agora a briga é interna
para decidir quem vai ser o fornecedor deste reaparelhamento
o acordo já foi feito nos bastidores.... nada como sacudir a roseira.....

  _____  

De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de ccarloss
Enviada em: Sunday, April 15, 2007 4:44 PM
Para: [email protected]
Assunto: Re: [gl-L] ENC: Os problemas da Infraero - o governo PROBO




 
Os dez milhões de empregos que já eram fantasia durante a campanha viraram
pó há muito tempo. Para importadores pouco falta chegar lá. E vamos esperar
que a aeronáutica levante vôo e não se contente com as possíveis regalias
com que podem querer comprá-la.
 
Carlos Antônio.
 
 
----- Original Message ----- 
From: akleber <mailto:[EMAIL PROTECTED]>  
To: goldenlist-L@ <mailto:[email protected]> yahoogroups.com 
Sent: Sunday, April 15, 2007 4:20 PM
Subject: RES: [gl-L] ENC: Os problemas da Infraero - o governo PROBO

CC
 
já dizia o PSP, digo, Abraham Lincon, vc pode enganar as pessoas durante
certo tempo, mas nao pode enganar todos por todo tempo....
 
aguarde, a economia esta sentindo os efeitos, o milagre da multiplicação das
bolsas miseria nao vai ter sustentação no orçamento, etc e tal
ficam apenas os probos admistradores se fartando das tetas como vem fazendo
desde as capitanias hereditarias....
 
deixa a matuleia se encher de LCD's baratos.....até passarmos de PRODUTORES
para IMPORTADORES e os 10 milhoes de empregos prometidos virarem pó...
o MOLLUSCO bateu de frente com a aeronautica e agora vai ter que se explicar
ou no minimo ceder a umas regalias....
 
como dizia meu idolo e ministro DELFIM NETO: dividir o bolo.....
 
eu, como certo engenheiro calculista morador de ipanema, vivemos à larga,no
bolsão de desenvolvimento, aquela faixa de areia chamda ORLA do RJ, a prova
de chuvas, balas perdidas e eventuais maremotos economicos, não temos o que
reclamar, alias acabo de abrir uma outra empresa www.charnwood.
<http://www.charnwood.com.br> com.br para atender um generoso contratinho
que vai financiar a minha seita totalmente dedicada ao ATOISMO no proximo
periodo de dois anos
 
plus que ça change, plus çe la meme merde

  _____  

De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de ccarloss
Enviada em: Sunday, April 15, 2007 3:52 PM
Para: [email protected]
Assunto: Re: [gl-L] ENC: Os problemas da Infraero - o governo PROBO




E a popularidade e confiabilidade no cabeça chata de língua presa continuam
em alta. Surrealismo é isso.
 
Carlos Antônio.
 
 
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Sent: Sunday, April 15, 2007 9:59 AM
Subject: [gl-L] ENC: Os problemas da Infraero - o governo PROBO

Porque o Governo não quer a CPI do apagão aéreo.

Revista ISTO É

AVIAÇÃO 
Por dentro da caixa-preta da Infraero 
Como os Correios, a empresa foi loteada entre o PT e o PTB e as falcatruas
já descobertas somam R$ 3 bi apenas em oito aeroportos


 
Por HUGO MARQUES e HUGO STUDART

Um edifício em forma de caixote na zona central de Brasília de repente virou
foco de atenções da República. Ali funciona a sede da Empresa Brasileira de
Infra-estrutura Aeroportuária, Infraero, estatal que administra os 67
aeroportos brasileiros. 

De uns dias para cá, os funcionários da Infraero, outrora pacatos como
servidores públicos, entraram em stress. Isso porque perto dali, no
Congresso Nacional, os partidos de oposição resolveram lutar para criar uma
nova Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do Apagão Aéreo. 

O alvo visado, curiosamente, não eram os controladores de vôo, principais
responsáveis pelo caos nos aeroportos, nem as companhias aéreas. Mas a
Infraero. O plano, cantado em verso e prosa pela oposição, era usar o apagão
como desculpa para devassar as atividades da estatal e acusar o governo Lula
em novas denúncias de corrupção. 

Do Palácio do Planalto chegou a ordem de não permitir, em hipótese alguma,
que a Infraero fosse investigada. Na noite da quarta-feira 21 o Planalto
reuniu sua base parlamentar e deu uma surra na oposição, engavetando a CPI. 
O caso agora será decidido pelo Supremo Tribunal Federal.

