O Globo, 25 Mar 2007, domingo (hoje).
At 11:51 25/3/2007, you wrote:
Oi Antonio Kleber
Dá o endereço onde foi publicado?
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Beijins
Fa
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"É pessimista quem usa calça com cinto e suspensório."
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akleber escreveu:
> tirando a velhinha de taubaté, o personagem do próprio autor, a
> única que acreditava no governo, e a senadora ideli, esta opinião está
> virando consenso
>
> doe SANGUE
> visite:
> _www.youtube.com/watch?v=JKz2pON5pI0_
>
<blocked::<outbind://122/www.youtube.com/watch?v=JKz2pON5pI0>outbind://122/www.youtube.com/watch?v=JKz2pON5pI0>
>
> Associação Thalamus (_www.thalamus.org.br_
> <blocked::outbind://122/www.thalamus.org.br>)
>
> *O tempo brasileiro*
> **
> *VERISSIMO*
>
> Collor corrigiu Marx: a história não se repete como farsa, se reinventa
> como farsa.
>
> No Brasil, o tempo é um revisor camarada.
>
> Cada nova versão da nossa história é mais benevolente do que a anterior.
> O tempo brasileiro é conciliador, não guarda rancor. Na verdade, não
> guarda nada. Quanto mais distante fica no tempo, menos conta o fato. O
> fato é neutralizado pelo tempo. Emasculado, como um gato.
>
> Quando finalmente desaparece por completo no grande sumidouro da memória
> nacional, pode ser recriado à vontade. O Collor decretou que sua
> deposição foi uma farsa. Ninguém o contradisse. Faz tanto tempo. Quem se
> anima a mergulhar no sumidouro para resgatar uma verdade hoje
> irrelevante? E, mesmo, o cara já não pagou pelo que fez (segundo ele,
> nada) com quinze anos de ostracismo? O tempo brasileiro, cedo ou tarde,
> inocenta todo mundo. É só esperar a sua vez.
>
> Essa garantia tácita de absolvição é um velho hábito do nosso
> patriciado. Nunca na história do país, mesmo com as oligarquias se
> entredevorando pelo poder e querendo a ruína do inimigo, alguém caiu
> totalmente em desgraça no Brasil. Desgraça profunda, irrecuperável, de
> se trancar no quarto e receber comida em marmita por uma portinhola,
> pelo resto da vida. O tempo brasileiro sempre assegurou a remissão.
>
> E aí estão vilões do passado represtigiados, corruptos repaginados,
> banidos reeleitos e ninguém envergonhado. Collor chegou à presidência
> como símbolo de combate à corrupção, saiu da presidência como símbolo da
> hipocrisia do poder e volta como símbolo da inconseqüência de tudo isto.
>
> O que só prova o que ele disse, se não a intenção do que disse. Tudo é
> uma farsa.
>
> É de ver se daqui a quinze anos (eu não vou mais estar aqui, mas podem
> me contar depois) Lula e os escândalos do seu governo terão a mesma
> deferência que o tempo brasileiro dá ao nosso patriciado.
>
> Acredito que sim. Se há uma coisa evidente nesse segundo mandato que
> começa é a disposição do Lula de se legitimizar como um membro confiável
> do clube que manda, com direito a todos os seus privilégios e regalias.
> Inclusive os do estatuto que trata do perdão implícito da História, não
> importa o que ele faça.
>
>
>
>
>
>
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