Valeu, Jorge.

Agradeço pelo aprendizado de hoje...

 

 

De: [email protected] 
[mailto:[email protected]] Em nome de Jorge Julio de Sousa
Enviada em: segunda-feira, 26 de março de 2012 17:58
Para: '[email protected]: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada'
Assunto: [Irriga-l] RES: RES: RES: RES: RES: Expliquem por favor

 

Pedro,

 

Fez bem em alimentar uma discussão como esta. Agradeço sua participação.

Para a cana ou capim de rebrota isso é comum. Significa ter uma diminuição de 
custos e um aproveitamento ( no tranco) e no embalo da cultura.

Mas em absoluto também, nenhum pivot deve ser dimensionado para complementar as 
chuvas. Há horas em que uma pequena ajuda resolve, em função da drástica 
diminuição da transpiração a seguir ao corte, mas o agricultor pode perder 
muita produção alimentando pela metade ou pela quarta parte as necessidades da 
cultura no pico do crescimento.

Não existe Pivot quebra-galho . Um bom planejamento não engana o cliente. 
Assegura as melhores condições. 

Por coincidência, pode o agricultor planejar regimes de seca e ter a sorte de, 
em um ou vários anos, não ter de irrigar. Mas isso não o autoriza a pensar que 
meia lâmina ou ¼ de lâmina virá a salvar a sua próxima cultura.

Pivot prevenido vale por dois!!!

Att

Jorge

 

 

De: [email protected] 
[mailto:[email protected]] Em nome de Pedro Castro Neto
Enviada em: segunda-feira, 26 de março de 2012 17:28
Para: '[email protected]: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada'
Assunto: [Irriga-l] RES: RES: RES: RES: Expliquem por favor

 

Maravilha, Jorge. Obrigado pela pronta resposta.

Minha dúvida sobre o regime de chuva é porque, em regiões de latitudes menores, 
já ví técnicos em cana-de-açúcar falarem em irrigação de salvamento, que é 
feita logo depois do corte, na rebrota, para garantir a rebrota, não estando 
preocupados com o fornecimento de água durante todo o ciclo da lavoura. 

Fiz a pergunta porque nunca trabalhei nestas condições, mas as discussões de 
alto nível sempre despertam a minha curiosidade, chegando a ponto de entrar na 
discussão como agora.

É só mais um pouco de areia na discussão...

Abraço

 

Pedrão

 

 

 

 

De: [email protected] 
[mailto:[email protected]] Em nome de Jorge Julio de Sousa
Enviada em: segunda-feira, 26 de março de 2012 16:49
Para: '[email protected]: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada'
Assunto: [Irriga-l] RES: RES: RES: Expliquem por favor

 

Boa tarde Pedrão,

 

Interessante a sua pergunta.

 

Seja qual for o regime das chuvas na dita região, é suposto que o proprietário 
desses 530 hectares deva ter solicitado uma solução para resolver problemas de 
seca.

Ninguém adjudica uma obra daquele tamanho para fazer pesquisa , ou para ficar 
bonito. Então supõe-se que o proprietário queira irrigar por falta de água na 
região.

Como o maior problema das chuvas é a sua irregular distribuição ao longo da 
região e ao longo do tempo de crescimento da cultura, fica fácil imaginar que, 
em períodos de seca contínua, veranicos de 15 dias até secas de 6 meses, o 
consumo médio para a maioria das culturas , tendo em conta as temperaturas 
médias, que são mais regulares que as chuvas, o consumo médio nesses curtos ou 
longos períodos pode exigir uns razoáveis 8 mm/dia ou subir , em função do 
estagio fenológico da cultura para 10 ou 12 mm/dia.

Como o que estamos discutindo é um possível desvio do uso do equipamento, dará 
para entender que 1,45 mm/ dia é muito diferente de 10 mm. 

É muito raro e improvável que chova na região, qualquer região do Mundo, uma 
média de 8,55 mm para que o equipamento complemente com mais 1,45 mm fazendo a 
soma dos 10 mm necessários para certo período devidamente calculado pelos 
parâmetros de temperatura e comprimento dia /luz bem como estágio de 
desenvolvimento da cultura e outros valores que poderão ser usados para melhor 
aferição do cálculo da lâmina a aplicar.

