Eles não estavam de acordo com a missão, visão, valores e objetivos do sistema...
----- Original Message ----- From: Julio Arruda To: [email protected] Sent: Thursday, November 15, 2007 9:28 PM Subject: Re: [gl-L] Fwd: [Acropolis_] Ipea "expurga" economistas divergentes Em novilingua, eles foram apagados.. AKA wrote: > e viva a democracia PTista > > ---------- Forwarded message ---------- > > A reportagem original da Folha > > Ipea "expurga" economistas divergentes > > Quatro pesquisadores independentes e considerados não alinhados ao > atual pensamento econômico do governo foram afastados nesta semana do > Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no Rio, pela nova > direção do instituto, vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos, > comandado por Roberto Mangabeira Unger. São eles: Fabio Giambiagi, > Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli. Os dois primeiros, > que estavam cedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento > Econômico e Social), foram informados de que seus convênios não seriam > renovados no vencimento, em dezembro. Já para os outros dois, que > estão no Ipea há 40 anos e faziam trabalhos regulares para o > instituto, a alegação foi a de que eles já estavam aposentados. > > Procurados pela Folha, por meio de suas assessoria de imprensa, os > economistas Marcio Pochmann, presidente do Ipea, e João Sicsú, diretor > de Estudos Macroeconômicos do órgão, considerada a mais importante > posição do instituto, e que fica instalada no Rio, não se > pronunciaram. A assessoria da Ipea confirmou a saída dos quatro > pesquisadores, mas deu motivos diferentes dos que foram apurados pela > Folha. De acordo com a versão oficial, Giambiagi e Tourinho teriam > pedido para voltar para o BNDES, e, em relação aos outros dois, o Ipea > informou que apenas estariam aposentados. > > Segundo a Folha apurou, no entanto, Giambiagi e Tourinho teriam sido > informados ou por Sicsú ou por seu assessor Renault Michel de que seus > convênios com o BNDES não seriam renovados. Os dois já estavam cedidos > ao Ipea pelo BNDES há vários anos. Já Bonelli e Rezende, especialistas > respectivamente em indústria e agricultura, foram convidados a deixar > as salas que ocupavam no Ipea por já estarem aposentados. No governo > Fernando Henrique Cardoso, Bonelli ocupou uma diretoria do BNDES, e > Rezende, uma diretoria da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). > Para os quatro, a direção do Ipea alegou que havia irregularidades nos > contratos deles com o instituto. > > Os quatro pesquisadores tinham em comum também o fato de serem > críticos do excesso de gastos do governo, o que contraria o pensamento > tanto de Pochmann como de Sicsú, que se definem "desenvolvimentistas" > e defendem um aumento da política de gastos públicos para acelerar o > crescimento da economia. > > O clima no Ipea é de indignação e desconforto com a saída dos quatro > economistas. Ontem, pesquisadores do instituto organizaram um almoço > de solidariedade, no Rio, aos quatro técnicos afastados. O ambiente > era de preocupação com a nova orientação da direção do instituto. > > Considerado um dos maiores centros do pensamento econômico do país, o > Ipea, criado há 43 anos, sempre se caracterizou pela liberdade de > pensamento. Mesmo no período da ditadura militar, o Ipea nunca deixou > de exercitar a crítica -por exemplo, à política de distribuição de > renda. > > O ex-deputado Delfim Netto, que comandou a economia no período de 1979 > a 1985, durante o regime militar, chegando a ser chamado de > superministro, lamentou e criticou a saída dos quatro pesquisados do > Ipea. Delfim foi até chamado por Pochmann -e aceitou- para assumir o > cargo de conselheiro do Ipea."Tenho esses profissionais [os quatro > pesquisadores afastados] em alta conta. São economistas dedicados à > pesquisa, com boa formação acadêmica e trabalhos relevantes prestados > à economia brasileira", afirmou o ex-deputado. > > Delfim lembrou-se do período do autoritarismo e de sua convivência com > o Ipea, quando ministro: "Nunca houve censura de nenhuma natureza no > Ipea. No período da ditadura, eles atacavam a ditadura à vontade e > ainda recebiam aumento de salário. O que espero é que não haja nenhuma > censura à pesquisa acadêmica que o Ipea tem produzido". > > Outros pesquisadores do Ipea, segundo a Folha apurou, pensam em deixar > o instituto. O economista Ricardo Paes de Barros, um dos maiores > especialistas do país da área social e um nome reconhecido > internacionalmente, já está de passagem marcada para Chicago, nos > Estados Unidos, onde irá permanecer por um tempo dando aulas e > realizando seminários. > . > > >