 Mas o que, afinal, essa estatal tem tanto a esconder?


A empresa é investigada, simultaneamente, e por diferentes razões, pelo
Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União e pelo
Ministério Público Federal. 

Só no TCU, há 92 processos graves em curso. Somente nas obras de oito
aeroportos, incluindo Congonhas e Guarulhos, que juntas somam R$ 3 bilhões,
foram encontrados fortes indícios de superfaturamentos, pagamentos ilegais,
licitações dirigidas – e toda sorte de desrespeito à Lei das Licitações. 

O maior volume de irregularidades ocorreu na gestão do deputado federal
Carlos Wilson, do PT, que foi presidente da Infraero entre 2003 e 2006. 

"O presidente Lula me mandou investir na modernização dos aeroportos",
lembrou Carlos Wilson a ISTOÉ. "Não estou dizendo que pode não ter
acontecido algo irregular." 

Os documentos levantados por ISTOÉ apontam que os personagens envolvidos nos
esquemas têm, quase todos, ligações diretas com o PT e o PTB do deputado
Roberto Jefferson. 

No início do governo Lula, essas legendas lotearam, meio a meio, duas
estatais. Uma foi os Correios – estopim do escândalo do mensalão. A outra
foi a Infraero. 
"A sistemática usada nos contratos ilegais da Infraero é igual à que foi
usada pelos Correios para financiar o mensalão", afirma o deputado Onyx
Lorenzoni, líder do PFL. 
"É muita coincidência."


As maiores irregularidades estão concentradas em São Paulo, onde há três
grandes aeroportos em ampliação – Guarulhos, Congonhas e Viracopos. 

A obra mais vultosa é a reforma de Guarulhos, R$ 2 bilhões. Segundo
relatório do TCU, as obras estão com "sobrelevação de preços, os quais, em
comparações procedidas, apresentam variações para mais em relação ao
referencial determinado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias" .

Isso significa que o TCU descobriu um superfaturamento descarado no valor
total da obra. 
Outro problema levantado pelos auditores é que uma das construtoras
beneficiadas, a Serveng, estava impedida de firmar contratos com o governo
"em face de restrições junto à Fazenda Nacional". 

A Infraero passou por cima desse detalhe. Em Congonhas, onde os
investimentos são de R$ 150 milhões, o TCU aponta a compra de equipamentos
superfaturados, vícios de licitação e subcontratação ilegal de serviços.  O
caso mais flagrante é o da compra dos fingers, aqueles corredores suspensos
que ligam os portões de embarque aos aviões. A Infraero, que ainda não
terminou a obra, paga R$ 2,2 milhões por unidade.  Os analistas do TCU
acharam muito. Então orçaram o equipamento no mercado e descobriram que
podem ser comprados por R$ 630 mil cada um – quase quatro vezes menos. 
O relatório foi enviado para julgamento dos ministros do TCU e,
simultaneamente, para o Ministério Público de São Paulo, para que haja
punição criminal aos responsáveis pela fraude.  "Valeu a pena os fingers
custarem um pouco mais", procura defender-se Carlos Wilson. "Se não
estivessem instalados, o apagão aéreo teria sido pior." 

Pagamento ilegal 

Quando estourou o apagão aéreo, em fins do ano passado, o ministro Waldir
Pires, da Defesa, mandou a Controladoria Geral da União passar o pente-fino
na Infraero. Foi, então, encontrado um contrato de R$ 26,8 milhões, sem
licitação, firmado entre a Infraero e a FS3 Comunicação. 

A empresa, criada quatro meses antes de assinar o contrato, foi convocada
pelo ex-diretor comercial da Infraero Fernando Brendaglia para gerenciar a
comercialização de publicidade em aeroportos. O caso gerou ação popular na
Justiça Federal de Brasília, movida por um empresário que se sentiu lesado. 

 Na semana passada, ISTOÉ teve acesso a um documento interno da Infraero,
assinado pelo gerente de tesouraria, Juvêncio Gomes da Silva, apontando
"pagamento irregular" de R$ 5 milhões à FS3. "Solicitamos providências junto
ao fornecedor para a regularização de pendências", escreve o tesoureiro à
Superintendência Comercial. 

