para quem adora esta politica economica de REAL supervalorizado a R$2 olha o preço que estamos pagando.... viramos um pais exportador para dar LCD e DVD de 1,99 ao povão.... isto num governo que tinha como meta de campanha criar 10 milhoes de empregos....
_____ Assunto: A desindustrialização em marcha 23/03/2007 A desindustrialização em marcha Coluna Econômica - 23/03/2007 A divulgação da nova metodologia do PIB (Produto Interno Bruto) trouxe surpresas desagradáveis. A principal é a comprovação da perda gradativa de participação no PIB da indústria de transformação aquela que gera mais emprego, mais crescimento, mais dinamismo em economias continentais, como a do Brasil. Pela metodologia anterior, a indústria de transformação teria 23% do PIB; pela nova, apenas 19,3% (dados de 2003). Pela antiga, a indústria geral teria 37,9%; pela nova, 30,3% (dados de 2005). Esse esvaziamento ocorreu ao longo de toda a década de 1990, mas começou a se aprofundar muito violentamente nos últimos meses, com a aceleração da substituição de importações em praticamente todas as categorias de uso dos bens industriais. *** No trabalho Importações, Câmbio e Indústria: A Marcha da Desindustrialização no Brasil, o IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) mostra, tomando-se por base janeiro de 2002, até praticamente janeiro de 2006 o crescimento das importações de bens de consumo duráveis acompanhava o crescimento da produção interna. Aí se desgarrou. No final de 2006, as importações estavam três vezes maiores que no início da série; e a produção apenas 1,5 vezes. O que significa que a maior parte do aumento de consumo acabou sendo suprida por importações. No caso dos não-duráveis, enquanto a produção ficou estagnada, as importações cresceram quase 50% nos últimos meses. Em muitos casos, as empresas trocaram sua própria produção por bens importados, como na cerâmica, eletroeletrônico. Continuaram mantendo mercado, mas criando buracos cada vez maiores na cadeia de fornecedores. *** De 2002 a 2006 a produção industrial ostentou índices de crescimento ínfimos. A exceção foi 2004, quando cresceu 8,5%, estimulada pela desvalorização cambial de 2002 e 2003. Depois, o crescimento caiu para 2,8% e 2,6% em 2005 e 2006. Nesse mesmo período, o crescimento do emprego patinou, oscilando pouco acima e pouco abaixo de zero. Já as importações aumentaram 27,4% em 2004, 17,6% em 2005 e 23.4% em 2006. *** Dois tipos de produtos passaram a entrar no Brasil. Um grupo, de produtos substituindo produção brasileira. Nesse caso, houve perda de produção e emprego na veia. Um segundo grupo é de produtos novos. Ao entrar, com preço muito barato em função do câmbio, desestimula investimentos na sua produção. *** Há duas maneiras de medir exportações e importações: pelo preço e pela quantidade. Quando se entra na quantidade, há um decréscimo das exportações brasileiras em todos os níveis, com exceção dos bens intermediários. Em bens de consumo durável a queda é de 7,3% (contra 73,5% de aumento nas importações); em não-durável, queda de 2,8% (alta de 14% nas importações); em intermediários, alta de 4,5% (de 15,5% nos importados) e em bens de capital, queda de 0,6% nas exportações (alta de 24% nas importações). Em 2006, o aumento das exportações dependeu fundamentalmente de matérias primas (20,7%), petróleo (18,4%), agricultura tropical (16,3%) e química (10,3%). *** O indicador mais grave é o que mede o valor agregado na indústria (isto é, quanto, do preço final do produto, é gerado internamente). Em 1996 era de 48%. Em 2004, caiu para 42,2%. O novo PIB 1 É bobagem achar que a nova forma de medição do PIB muda alguma coisa na realidade econômica. Mesmo revistos, os números de crescimento são medíocres nos últimos doze anos. O que chama atenção é o fato dos macro-economistas terem trabalhado esses anos todos produzindo análises em cima de uma base totalmente defasada. A matriz utilizada era de 1985, antes da abertura da economia e da privatização. O novo PIB 2 Do mesmo modo, é bobagem achar que a revisão do PIB foi manipulação do governo. A nova metodologia adotada é um aperfeiçoamento que será discutido em fóruns internacionais, para que haja uma uniformização de critérios entre todos os países. Seria impossível qualquer manipulação na metodologia, já que é um parâmetro a ser adotado por todas instituições globais. O único defeito foi ter vindo com tantos anos de atraso. Dívida com a União Provavelmente em menos de um mês estará pronto o pacote do Ministério da Fazenda visando simplificar a cobrança de dívida pela União. O pacote permitirá negociar com devedores sem condições de pagamento, descontar juros e multas das cobranças. O projeto facilitará a vida da União e dos devedores, mas deverá enfrentar grande resistência por parte dos advogados, que perderão um filão com essas ações. Insider Nas investigações sobre o vazamento de informações na venda da Petróleo Ipiranga, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) chegou a um fundo offsore sediado em Delaware (paraíso fiscal norte-americano). Depois do Caribe, é o local preferido dos grandes investidores brasileiros. O próprio ex-Presidente da CVM, Francisco Cantidiano, foi diretor de um fundo sediado naquele paraíso fiscal, de propriedade do Opportunity. Emenda 3 Está se chegando a um acordo sobre a Emenda 3 que permitia aos fiscais da Nova Receita autuarem empresas que tivessem contratos de Pessoa Jurídica com funcionários. As associações empresariais não queriam que o fiscal tivesse o poder de autuação. A Receita não queria perder impostos. O meio termo é o fiscal fazer a notificação, mas a autuação ser decidida pelo Delegado da Receita. Miguel Jorge A escolha de Miguel Jorge para Ministro do Desenvolvimento se deve à sua experiência com as Câmaras Setoriais no governo Collor na época, representando a Autolatina. Na qualidade de diretor de redação do Estadão nos anos 80, Miguel Jorge teve também estreito contato com os sindicalistas do ABC. Com ele, provavelmente o MDIC vai se voltar mais para dentro do que para o comércio exterior. "Todos os direitos reservados, sendo proibida a reprodução total ou parcial por meio impresso." Visite o BLOG <http://www.luisnassif.com.br> e confira outras crônicas 1. Para REMOVER da lista, <mailto:[EMAIL PROTECTED]> clique aqui. 2. Se recebeu cópia da crônica de terceiros e quer entrar na lista, <mailto:[EMAIL PROTECTED]> clique aqui.
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