Como a sua pergunta não tem nada de cretina, também esta resposta não tem nada 
de irónica, pois são estes os valores com que os técnicos de irrigação 
trabalham todos os dias para suprir chuva principalmente nos curtos ou longos 
períodos em que não chove nada. Dimensionar Mecânicamente e Hidraulicamente um 
Pivot é coisa séria.

Por isso que os equipamentos têm de ser projectados para as condições mais 
severas de seca e não para remendar erros da natureza.

Espero ter alcançado o cerne da sua dúvida.

 

Att

Jorge

 

 

De: [email protected] 
[mailto:[email protected]] Em nome de Pedro Castro Neto
Enviada em: segunda-feira, 26 de março de 2012 16:19
Para: '[email protected]: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada'
Assunto: [Irriga-l] RES: RES: Expliquem por favor

 

Boa tarde a todos.

Uma pergunta (talvez até cretina): qual o regime de chuva do local?

 

Att.

 

 

Pedrão

 

 

De: [email protected] 
[mailto:[email protected]] Em nome de Tadeu Queiroz
Enviada em: segunda-feira, 26 de março de 2012 15:44
Para: IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada
Assunto: Re: [Irriga-l] RES: Expliquem por favor

 

Evito comentar, mas leio quase todas as postagens da IrrigaL. Por interesse e 
por respeito aos colegas que em muitas vezes já contribuiram com minhas dúvidas.

 

Muitas vezes, algumas pessoas fazem da lista um canal de calunia e difamação. 
Seria bom termos apenas discussões construtivas. Neste sentido, parabanizo o 
senhor Abritta pela brilhante discussão do tema apresentando uma argumentação 
técnica de alto nível e respeitosa.

 

Bom trabalho a todos.

 

Att;

 

Tadeu Miranda de Queiroz
Prof. D.Sc. Depto. Eng. Produção Agroindustrial
Prof. Dr. Agroindustrial Production Engineering Department

Diretor de Gestão do Núcleo de Inovação Tecnológica - NIT

Managing Director of the Center for Technological Innovation

Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT

University of Mato Grosso
Rua A, S/N - Bairro São Raimundo - CEP: 78.390-000, Barra do Bugres/MT-Brasil

Street A, S/N - Neighborhood São Raimundo - CEP: 78.390-000, Barra do 
Bugres/MT-Brazil
Fone/Fax: + 55 (65) 3361 - 1413 - CelFone +55 (65) 9969 - 8140
Sitio (site): bbg.unemat.br ou (or) nit.unemat.br
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2582121765769124

 

De: Marcelo Abritta <[email protected]>
Para: IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada 
<[email protected]> 
Enviadas: Segunda-feira, 26 de Março de 2012 14:12
Assunto: Re: [Irriga-l] RES: Expliquem por favor

Jorge, boa tardeEu compartilho o seu espanto com tamanho investimento em algo 
que possilvelmente trara pouco resultado para cultura a ser irrigada. Eu fiz 
uma aproximacao que obteve resultados similares a ambas as anteriores. O pivo 
em questao possui uma vazao de 506 m^3/h, em 24 h ele cobre uma area de 289 ha, 
portanto (506*24*1000)/(289*10000)=4.2 mm/dia, esse valor representa a 
intensidade da aplicacao do pivo, que no caso da cultura da cana-de-acucar e 
importante considerar, devido aos altos valores de Indice de Area Foliar que a 
cultura pode alcancar. Utilizando uma aproximacao educada de 0.5 mm de 
interceptacao pela area foliar temos 4.2-0.5=3.7 mm/dia, o que nos da o valor 
que possivelmente sera utilizado pela planta (Eficiencia do uso da agua = 
Assimilacao/Transpiracao), o que ficou retido na area foliar e perdido, 
considerando uma uniformidade de aplicacao de 80% temos: 3.7*0.8=2.9 mm. Porem, 
essa lamina foi aplicada em aproximadamente metade da area, considerando que o 
pivo leva quase dois dias para dar uma volta completa, temos 2.9/2=1.45 mm/dia 
como o aporte medio diario de agua pelo sistema. A cana-de-acucar, como 
mencionado anteriormente, pode alcancar valores de ET da ordem de 10 mm/dia, 
portanto o sistema se prova ineficaz em fornecer agua para a cultura, aplicando 
apenas 14.5% da ET de pico. Isso sem considerar as possiveis perdas por run-off 
que podem ocorrer nas torres mais externas, que provavelmente aplicam agua em 
intensidades maiores que a VIB.Att.MarceloMarcelo Abritta M.Sc.Ph.D. 
StudentPlant Sciences DepartmentUniversity of Wyomingoffice: Ag. Bldg. 
1016mailing address: Dept. 33541000 E. University AvenueLaramie WY 
82071-2000phone: 307.460.0964 

