Eu entendo, Paulo. Mas o tratamento dado a grandes empresas é o mesmo dado ao governo. E qualquer empresa pública é obrigada a recorrer até a última instância. As propostas de acordo que recebi da Caixa foi quando o TST já havia se manifestado. Eles propuseram o pagamento de 80% do que era devido sendo que metade 5 dias após a homologação do juiz e metade seis meses depois. Eu não aceitei e nem aceito. Mesmo correndo o risco de perder a causa eu não faço acordo com pilantras. Outra artimanha usada é que também aconteceu comigo foi jogarem um dos processos para TSJ que após demorar quase um ano devolveu ao TST por se tratar de ação trabalhista. Tudo manobra para procrastinar a decisão tendo em vista que quanto mais tempo a empresa leva para pagar mais ela lucra. Só a Caixa, incluindo os recursos, tem contra ela cerca de 350 mil ações na justiça do trabalho. Os bancos são recordistas nestas ações. Quanto as leis protegerem o trabalhador, há grandes controvérsias e não existe unanimidade de opinião. Grande numero de juristas contesta. A CLT precisa de ajustes mas no meu entender no sentido de dar mais amparo e oferecer maiores vantagens aos empregados que são sobrecarregados de deveres e carentes de direitos. Aí não cabe misturar a discussão dos encargos serem altos ou não. Todos sabemos que eles são escorchantes. Mas isto é um outro problema. Vamos ter que discutir carga horária, direito de greve, tempo para aposentadoria, valor da aposentadoria, previdência oficial e privada....a coisa é quilométrica. E pode ter certeza que as minhas opiniões vão contra tudo que está por aí. E vou ser bombardeado pela maioria. Isto não me importa nem um pouco. Apenas para você ter uma idéia vou citar uma das modificações que eu vejo como necessárias nas leis trabalhistas: a carga horária semanal de 30 horas. Claro que quem quisesse poderia estendê-la desde que recebesse as horas extras. Você sabe que o empresariado vai querer me esganar. Posso reescrever toda a CLT sempre favorecendo o trabalhador em cada artigo, em cada parágrafo. É um direito meu pensar assim. Faço questão de frisar que temos opiniões bastante diversas mas sem que isso passe do campo das idéias. Nada contra você ou qualquer outra pessoa da lista ou não que discorde de mim.
Um abraço. Carlos Antônio. ----- Original Message ----- From: Paulo Lopes To: [email protected] Sent: Wednesday, April 11, 2007 3:18 PM Subject: Re: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Talvez não tenha sido claro. Muitas empresas evitam contratar por conta das leis trabalhistas, que são favoráveis aos empregados. Assim como os encargos, que são altos. É muito fácil falar que não são altos quando não é você que tem de pagar no fim do mês. Como te disse, empresas do governo podem postergar muita coisa na justiça. Meu pai está com dois casos abertos na justiça desde 1986. Ganhou em 2005 mas o governo recorreu. Fica na mesa do juiz pelo menos 1 ano parado. O detalhe é que o meu pai morreu em 2004 e talvez a minha mãe veja esse dinheiro. Com empresas privadas é tudo muito mais rápido. As pessoas que conheço que entraram na justiça não levaram nem 4 anos, algumas resolveram mais rápido. A justiça é uma para o governo e outra para a iniciativa provada. ccarloss <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: Paulo, Eu conheço a choradeira. Trabalhei em empresas privadas e a folha de pagamento com todos os encargos passavam pelas minhas mãos. São altos mas não é disso que estamos falando. É da justiça do trabalho. Há pouco postei algo sobre isto. Ela favorece os patrões sim. Sei que vai ser uma discussão sem fim mas eu não vou mudar o meu ponto de vista. Eu mesmo tenho agora 22 ações trabalhistas contra a Caixa Econômica e a FUNCEF. Bem já nem tantas pois duas já consegui receber depois de cinco anos de muita batalha. Das restantes, todas ganhas em primeira instância e algumas já em segunda, continuo na luta. A Caixa já me propôs acordos. Eu não faço. Quero cada centavo do que tenho direito mesmo correndo o risco de perder a ação na justiça. Mas entrei na briga e só saio dela no apito final. Eu não faço acordo com patrão. E fosse uma empresa privada eu agiria da mesma forma. Volto a tocar no ponto crucial e que já começa a desfavorecer o empregado. A lentidão com que tramitam os processos. Justiça trabalhista, e toda a justiça, teria que ser ágil e ser resolvida entre seis meses a um ano. Quanto mais demorada, mais o patrão lucra pois mesmo que perca e tenha que pagar com correção, o tempo em que o devido ficou em litígio, foi aplicado e sempre rendeu muito mais do que será pago se o empregador perder. Um abraço. Carlos Antônio. ----- Original Message ----- From: Paulo M.M. Lopes To: [email protected] Sent: Wednesday, April 11, 2007 5:33 AM Subject: