Bingo se esse apoio é por acreditar mesmo que o mentecapto-mor é capaz de 
governar alguma coisa. Ele não administra nem galinheiro.
Mas há que se considerar mais algumas hipóteses: pesquisas encomendadas e 
direcionadas para apresentar os resultados divulgados. Interesse ou vantagem de 
quem respondeu levando para isso uma "bolsa multi-uso" com a qual o governo 
comprou o segundo mandato e tem conseguido aprovar as suas estúpidas decisões - 
já que não tem programas - e impedir as investigações nas mutretas que faz.

Carlos Antônio.



----- Original Message ----- 
From: Antonio Bellucci 
To: [email protected] 
Sent: Sunday, April 15, 2007 7:20 PM
Subject: Re: [gl-L] ENC: Os problemas da Infraero - o governo PROBO


Estava eu a falar com Ex Die a respeito disso.
A duvida era, o eleteitor é otário ou estúpido?

Mas eu tô começando a acreditar que o melhor adjetivo é: mentecapto


  ----- Original Message ----- 
  From: ccarloss 
  To: [email protected] 
  Sent: Sunday, April 15, 2007 3:51 PM
  Subject: Re: [gl-L] ENC: Os problemas da Infraero - o governo PROBO



  E a popularidade e confiabilidade no cabeça chata de língua presa continuam 
em alta. Surrealismo é isso.

  Carlos Antônio.


  ----- Original Message ----- 
  From: akleber 
  To: [EMAIL PROTECTED] ; [email protected] ; [EMAIL PROTECTED] ; 
[EMAIL PROTECTED] 
  Sent: Sunday, April 15, 2007 9:59 AM
  Subject: [gl-L] ENC: Os problemas da Infraero - o governo PROBO


  Porque o Governo não quer a CPI do apagão aéreo.


  Revista ISTO É


  AVIAÇÃO 
  Por dentro da caixa-preta da Infraero 
  Como os Correios, a empresa foi loteada entre o PT e o PTB e as falcatruas já 
descobertas somam R$ 3 bi apenas em oito aeroportos


   
  Por HUGO MARQUES e HUGO STUDART



  Um edifício em forma de caixote na zona central de Brasília de repente virou 
foco de atenções da República. Ali funciona a sede da Empresa Brasileira de 
Infra-estrutura Aeroportuária, Infraero, estatal que administra os 67 
aeroportos brasileiros. 


  De uns dias para cá, os funcionários da Infraero, outrora pacatos como 
servidores públicos, entraram em stress. Isso porque perto dali, no Congresso 
Nacional, os partidos de oposição resolveram lutar para criar uma nova Comissão 
Parlamentar de Inquérito, a CPI do Apagão Aéreo. 


  O alvo visado, curiosamente, não eram os controladores de vôo, principais 
responsáveis pelo caos nos aeroportos, nem as companhias aéreas. Mas a 
Infraero. O plano, cantado em verso e prosa pela oposição, era usar o apagão 
como desculpa para devassar as atividades da estatal e acusar o governo Lula em 
novas denúncias de corrupção. 


  Do Palácio do Planalto chegou a ordem de não permitir, em hipótese alguma, 
que a Infraero fosse investigada. Na noite da quarta-feira 21 o Planalto reuniu 
sua base parlamentar e deu uma surra na oposição, engavetando a CPI. 
  O caso agora será decidido pelo Supremo Tribunal Federal.


   Mas o que, afinal, essa estatal tem tanto a esconder?


  A empresa é investigada, simultaneamente, e por diferentes razões, pelo 
Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União e pelo 
Ministério Público Federal. 


  Só no TCU, há 92 processos graves em curso. Somente nas obras de oito 
aeroportos, incluindo Congonhas e Guarulhos, que juntas somam R$ 3 bilhões, 
foram encontrados fortes indícios de superfaturamentos, pagamentos ilegais, 
licitações dirigidas - e toda sorte de desrespeito à Lei das Licitações. 


  O maior volume de irregularidades ocorreu na gestão do deputado federal 
Carlos Wilson, do PT, que foi presidente da Infraero entre 2003 e 2006. 


