Algumas coisinhas mais da Infraero.

Carlos Antônio.


A Polícia Federal no Paraná investiga a existência de um esquema de propina, um 
verdadeiro "mensalão", que seria pago a diretores da Infraero por empresas que 
exploram publicidade e executam obras nos aeroportos do País, segundo revelou a 
revista IstoÉ na edição desta semana. 
O "mensalão", segundo a revista, envolve amigo pessoal do presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva no Paraná Walter Sâmara e uma secretária do presidente. A 
reportagem da revista se baseia em declarações e documentos da empresária 
Sílvia Pfeiffer entregues à PF. 

A Infraero, porém, rebateu as denúncias por meio de uma nota oficial divulgada 
em seu site. "Manifestamos nossa expectativa de que todas as informações que 
estimularam a onda de denúncias sobre nossa empresa sejam esclarecidas pelas 
instâncias competentes, no sentido da reposição ampla da verdade dos fatos, 
deixando claro que a Infraero vem sendo submetida ao jugo da manipulação de 
viés político ou econômico que visa abalar um patrimônio do povo brasileiro 
para a satisfação de interesses possivelmente inconfessáveis", diz o comunicado 
datado de sexta-feira, 13, e assinado pela diretoria executiva da instituição. 

A empresa, que é vinculada ao Ministério da Defesa e responsável pelo 
gerenciamento da operações aéreas no País, diz também na nota oficial que suas 
atividades são amplamente fiscalizadas por dez instâncias, incluindo o Tribunal 
de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério 
Público, além de uma auditoria interna independente à diretoria executiva. 

"Todos esses órgãos desempenham suas funções com toda a liberdade no âmbito da 
instituição", diz o comunicado. "Em nenhum desses órgãos há, sobre quaisquer 
dos assuntos levados ao noticiário, condenação de qualquer espécie contra a 
instituição ou seus dirigentes, estando todas as auditorias e sindicâncias em 
fase preliminar, cabendo ainda ampla defesa sobre possíveis falhas apontadas", 
finaliza. 

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