Outra maracutaia envolve a compra de 79 ônibus para carregar os passageiros
nos pátios dos aeroportos, por ordem do brigadeiro José Carlos Pereira,
atual presidente da estatal. 

O edital da Infraero sugere o valor de R$ 49,8 milhões como referencial para
a operação . O pregão eletrônico estava marcado para o dia 22 de dezembro
passado. Mas o Conselho de Administração achou tudo estranho e, antes do ato
consumado, mandou que a direção da empresa justificasse a necessidade da
compra. O pregão foi remarcado para 5 de fevereiro. Deu errado de novo.
Desta vez, uma empresa que não estava entre os fornecedores tradicionais da
Infraero, a Busscar, de Joinville (SC), ofereceu os 79 ônibus por R$ 28
milhões, quase metade do preço apontado pela Infraero. A licitação está
suspensa. O brigadeiro Pereira não decidiu se compra da Busscar ou se anula
a licitação.


No começo do governo Lula, Carlos Wilson desembarcou na Infraero com a
missão de reformar 65 aeroportos com velocidade de jato. Recebeu R$ 2,8
bilhões só para investimentos. Recebeu também a ordem do presidente Lula de
lotear a estatal entre PT e PTB. A diretora de Engenharia, Eleuza Therezinha
Lores, foi indicação do deputado Luiz Antônio Fleury Filho, do PTB paulista.
Quase todas as falcatruas com obras passaram por ela. A diretoria comercial
foi para Brendaglia (o da FS3), cota pessoal de Wilson. A financeira foi
entregue a Adenauer Nunes, cota de Roberto Jefferson (ele foi demitido pelo
Conselho por causa de contratos irregulares). A diretoria administrativa foi
entregue a Adelmar Sabino, afilhado do senador Romeu Tuma, do PFL paulista.
Sabino e Nunes foram os responsáveis pela maior parte das licitações agora
sob investigação. 

Esquema mantido 

Nos Estados, também houve aparelhamento. A Superintendência de São Paulo foi
para Miguel Choueri, cota do prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, do PT. A
superintendência do Leste (MG, RJ e ES) foi para Juarez Furtado, da
confiança de Jefferson. No Paraná, quem indicou os nomes do segundo escalão
foi o deputado Íris Simões, sanguessuga do PTB. 


Quando o brigadeiro Pereira chegou, recebeu ordens de cima para manter todo
esse esquema. Estão quase todos em seus postos. Por conta das investigações
em Congonhas, a Justiça Federal já quebrou o sigilo bancário e fiscal de
Carlos Wilson, da engenheira Eleuza e da assessora jurídica Josefina Pinha.
Também existe uma apuração da CGU sobre a evolução patrimonial dos diretores
da Infraero. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão
do Ministério da Fazenda que investiga lavagem de dinheiro, já enviou à CGU
relatórios sobre as movimentações atípicas de cada um. 

O caso mais complicado seria de Eleuza. De 2005 para cá, o patrimônio de
Eleuza realmente cresceu. Ela e o marido, ex-militar, hoje piloto da Gol,
compraram um flat em frente ao Aeroporto de Congonhas e construíram uma casa
no Setor de Mansões Park Way, em Brasília. Ela diz que não há nada de
irregular. "Está tudo declarado no meu Imposto de Renda", afirma. Na casa,
ela gastou pelo menos R$ 500 mil nos últimos dois anos, conforme ela própria
estima. Eleuza, que ganha R$ 13 mil líquidos por mês, dirige um Mercedes. "É
tudo compatível", defende-se. O Ministério Público também a investiga por
ter encontrado indícios de favorecimento a um grupo seleto de empresas, como
a Planoway e a Planorcon, subcontratadas pelos consórcios que fazem hoje
algumas das principais obras em aeroportos do País. A Planoway, por exemplo,
é de propriedade de ex-dirigentes da Infraero. Um dos sócios, o brigadeiro
da reserva Theodósio Pereira da Silva, foi presidente da estatal entre 1990
e 1992, no governo Collor. 

Quanto à suspeita de que empreiteiras contratadas pela Infraero poderiam
estar engordando o caixa 2 de partidos aliados do governo, Eleuza diz o
seguinte: "Nossas obras são todas com preço justo e dentro dos nossos
contratos não tem doação nenhuma." Por dentro, nem poderia haver. E por
fora? "Por fora eu não sei", afirma. 

Colaborou Rodrigo Rangel 

 

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