  "O presidente Lula me mandou investir na modernização dos aeroportos", 
lembrou Carlos Wilson a ISTOÉ. "Não estou dizendo que pode não ter acontecido 
algo irregular." 


  Os documentos levantados por ISTOÉ apontam que os personagens envolvidos nos 
esquemas têm, quase todos, ligações diretas com o PT e o PTB do deputado 
Roberto Jefferson. 


  No início do governo Lula, essas legendas lotearam, meio a meio, duas 
estatais. Uma foi os Correios - estopim do escândalo do mensalão. A outra foi a 
Infraero. 
  "A sistemática usada nos contratos ilegais da Infraero é igual à que foi 
usada pelos Correios para financiar o mensalão", afirma o deputado Onyx 
Lorenzoni, líder do PFL. 
  "É muita coincidência."


  As maiores irregularidades estão concentradas em São Paulo, onde há três 
grandes aeroportos em ampliação - Guarulhos, Congonhas e Viracopos. 


  A obra mais vultosa é a reforma de Guarulhos, R$ 2 bilhões. Segundo relatório 
do TCU, as obras estão com "sobrelevação de preços, os quais, em comparações 
procedidas, apresentam variações para mais em relação ao referencial 
determinado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias" .


  Isso significa que o TCU descobriu um superfaturamento descarado no valor 
total da obra. 
  Outro problema levantado pelos auditores é que uma das construtoras 
beneficiadas, a Serveng, estava impedida de firmar contratos com o governo "em 
face de restrições junto à Fazenda Nacional". 


  A Infraero passou por cima desse detalhe. Em Congonhas, onde os investimentos 
são de R$ 150 milhões, o TCU aponta a compra de equipamentos superfaturados, 
vícios de licitação e subcontratação ilegal de serviços.  O caso mais flagrante 
é o da compra dos fingers, aqueles corredores suspensos que ligam os portões de 
embarque aos aviões. A Infraero, que ainda não terminou a obra, paga R$ 2,2 
milhões por unidade.  Os analistas do TCU acharam muito. Então orçaram o 
equipamento no mercado e descobriram que podem ser comprados por R$ 630 mil 
cada um - quase quatro vezes menos. 
  O relatório foi enviado para julgamento dos ministros do TCU e, 
simultaneamente, para o Ministério Público de São Paulo, para que haja punição 
criminal aos responsáveis pela fraude.  "Valeu a pena os fingers custarem um 
pouco mais", procura defender-se Carlos Wilson. "Se não estivessem instalados, 
o apagão aéreo teria sido pior." 


  Pagamento ilegal 


  Quando estourou o apagão aéreo, em fins do ano passado, o ministro Waldir 
Pires, da Defesa, mandou a Controladoria Geral da União passar o pente-fino na 
Infraero. Foi, então, encontrado um contrato de R$ 26,8 milhões, sem licitação, 
firmado entre a Infraero e a FS3 Comunicação. 


  A empresa, criada quatro meses antes de assinar o contrato, foi convocada 
pelo ex-diretor comercial da Infraero Fernando Brendaglia para gerenciar a 
comercialização de publicidade em aeroportos. O caso gerou ação popular na 
Justiça Federal de Brasília, movida por um empresário que se sentiu lesado. 


   Na semana passada, ISTOÉ teve acesso a um documento interno da Infraero, 
assinado pelo gerente de tesouraria, Juvêncio Gomes da Silva, apontando 
"pagamento irregular" de R$ 5 milhões à FS3. "Solicitamos providências junto ao 
fornecedor para a regularização de pendências", escreve o tesoureiro à 
Superintendência Comercial. 


  Outra maracutaia envolve a compra de 79 ônibus para carregar os passageiros 
nos pátios dos aeroportos, por ordem do brigadeiro José Carlos Pereira, atual 
presidente da estatal. 