2012/3/26 Jorge Julio de Sousa <[email protected]> 

Caro Ciro,

Se você entende que um dia tem 44 horas e que bombeando por hora 506 m³, então 
dividindo essa água toda pelos 530 hectares acertou na mosca dos 4,2 mm /dia de 
44 horas.

Acontece que quando andei pela escola primária já me informaram que o dia tem 
24 horas apenas e assim fazendo as contas á maneira antiga, só consigo 2,29 
mm/dia.

Será que estou errado?

Ou a irriga-L tem alguma explicação para esta nova tecnologia de poupar água? 
Poupar significa não aplicar água? E donde vem a comida?

Caso tenha uma explicação mais detalhada, agradeço.

O estranho é que tão poucos se tenham motivado a analisar a grande proeza 
anunciada em suas páginas do irriga-L e deixassem passar sem qualquer 
comentário um assunto que confronta 2,29 mm/ Dia com 8 a 10 mm/dia que essa 
cultura deve exigir na maior parte das regiões do Brasil.

Expliquem pois os parâmetros, porque se estiverem correctos teremos resolvido a 
falta de água por mais 2 séculos Será???

Att

Jorge de Sousa

Ah, se entrarmos com o coeficiente de eficácia a 70%, para uma aplicação de 
água na dotação bruta de 2,29, teremos apenas 1,6 mm/dia, água que mal chegará 
ao solo escorrendo pelas folhas e mal atingindo escasso 1 centímetro de 
profundidade do solo. Estou correto?

 

 

 

 

 

De: [email protected] 
[mailto:[email protected]] Em nome de Ciro Righi
Enviada em: segunda-feira, 26 de março de 2012 10:28
Para: IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada
Assunto: Re: [Irriga-l] Expliquem por favor

 


Na minha conta deu 4,20 mm

Um abraço,

Ciro

--- On Thu, 3/22/12, Jorge Julio de Sousa <[email protected]> wrote:


From: Jorge Julio de Sousa <[email protected]>
Subject: [Irriga-l] Expliquem por favor
To: [email protected]
Date: Thursday, March 22, 2012, 6:24 PM

O MAIOR PIVÔ DO MUNDO IRRIGA CANA EM TOCANTINS 

O maior pivô central construído no país – com um raio irrigado de 1.300 m e 26 
torres – foi instalado em 2009 e já está em funcionamento em Tocantins (RO), em 
área de 530 ha, inaugurando um novo conceito de irrigação. Além do tamanho do 
equipamento, um dos diferenciais é a quantidade de água usada na irrigação, com 
lâminas menores de 4 mm. “Os testes de operação com lâmina reduzida fazem parte 
da estratégia de buscar o equilíbrio da produtividade com maior rentabilidade”, 
explica Eugênio Brunheroto, diretor-presidente da Lindsay América do Sul. O 
projeto de irrigação de cana em Tocantis foi implantado na Fazenda Cana Brava e 
o equipamento opera com vazão de 506 m³ por hora e leva 44 h para percorrer 
toda a volta (velocidade máxima).

 

Quem pode explicar estes números????

Só pode chover muito por lá, porque a água do pivot não chega pra nada. 2,29132 
mm/dia???

Jorge de Sousa

[email protected] <http://mc/[email protected]> 

 


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