Quantos litros de água se gastam para gerar a potência de 1 cv de energia?

Tem alternativas para essa geração de energia a campo?

Quando se irriga cana considera-se que as bactérias, fungos, minhocas,... 
também são supridos de água?

Deve-se adubar as culturas ou o solo?

É verdade que a colocação de adubos em terra seca retrograda os mesmos em 
grande quantidade?

Como fazer para que a nutrição chegue ás raízes com gasto menor de água por 
hectare?

Fala-se muito dos rios voadores que se alimentam via resto da floresta mundial 
e também pela evaporação do mar e outros lençóis hídricos. Vale a pena 
reflorestar a floresta desmatada?

Ou ainda não foi pesquisado?

É verdade que a terra tem potencial para alimentar muito mais pessoas do que a 
FAO nos indica em suas incongruentes “informações”?

Se é assim, a economia agraria estaria em risco de bancarrota, por excesso de 
oferta?



Att

jorge



De: Irriga-l [mailto:[email protected]] Em nome de Rodrigo 
Vieira
Enviada em: quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 16:11
Para: IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada
Assunto: Re: [Irriga-l] RES: Crise hídrica



amigos, bom dia!
a questão não é mais generalizar, a codevasf fez um piloto e o expandiu com 
boas previsões.
a conversão e adoção de lâminas reduzidas acho que não têm mais volta.
Como diz Elias Teixeira para a Molhar, dados de pesquisa são indicativos, e 
defendo que devemos ir ao limite
No tocante à imprensa, ao contrário, devemos ter a atitude mais agressiva.
abs

Em 12/02/2015 13:35, "Lineu Neiva Rodrigues - Embrapa Cerrados - CPAC" 
<[email protected]> escreveu:

Colegas,

Excelente debate…



Estou no olho do furacão e não pude contribuir muito. Se me permitem, gostaria 
de falar três coisas:



(i) Temos quase consenso entre nós, temos que falar para a sociedade e auxiliar 
os nossos gestores na tomada de decisão. Nesse sentido, estamos trabalhando em 
um workshop com o objetivo de decodificar dados complexo da agricultura para a 
sociedade. Várias coisas serão debatidas, entre elas o famoso 70% da água 
consumida pela agricultura. Para fazermos isso com qualidade, precisamos 
definir melhor algumas métricas, uniformizar alguns conceitos e reduzir o 
impacto dos modismos, entre eles cito a tal da pegada hídrica.



(ii) Meu amigo Rodrigão: seu trabalho é conhecido e muito interessante, mas não 
podemos generalizar. Cada caso é um caso e a definição por um sistema ou outro 
não é baseado unicamente na eficiência.



(iii) Dica com jornalista. Falar pouco e apenas o trivial, pois eles também, de 
maneira geral, não entendem do assunto e precisam ser educados. Quanto mais 
falarmos a mesma coisa melhor.



Por fim, vamos começar a pensar no futuro...quais são as perguntas chaves?



Abs,

Lineu.



  _____

De: "Fernando Rodriguez" <[email protected]>
Para: [email protected]
Enviadas: Terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 11:00:20
Assunto: Re: [Irriga-l] RES:  Crise hídrica

Caros Colegas

 Favor informar o local da reunião do GIFC sobre irrigação e crise hídrica e a 
que horas. Seria muito útil começarmos a utilizar essa assessoria de imprensa, 
pois estou convicto de que temos que colocar nosso tema para a sociedade 
esclarecendo todas as distorções que tem sido colocadas na mídia.

Este momento exige muita atenção e cautela, pois, pasmem na semana passada numa 
reunião em São Paulo onde se discutia as posições para o Forum Mundial da Água, 
se jogou para os presentes a discussão da crise hídrica, onde praticamente 
todos os presentes era de um único setor usuário: o saneamento, e um só 
representante do setor agrícola e um do setor industrial. Se não fosse este 
último ter-se manifestado contra a discussão naquele momento do tema pela falta 
de representatividade dos setores usuários, teria se evoluído sem que os reais 
interessados estivessem envolvidos. A hora não é de ficar olhando para o 
próprio umbigo. É atenção, atenção e atenção.

Abraços

Fernando Rodriguez



  _____


De: [email protected]
Enviada: Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015 20:24
Para: '[email protected]: Grupo de Discussão em Agricultura 
Irrigada' <[email protected]>
Assunto: [Irriga-l] RES: Crise hídrica

Caros Colegas



O GIFC conta com uma assessoria de imprensa que tem no auxiliado, entre outras 
coisas nas respostas a varias solicitações da imprensa falada e escrita

Poderíamos concentrar, nosso eventuais posicionamentos e esclarecimentos para 
sociedade em empresas como essa. A Conceito, empresa de Ribeirão Preto,  
trabalha com grandes empresas do setor, como Grupo São Martinho. Entendo ser um 
começo.