Re: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Carlos, converse com alguém que tenha uma empresa. ----- Original Message ----- From: ccarloss To: [email protected] Sent: Wednesday, April 11, 2007 4:29 AM Subject: Re: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Embora tenhamos visões diferentes, tanto faz ser um grande ou pequeno empresário a justiça trabalhista é sempre morosa. Os processos se arrastam por anos e só aí o trabalhador já é prejudicado. Grandes corporações sempre levam vantagem. As leis no Brasil são interpretadas e não cumpridas. E infelizmente, com raríssimas exceções o judiciário apodreceu. Chegamos ao ponto que a questão é quanto custa interpretar uma lei. Sempre quem pode pagar é o patrão. E ainda assim não vejo favorecimento delas para os empregados mesmo que fossem cumpridas à risca. Carlos Antônio. ----- Original Message ----- From: Paulo M.M. Lopes To: [email protected] Sent: Wednesday, April 11, 2007 4:16 AM Subject: Re: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Eu disse, nas iniciativa privada, PRINCIPALMENTE nas pequenas empresas. Grandes corporações que podem pagar excelentes advogados e que tem bom trânsito no governo, podem conseguir isso. Mas a lei e os juízes do trabalho sào mais favoráveis ao trabalhador e não ao empregador. Converse com um empreendedor e pergunte quais sào as suas maiores dificuldades, os maiores receios. Lá no topo sào os encargos trabalhistas e as leis favoráveis ao empregado. Muitos empregadores fecham as empresas e abriram firmas pequenas para prestarem serviço a outras. ----- Original Message ----- From: ccarloss To: [email protected] Sent: Tuesday, April 10, 2007 5:30 PM Subject: Re: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Aí há uma mudança. E você disse: "nas pequenas empresas". Ainda assim há morosidade nos processos mas as decisões têm peso razoavelmente equivalente. Experimente ver com os grandes tubarões da iniciativa privada e você constatará que é o mesmo procedimento dado quando o governo é o patrão. Carlos Antônio. ----- Original Message ----- From: Paulo M.M. Lopes To: [email protected] Sent: Tuesday, April 10, 2007 3:31 PM Subject: Re: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Isso acontece quando o empregador é o governo. Na iniciativa privada, principalmente em pequenas emrpesas, isso não é bem assim. ----- Original Message ----- From: ccarloss To: [email protected] Sent: Tuesday, April 10, 2007 12:58 PM Subject: Re: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Basta um dos inúmeros fatos para mostrar que a Justiça (?) do Trabalho sempre FAVORECE o patrão. Mais de 90% das ações trabalhistas levam no mínimo 4 anos para que tenham a sentença definitiva. São engavetadas, empilhadas nas mesas do esquecimento e sempre que julgadas permitem recursos até a última instância, dando tempo aos empregadores e tirando dos empregados e levando-os ao desespero. Só é conivente com essa justiça (?) quem dela se beneficia. Carlos Antônio. ----- Original Message ----- From: Ex Die To: [email protected] Sent: Tuesday, April 10, 2007 12:12 PM Subject: RE: [gl-L] INJUSTIÇA DO TRABALHO - Enfim um título apropriado. Rubens A Justiça do Trabalho é parcial, sim... > Sempre A FAVOR do trabalhador, mesmo quando > ele nao tem a minima razao... Sempre à favor do trabalhador de "carteira assinada". O trabalhador que eventualmente ou permanentemete precisa contratar um trabalhador de "carteira assinada", esse NUNCA tem um julgamento imparcial. Mesmo completamente documentado, sempre tem de "pagar alguma coisa", como dizem os causídicos. Por isso é recomendável, como aconselham os mesmos causídicos, não se pagar todas as obrigações pois senão vão ser pagas duas vezes. E o círculo vicioso continua. []'s Ex-die --- Rubens <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > ... > | E que mentira é essa de que a Justiça do Trabalho > | defende quem trabalha? A Justiça do Trabalho > (hoje > | descaradamente Injustiça do Trabalho) é morosa, > | preguiçosa, parcial e empurra com a barriga todos > | os processos que lhe caem às mãos. > > > A Justiça do Trabalho é parcial, sim... > Sempre A FAVOR do trabalhador, mesmo quando > ele nao tem a minima razao... > > > [ ] Rubens > > > > > > > > > > > > > > . > > > > --- > > Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. > > Comentários: > www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages > > Newsletter: > www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages > > Yahoo! Groups Links > > > > > __________________________________________________ Fale com seus amigos de graça com o novo Yahoo! Messenger http://br.messenger.yahoo.com/ --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! 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