HUMANIDADE OU BARBARIDADE? (Lauro António)  
      Eis uma demonstração de Humanidade no Curdistão, 
  em vingança religiosa, que mete um pouco de tudo, 
  mas sobretudo é uma demonstração de absurda desumanidade.
  Como é possível que isto aconteça no Iraque, 
  ou noutro pais qualquer do mundo.
  Como se pode matar à pedrada uma rapariga de 17 anos, 
  só porque gosta de um rapaz de outra religião?
  Esta monstruosidade não pode ficar calada. 
  Não se pode dormir o sono dos justos se nada se fizer. 
  
  O Público deu a conhecer.

  

  

  
  

  
  
  Aqui fica o texto com a devina vénia:
  
  Apedrejamento de curda filmado com telemóvel e divulgado na Net
14.05.2007
  por João Pedro Pereira
  
Adolescente de uma minoria religiosa mantinha relação com jovem muçulmano; 
multidão assistiu e gravou o crime em que participaram familiares da rapariga

Uma jovem curda, de 17 anos, foi apedrejada até à morte por querer casar-se com 
um homem de religião diferente. O incidente deu-se a 7 Abril, nos arredores de 
Mossul, no Norte do Iraque. O caso, contudo, só teve eco na comunidade 
internacional depois de vídeos do espancamento e apedrejamento, filmados com 
telemóveis, terem sido colocados na Internet.
Os seis pequenos vídeos, de baixa qualidade e muito violentos, foram postos 
on-line, no início deste mês, no conhecido YouTube. Acabaram por ser retirados 
pelos administradores do site, mas estão já disponíveis noutros locais.
As imagens mostram uma rapariga deitada no chão, semidespida e rodeada por uma 
multidão de várias dezenas de homens. A jovem é pontapeada e várias pedras e um 
bloco de cimento são-lhe atirados à cabeça. Muitos homens estão a fotografar e 
a filmar com telemóveis.
Um dos vídeos mostra mesmo dois polícias (perto da zona das agressões e 
aparentemente indiferentes aos acontecimentos), que parecem ser chamados a 
intervir. A imprensa local indica que o episódio durou meia hora. Mais tarde, o 
Exército iraquiano acabou por tomar conta do local.
Dua Khalil Aswad pertencia à religião Yezidi, que é uma mistura de Islão, 
judaísmo e cristianismo, bem como algumas crenças gnósticas e do zoroastrismo. 
Falam curdo e não são mais que 600 mil pessoas, concentradas a norte e oriente 
da cidade de Mosul, no Iraque, e muitas vezes a comunidade teve de enfrentar 
perseguições por motivos religiosos - chamam-lhes "adoradores do Diabo".
Mas Dua Khalil Aswad mantinha um relacionamento e pretendia casar-se com um 
sunita muçulmano. A família da jovem opôs-se ao casamento e esta fugiu de casa. 
Esteve escondida durante quatro meses em casa de um líder religioso muçulmano.
Alguns relatos apontam que Aswad já se teria convertido ao Islão. A conversão 
foi negada pelas autoridades do Curdistão, que explicaram que o apedrejamento 
se tratou de vingar o que foi considerado pela família como uma desonra.
Os familiares da jovem tinham-na recentemente persuadido a regressar a casa, 
convencendo-a de que teria sido perdoada. Entre os responsáveis pelo 
apedrejamento - uma multidão com cerca de 2000 pessoas - estavam, pelo menos, 
os irmãos e dois tios da vítima. Muitas das pessoas que assistiam tinham 
telemóvel, e há múltiplos vídeos do acontecimento.
O Governo regional do Curdistão emitiu a 1 de Maio, poucos dias após uma 
manifestação de mulheres curdas na cidade de Erbil, um comunicado em que 
condena o assassinato de Dua Khalil Aswad. O comunicado sublinha que a lei 
iraquiana pune os chamados "crimes de honra" e que vários homens estão a 
aguardar julgamento por casos semelhantes. Pede ainda que o sistema judicial 
iraquiano puna os responsáveis pelo assassinato.
As autoridades dizem que foram presas duas pessoas por causa do apedrejamento, 
mas que outras quatro fugiram. A divulgação dos vídeos na Internet suscitou 
também reacções por parte da imprensa internacional e de vários grupos de 
defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.
A directora da secção portuguesa da Amnistia Internacional, Cláudia Pedra, 
observa que este tipo de violência é muito comum na região, mas muitos casos 
não chegam a ser conhecidos, porque são normalmente levados a cabo pelas 
famílias, "de forma encapotada". Mas este é o primeiro caso de que Cláudia 
Pedra tem conhecimento a ser filmado e depois colocado na Internet. 
  
  Os videos foram retitrados do You Tube, mas existem 6 videos aqui:
  http://www.aina.org/news/20070425181603.htm
  É PRECISO VER.
  Aqui veja reacções internacionais: 
  http://www.petitiononline.com/kurdish/petition.html
  
  assine uma petição contra a barbárie:
  http://www.petitiononline.com/kurdish/petition-sign.html 



 

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