Abraços



Marco Viana

Superintendente

Rua Casemiro de Abreu, 950

Vila Seixas - Ribeirão Preto - SP

CEP 14020-193
(55 16 3602-0900 /55 16 3237-4249 / 55 16 99180-2132 / 55 16 981752662

Descrição: GIFC-2



De: Irriga-l [mailto:[email protected]] Em nome de Ricardo 
Brito
Enviada em: segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 14:30
Para: IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada
Assunto: Re: [Irriga-l] Crise hídrica



Colegas,



Além do tema ser palpitante e as opiniões convergentes, é sempre bom lembrar 
que o momento é "fértil" para se iniciar um movimento, ou uma ofensiva em prol 
do maior desenvolvimento e sustentabilidade da agricultura irrigada.

As dúvidas sobre o potencial da agricultura irrigada brasileira não são nossas 
(os profissionais que atuam no ramo), pois há muito sabemos que é enorme. uma 
das coisas que sempre foi um entrave foi o mau uso da água, que fez nascer o 
mito de que a agricultura irrigada é a maior fonte de desperdício e portanto 
sujeita a críticas de quem desconhece o assunto em profundidade, mas tem poder 
de formar opinião (contrária).

Já que temos essa convergência de idéias e que está claro que o principal 
entrave atualmente é fazer chegar essas idéias na prática, na sociedade e nas 
instituições, parece-me que está na hora de iniciarmos esse movimento através 
de uma mobilização que alcance, como já foi dito, os formadores de opinião e 
tomadores de decisão no país.

Penso que essa mobilização já se está iniciando aqui no fórum do Irriga-l e 
deveria ser expandida a partir daqui. O próximo INOVAGRI (Fortaleza 
agosto/setembro) - conforme já sugerido - poderia viabilizar uma mesa redonda, 
ou uma tempestade de idéias sobre o tema.

Nesse intervalo até lá, os profissionais podem aumentar sua mobilização, 
através de seus órgãos de trabalho, individualmente, via as associações (já 
mencionadas algumas) e num trabalho de "corpo a corpo" buscando cooptar 
formadores de opinião e tomadores de decisão. Ou seja, uma mobilização com 
atitude individuais e/ou em grupos.

I importante é começar já, enquanto a "Crise Hídrica" nos oferece um cenário 
favorável.



Abraço a todos,

Ricardo Brito



Em 8 de fevereiro de 2015 18:13, Rodrigo Vieira <[email protected]> 
escreveu:

Prezados Colegas:

Agora estou em posição de dar minha humilde e interiorana contribuição a Grupo.

Dr. Fernando Mendonça chamou atenção para a Academia e o corpo discente, e 
concordo em parte.

Contudo, temos percebido que a Academia, a Pesquisa, os Burocratas e Técnicos 
vivem em Planetas distintos. Os valores que cada um atribui (o que é natural) 
ao seu grupo muitas vezes invalida o outro.

Pelo que conhecemos, não é a falta de títulos acadêmicos em si, pois a ANA tem 
colegas extremamente graduados mas a Agência não consegue cumprir o seu papel 
como deveria, e na maioria das vezes por ingerência política; a SENIR até o  
momento também não justificou sua existência, e o último secretário, que tinha 
alguma visão, foi retirado; os burocratas (e não me incluo neste grupo) via de 
regra não têm segurança para a tomada de decisões, e os técnicos, ficam tão 
somente apagando incêndios.

Há de repensar se, nas instituições publicas, as CAT´s (Vida Real) não deveriam 
ser mais valorizadas, e o senso prático, assim, poderia trocar informações e 
gerar progresso em acordo com os demais entes?

Retórica à parte, temos a obrigação de justificar o nosso papel perante a 
SOCIEDADE pagadora de impostos, e para isto temos de propor soluções, e todos 
as temos!

O passo seguinte seria a divulgação, e aí gera o problema! Não há "lobbyes" de 
expressão em nossa área, mas o caminho é a Imprensa, a qual tem um preço!

E aí, como fazemos?
Poderíamos formar um grupo representativo das linhas de interesse supracitadas 
e, a partir daí, mostramos os nossos argumentos!

Como falei sexta,  um quadro que comporá nosso próximo artigo da IRRIGAZINE  
MOSTRA que o desperdício de água e  a não utilização do esgoto (dados do M 
Cidades) poderia irrigar uma área anual de até 740 mil ha.

Depois segue artigo!

ABS

RODRIGO







Em 8 de fevereiro de 2015 16:34, Fernando Rodriguez <[email protected]> 
escreveu:



Caros integrantes deste seleto grupo,

O Silvio mais uma vez coloca bem questões para o enriquecimento dos debates, 
mas continuamos patinando, pois ao colocar a questão o que fazer até agosto, 
fica mais uma vez em aberto a questão: quem liderará esse processo para atuar 
externamente ao grupo, fazer chegar à sociedade e aos tomadores de decisões 
tudo o que está aqui sendo discutido? Tomo a liberdade de sugerir, caminhando 
para o caso do concreto e pragmático, que a ABID ou ABIMAQ, mais a ABEA, talvez 
até a ABRH (É UMA QUESTÃO DE MOBILIZAÇÃO) liderem esse processo e provoquem uma 
reunião o mais rápido possível para estabelecermos as estratégias a serem 
aplicadas. Essa reunião pode ser por um dos meios que o Silvio mencionou, se o 
problema for custo. É saber compatibilizar os horários das pessosas envolvidas.

