quando eu vejo este tempo do RIO com chuva o verão inteiro e um tempo
nublado de blade runner onde não se consegue mais ver o céu,
 este clima de sauna, e os noticiarios de enchentes e pontes caidas....
 
comparo com o clima ameno da serra e o ciclo de chuva do verão: chove a
noite e de dia um sol intenso....
 
me espanto como as pessoas ainda não reagem e não veem a destruição
 
quem quiser ver/ler sobre a destruição da mata atlantica leiam  A FERRO E
FOGO do Warren Dean
 
é por isso que sou aliado dos meus vinhaticos e jequitibas de 1000 anos que
estão ainda preservados aqui na serra
arvores que testemunharam toda historia do brasil e estão solenes aqui na
mata....no alto dos seus 40 metros... e que mais de 20 braços não lhe fazem
rodo

  _____  

De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de ccarloss
Enviada em: Tuesday, January 30, 2007 2:18 AM
Para: [email protected]
Assunto: [gl-L] O fim da Amazônia.




E nós aqui parados achando que a coisa não é séria. Se não impedirmos,
mereceremos que conteça.
 
Carlos Antônio.
 
Reirado de Direto da Redação
http://www.diretoda <http://www.diretodaredacao.com/> redacao.com/
 
 
                
  <http://www.intellibusiness.com.br/diretodaredacao/noticias/n_tit10.jpg>



Publicada em: 29/01/2007 


  <http://www.intellibusiness.com.br/diretodaredacao/icone_3.jpg>        A
AMAZÔNIA PERTO DO FIM   
.       

O Brasil é um país em que as pessoas estão queimando as árvores. Antônio
Carlos Jobim (1927-1994) 

Os habituais leitores do Direto da Redação devem imaginar o que ocorreu com
a gigantesca Terra de Vera Cruz logo após Pedro Álvares Cabral (1467-1562)
nela ter desembarcado a 22 de abril de 1500. É verdade que hoje está mais do
que provado que o genovês Américo Vespúcio (1454-1512) e o espanhol Vicente
Yanéz Pinzón (1460-1508) passearam por ela pouco antes de Cabral, todos
tentando tirar o maior proveito possível do famoso Tratado de Tordesilhas,
assinado em 1494. 

Mas a história pouco mudou. As primeiras vítimas foram os índios – mortos ou
aprisionados pelas tripulações e levados para Portugal e Espanha como
curiosas e estrambóticas figuras humanas – e das índias, quase sempre nuas,
violentadas e estupradas. Logo depois, os portugueses encarregados da
colonização decidiram atacar as árvores. 

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais (secretaria criada em 1990), a Terra de Vera Cruz, logo depois
chamada de Brasil, era riquíssima em madeiras nobres, como o Pau Brasil
(hoje em extinção), Mogno, Cedro, Imbuia, Cerejeira, Ipê, Jatobá, Sucupira,
Jacarandá e Pau-Ferro, entre outras. Mas a primeira vítima foi o Pau Brasil.


De acordo com Edgardo Otero, que lançou, em 2006, pela Panda Books, o livro
'A Origem dos Nomes dos Países', a Ibira-Pitanga (nome que os tupi-guaranis
davam ao Pau Brasil), chegava a atingir 30 metros de altura e seu tronco
poderia chegar a um metro de diâmetro. Pois bem: nos primeiros 375 anos de
colonização, de 1500 até 1875, os portuguêses cortaram 70 milhões de
árvores, num total de 15 mil 555 por mês ou 518 por dia. 

Hoje o panorama pouco ou nada mudou. As madeireiras atacam indiscrimidamente
as florestas brasileiras com o objetivo de atender à demanda da construção
civil e das fábricas de móveis finos – Mogno e Jacarandá, por exemplo – sem
que os poucos fiscais do Ibama possam controlar o tráfego de caminhões
repletos de gigantescas toras que rodam pelas estradas do país. Nos últimos
tempos – os anúncios invadiram a Internet – surgiram construtoras vendendo
casas de madeira, pintadas ou envernizadas, principalmente para São Paulo,
Paraná e Santa Catarina. Mas não são casas populares – longe disso. São
verdadeiros palacetes, que alardeiam a vantagem da madeira sobre o tijolo,
principalmente porque podem ser desmontadas e transportadas. 

E é bom não esquecer as enormes queimadas provocadas por fazendeiros, que
precisam de espaço para o pasto do gado ou para plantações – e dos
disfarçados fornos de carvão vegetal, que têm compradores certos: a classe
baixa, sem recursos para comprar o carvão mineral. E para terminar os focos
de riquezas mineirais – pedras preciosas e metais – estão cada vez mais
presentes escondidos nas matas que já foram vírgens. 

E bota tempo nisso. 

Em poucas e resumidas palavras, as florestas brasileiras vão chegar ao fim,
em menos de 70 anos, ajudando em muito o já acelerado aquecimento global.
Coitados de nossos descendentes... 


 

<<attachment: n_tit10.jpg>>

<<attachment: icone_3.jpg>>

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