repassando pois assunto em pauta
e gosto da opinião do nassif (prefiro sobre muisica na nossa lista)

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De: Agência Dinheiro Vivo [mailto:[EMAIL PROTECTED] 
Enviada em: Friday, January 12, 2007 9:33 AM
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: As concessões e o pedágio






12/01/2007
 
As concessões e o pedágio
Coluna Econômica - 12/01/2007 
 
É importante essa revisão dos critérios de concessão de rodovias. Trata-se
de insumo dos mais relevantes, que impacta toda a cadeia de produção
brasileira, um país continental que ainda não tem alternativas suficientes
para o transporte rodoviário.
 
Os anos 90 foram a década fiscalista, período em que qualquer decisão de
política publica, fiscal ou patrimonial (privatização, concessão)
significava mais carga tributária sobre os contribuintes.
 
As concessões de rodovia não fugiram à regra. Em vez de concessão para
rodovias não construídas, principalmente em São Paulo as concessões visavam
estradas já feitas com recursos de impostos. Ou seja, o contribuinte já
tinha pago pela estrada.
 
Em princípio, a concessão é algo sadio. Estradas exigem manutenção
permanente. Se dependerem dos recursos orçamentários, terminam em
buraqueira, como é o caso da maioria das rodovias federais. O problema é a
maneira de definir a concessão.
 
Há duas formas básicas de concessão: a chamada concessão onerosa (pela qual
o concessionário paga pela concessão) e a não onerosa (na qual os
compromissos dos concessionários são com manutenção, investimento e menor
tarifa).
 
No caso das concessões paulistas – e provavelmente na proposta das
concessões federais --, na licitação entravam compromissos de manutenção,
investimento e pagamento pela concessão. Veja bem, não é o concessionário
que paga por isso, é o usuário da estrada. 
 
Quanto mais o poder concedente exige, maior será o preço da tarifa.
 
Vamos a uma simulação simples. 
 
Imagine uma concessão da estrada, cujo concessionário trabalhe com as
seguintes projeções, visando um retorno anual de 15% ao ano:
 
1.      Número inicial de carros por ano: 4 milhões. 

2.      Crescimento do movimento: 10% ao ano até o 10º ano. 

3.      Custo de manutenção: R$ 50 milhões por ano, crescendo 2% ao ano. 

4.      Investimentos: R$ 50 milhões por ano até o quinto ano. 
 
Supondo que ela desse um lance de R$ 200 milhões pela concessão. Para manter
a mesma rentabilidade, o preço do pedágio saltaria para R$ 18,22 – uma
elevação de 34%.
 
Nesse modelo, se a concessionária não precisasse pagar pela concessão, mas
apenas pela manutenção e pelos investimentos adicionais, o preço da tarifa
será de R$ 13,59.
Agora suponha que a licitação vise apenas a manutenção da rodovia e a menor
tarifa, sem compromissos adicionais. Para manter a mesma rentabilidade para
a concessionária, o pedágio poderia ser de apenas R$ 8,37.
 
Aqui em São Paulo foi como se o usuário de estradas tivesse pago duas vezes
por ela: a primeira, quando o governo do estado utilizou os impostos para
construir a estrada; a segunda, quando o governo recebeu o lance da
concessionária que, na verdade, foi paga pelo usuário, embutido no preço do
pedágio.
 
Estrada ruim é custo Brasil, mas pedágio também. Assim, qualquer licitação,
não apenas de rodovias, mas de toda forma de serviço público, deve levar em
conta apenas dos itens fundamentais: universalização dos serviços e menor
tarifa. Mas cobrar pela concessão significará, objetivamente, aumentar mais
a carga tributária do contribuinte.

Papel do PMDB

 
No Planalto se considera que o fato político do ano foi a unificação do
PMDB, e sua entrada na base de apoio do governo. Com esse movimento, explica
o Ministro Tarso Genro, abre-se a possibilidade para começar a se pensar na
reforma política. Pela primeira vez o PMDB age como partido nacional, com
estrutura política nacional. E fica alternativa ao candidato que for
recusado pelo PSDB em 2010.

Fim de ciclo

 
No Planalto toma-se cuidado de não criar muita expectativa em torno do PAC
(Programa de Aceleração de Crescimento). Para Tarso Genro, será mais
importante como simbolismo, quando, no dia 22, Lula anunciar que o período
de estabilização da economia se completou, e agora se entra em nova fase, a
do desenvolvimento. Doze anos para estabilizar a economia é recorde mundial.
E ainda vai se ficar algum tempo no simbólico.

Mapa dos investimentos

 
A América Latina foi esquecida. Em 2006, o investimento externo cresceu
30,1% na União Européia, 78,4% nos Estados Unidos. Nos países em
desenvolvimento, o crescimento foi de 10%. Mas enquanto no Sudeste Europeu o
crescimento foi 56,2%, na Ásia e Oceania de 15%, na América Latina houve
queda de 4,5%, mesmo com o forte crescimento argentino. Lá, o investimento
externo cresceu 29,8%, contra 5,9% no Brasil.      

Biotecnologia

 
A ressurreição argentina tem a ver com a renegociação da dívida e com o
controle do câmbio. Mas houve avanços significativos na parte de
biotecnolgoia e no cultivo de grãos geneticamente modificados. A primeira
experiência foi em 1996, com a soja. Hoje em dia, a Argentina é o segundo
produtor mundial desse cultivo, atrás apenas dos EUA.  São 17 milhões de
hectares, 90% da área cultivada com soja.

Mudanças na VW

 
A Volkswagen anunciou mudanças na organização do grupo. Há muitos anos,
consultores de gestão e de qualidade brasileiros anotavam o paradoxo das
empresas alemães no Brasil, particularmente as do setor automobilístico. No
campo da engenharia, imbatíveis; no campo da qualidade dos processos,
medíocres; no planejamento estratégico, um desastre. Não é a toa que
perderam o terceiro posto de produção mundial para a China.
 
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