Aí está a CPMF do pulha FH, que o PT e Lula combateram durante todo o governo 
anterior e que agora estão vendendo a família pra manter permanente.

Carlos Antônio.

Fonte: Informativo OAB
http://www.oab.org.br:80/noticia.asp?id=10710



      Conselho Federal da OAB condena CPMF e a ”voracidade fiscal” 
      Brasília, 07/08/2007 – O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil condenou hoje (07) veementemente a proposta de prorrogação da CPMF que o 
governo tenta aprovar no Congresso Nacional, salientando que a sociedade 
brasileira, “combalida pela voracidade fiscal de sucessivos governos, não 
suporta mais impostos”. Em nota assinada por seu presidente, Cezar Britto, a 
entidade destaca que a sociedade tolerou até hoje a CPMF, que tinha caráter 
provisório, achando que ela melhoraria a estrutura da saúde no País.”Mas nem a 
saúde beneficia-se de sua arrecadação, nem a provisoriedade está sendo acatada 
pelo Estado, que quer torná-la permanente”, sustenta. 

      A seguir, a íntegra da nota emitida pelo Conselho Federal da OAB:

      "O Conselho Federal da OAB condena veementemente a tentativa de 
prorrogação da CPMF, expediente tributário que, por desvio de finalidade, há 
muito perdeu sua razão de ser. 

      Criado a pretexto de reforçar o caixa da saúde pública, tem sido 
utilizado de maneira diversa, destinado em regra para pagamento de juros ao 
sistema financeiro.

      A CPMF é imposto iníquo, cumulativo, condenado tecnicamente pelos 
tributaristas. Onera a produção, incidindo no custo final dos produtos, 
penalizando duplamente o consumidor.

      Prorrogá-lo é nova quebra de compromisso com a sociedade, que o tolerou 
em caráter provisório, tendo em vista a alegada necessidade imperiosa de 
melhorar a estrutura da saúde pública no país. Mas nem a saúde pública 
beneficia-se de sua arrecadação, nem sua provisoriedade está sendo acatada pelo 
Estado, que quer torná-lo permanente. 

      A sociedade brasileira, combalida pela voracidade fiscal de sucessivos 
governos, não suporta novos impostos. 

      Anseia, isto sim, que a alentada carga fiscal que já lhe pesa sobre os 
ombros produza retorno social mais consistente, à altura do sacrifício que lhe 
impõe."

      CEZAR BRITTO
      PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DA OAB  

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