  O edital da Infraero sugere o valor de R$ 49,8 milhões como referencial para 
a operação . O pregão eletrônico estava marcado para o dia 22 de dezembro 
passado. Mas o Conselho de Administração achou tudo estranho e, antes do ato 
consumado, mandou que a direção da empresa justificasse a necessidade da 
compra. O pregão foi remarcado para 5 de fevereiro. Deu errado de novo. Desta 
vez, uma empresa que não estava entre os fornecedores tradicionais da Infraero, 
a Busscar, de Joinville (SC), ofereceu os 79 ônibus por R$ 28 milhões, quase 
metade do preço apontado pela Infraero. A licitação está suspensa. O brigadeiro 
Pereira não decidiu se compra da Busscar ou se anula a licitação.



  No começo do governo Lula, Carlos Wilson desembarcou na Infraero com a missão 
de reformar 65 aeroportos com velocidade de jato. Recebeu R$ 2,8 bilhões só 
para investimentos. Recebeu também a ordem do presidente Lula de lotear a 
estatal entre PT e PTB. A diretora de Engenharia, Eleuza Therezinha Lores, foi 
indicação do deputado Luiz Antônio Fleury Filho, do PTB paulista. Quase todas 
as falcatruas com obras passaram por ela. A diretoria comercial foi para 
Brendaglia (o da FS3), cota pessoal de Wilson. A financeira foi entregue a 
Adenauer Nunes, cota de Roberto Jefferson (ele foi demitido pelo Conselho por 
causa de contratos irregulares). A diretoria administrativa foi entregue a 
Adelmar Sabino, afilhado do senador Romeu Tuma, do PFL paulista. Sabino e Nunes 
foram os responsáveis pela maior parte das licitações agora sob investigação. 


  Esquema mantido 


  Nos Estados, também houve aparelhamento. A Superintendência de São Paulo foi 
para Miguel Choueri, cota do prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, do PT. A 
superintendência do Leste (MG, RJ e ES) foi para Juarez Furtado, da confiança 
de Jefferson. No Paraná, quem indicou os nomes do segundo escalão foi o 
deputado Íris Simões, sanguessuga do PTB. 



  Quando o brigadeiro Pereira chegou, recebeu ordens de cima para manter todo 
esse esquema. Estão quase todos em seus postos. Por conta das investigações em 
Congonhas, a Justiça Federal já quebrou o sigilo bancário e fiscal de Carlos 
Wilson, da engenheira Eleuza e da assessora jurídica Josefina Pinha. Também 
existe uma apuração da CGU sobre a evolução patrimonial dos diretores da 
Infraero. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do 
Ministério da Fazenda que investiga lavagem de dinheiro, já enviou à CGU 
relatórios sobre as movimentações atípicas de cada um. 


  O caso mais complicado seria de Eleuza. De 2005 para cá, o patrimônio de 
Eleuza realmente cresceu. Ela e o marido, ex-militar, hoje piloto da Gol, 
compraram um flat em frente ao Aeroporto de Congonhas e construíram uma casa no 
Setor de Mansões Park Way, em Brasília. Ela diz que não há nada de irregular. 
"Está tudo declarado no meu Imposto de Renda", afirma. Na casa, ela gastou pelo 
menos R$ 500 mil nos últimos dois anos, conforme ela própria estima. Eleuza, 
que ganha R$ 13 mil líquidos por mês, dirige um Mercedes. "É tudo compatível", 
defende-se. O Ministério Público também a investiga por ter encontrado indícios 
de favorecimento a um grupo seleto de empresas, como a Planoway e a Planorcon, 
subcontratadas pelos consórcios que fazem hoje algumas das principais obras em 
aeroportos do País. A Planoway, por exemplo, é de propriedade de ex-dirigentes 
da Infraero. Um dos sócios, o brigadeiro da reserva Theodósio Pereira da Silva, 
foi presidente da estatal entre 1990 e 1992, no governo Collor. 


  Quanto à suspeita de que empreiteiras contratadas pela Infraero poderiam 
estar engordando o caixa 2 de partidos aliados do governo, Eleuza diz o 
seguinte: "Nossas obras são todas com preço justo e dentro dos nossos contratos 
não tem doação nenhuma." Por dentro, nem poderia haver. E por fora? "Por fora 
eu não sei", afirma. 


  Colaborou Rodrigo Rangel 


 

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