que a sua prioridade é 
"destravar" a economia brasileira a fim de gerar um crescimento de 5% neste ano 
- o que representa o dobro da média dos últimos 15 anos.

              A fim de liberar capital dos setores público e privado para 
investimentos na economia real, a maioria dos economistas diz que o governo 
precisa reduzir o nível atual de gastos - em setores como o do pagamento do 
funcionalismo público, das pensões e dos serviços públicos. Embora os ministros 
estejam divididos, o presidente diz que a responsabilidade fiscal, embora 
fundamental, não pode implicar na redução de gastos nos programas sociais.

              Não se sabe ao certo qual será a direção assumida pelas políticas 
do governo. Antes da sua reeleição, em outubro, Lula prometeu adotar ações 
imediatas para promover um crescimento acelerado. Mas nos últimos meses ele não 
conseguiu nomear a sua nova equipe ministerial, e um muito prometido pacote de 
medidas para promover o crescimento foi sistematicamente adiado.

              O anúncio feito na semana passada revela um panorama das brigas 
que estão por trás desses adiamentos. "Isso é parte da discussão que ocorre em 
Brasília entre aqueles que acham que os serviços deveriam ser prestados pelo 
governo e os que querem o envolvimento do setor privado", diz Moacyr Servilha 
Duarte, presidente da associação de concessão de gerenciamento de rodovias.

              Segundo ele, o problema é que muita gente acreditou que essa 
discussão tivesse se encerrado na década de 1990, quando teve início o programa 
brasileiro de concessões de rodovias. "É uma surpresa o fato de isto ter vindo 
à tona novamente", diz ele. "Alguns membros do governo não entendem o setor."

              Marcelino Rafart, presidente da Ecovias, a segunda maior 
detentora de concessões de rodovias no Brasil, diz que Rousseff foi 
influenciada pouco antes da sua declaração por uma reunião ocorrida 
anteriormente com Roberto Requião, o governador populista do Estado do Paraná. 
Descrito por Rafart como "o Hugo Chávez do Brasil", Requião contestou as 
concessões de rodovias no seu Estado, antes de perder sua argumentação para o 
judiciário brasileiro.

              Rafart diz que Rousseff fez os seus comentários "um pouco fora de 
contexto", e que espera que a Ecovias, que investiu R$ 1,6 bilhão nas estradas 
brasileiras durante oito anos, continue investindo no setor. 
              Caso não surja nenhuma nova concessão, no entanto, ele diz que a 
Ecovias direcionará o seu dinheiro para outros países da região. 

              Mas o problema para a Ecovias e outros investidores é a incerteza 
criada por tais declarações, afirma Ana Carla Abrão Costa, da Tendências, uma 
firma de consultoria de São Paulo. "Uma das grandes áreas que necessita de 
investimentos é a de logística de transporte e esses fatos só farão com que o 
investidor fique menos disposto a desembolsar dinheiro."

              Algo que preocupa especialmente alguns investidores são as 
recentes mudanças na composição do governo Lula. Até o ano passado, aqueles que 
eram favoráveis a uma economia dirigida pelo Estado, como Rousseff, eram 
contrabalançados por ministros de orientação mais neoliberal, como Antônio 
Palocci. Desde que este deixou o cargo de ministro da Fazenda em março do ano 
passado, os estatistas passaram a prevalecer 
       

  Visite o site do Financial Times 


 

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