Questões e sugestões não faltam, daremos partidas com o elenco que o Fernando 
Mendonça e o Silvio apresentaram e vamos em frente, o difícil é fazer a máquina 
vencer a inércia, depois que ela começar a andar as coisas se tornam mais 
fáceis.

Abraços a todos.

Fernando Rodriguez





  _____


De: [email protected]
Enviada: Domingo, 8 de Fevereiro de 2015 10:01
Para: [email protected],[email protected]
Assunto: [Irriga-l] Crise hídrica

Prezados amigos do Grupo Irriga-L, Bom dia!



Parabenizo a todos pelas brilhantes discussões deste Grupo sobre a Crise 
Hídrica atual e observo que passamos por uma situação inédita para a 
Agricultura Irrigada brasileira e também mundial. Penso que é hora de uma forte 
união para finalmente termos atividades inovadoras e efetivas para o uso 
racional da água na agricultura.  

Temos a certeza de que precisamos pôr em prática as pesquisas já produzidas em 
várias instituições nacionais e de outros países. Várias dessas pesquisas, se 
disponibilizadas para a agricultura irrigada como produtos e/ou processos, 
resolveriam muitos dos problemas relacionados ao tema. Porém, sem o apoio do 
governo e da sociedade, elas não vão sair dos papers e das teses.

Para isso, é fundamental a sensibilização da sociedade para exigir que o 
governo possa atuar corretamente na gestão efetiva da agricultura irrigada e no 
investimento em tecnologia e pessoal qualificado para exercer as funções mais 
importantes.

E é preciso agir rápido. Não podemos esperar muito, pois se já não estávamos 
preparados para essa crise que se instalou, as previsões não são nada 
animadoras para os próximos anos.

Conforme o Prof. Fernando Mendonça questiona abaixo, quem começará - ou está 
começando - a agir? Quais as atividades realizadas em nível estadual, nacional 
e internacional que podem servir de exemplos? Precisamos de fóruns presenciais 
e virtuais para discutir essas iniciativas.

Por parte do Instituto INOVAGRI realizaremos ao final de agosto e início de 
setembro o III INOVAGRI INTERNATIONAL MEETING www.inovagri.org.br/meeting. Um 
evento que, além da ciência e tecnologia para a irrigação, discutirá também 
nesta edição, os problemas de Crise Hídrica como é o caso de nossa primeira 
Mesa Redonda: Experiências com a Seca no estado da Califórnia e no Brasil.

Mas até lá, Agosto, precisamos de mais atividades, reuniões, fóruns, 
webinários, audiências públicas nos estados e em Brasília e todas as atividades 
possíveis para que possamos discutir o papel da irrigação nessa crise.

Então, espero que na abertura do INOVAGRI MEETING deste ano, possamos anunciar 
a apresentação, ao longo do evento, de bons resultados das experiências 
oriundas desta discussão que se inicia.

Ps: Aproveito em primeira mão para informar que decidimos prorrogar novamente o 
recebimento dos trabalhos. A data final agora será 06 de março. Divulgaremos a 
informação em nosso site na próxima segunda.

Um grande abraço e um bom domingo a todos.



Sílvio.





Sílvio Carlos Ribeiro Vieira Lima

Director, INOVAGRI Institute
INOVAGRI INTERNATIONAL MEETING
www.inovagri.org.br
www.inovagri.org.br/meeting

e-mails:

[email protected]

[email protected]

[email protected]

+55 85 32681597 <tel:%2B55%2085%2032681597>



  _____

De: "[email protected]" <[email protected]>
Para: [email protected]; IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura 
Irrigada <[email protected]>
Cc: Irriga-L Irriga Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada 
<[email protected]>
Enviadas: Sábado, 7 de Fevereiro de 2015 23:34
Assunto: Re: [Irriga-l] Crise hídrica



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Bom dia a todos

Diante de tal situação percebemos algumas posições comuns em todos os 
comentários:



1 - Baixo grau de representação política pro-ativa para a agricultura irrigada 
perante a sociedade brasileira.

2 - Grau nulo ou extremamente baixo de percepção da sociedade sobre a 
importância da agricultura irrigada, que em números gerais ocupa cerca de 16% 
da área agricultável mundial e responde por mais de 40% da produção.

3 - Despreparo de nossa parte, inclusive das universidades (onde me incluo), 
para preparar profissionais aptos à gestão de recursos hídricos e conflitos 
originados de seu mau uso.

4 - Necessidade de formação de gestores e administradores com conhecimento 
aprofundado sobre agricultura irrigada, pegada hídrica, gestão de águas etc., 
além de técnicos especializados que já vêm sendo formados.

5 - Necessidade de uma agenda que leve a propostas efetivas sobre o assunto.

6 - Carência de técnicos e gestores que atuem em todas essas áreas (política, 
administrativa, gestão, técnica, negociação, projetos, compras etc.).

7 - Extensão rural (e urbana também) efetiva e operante, de modo a transferir 
as tecnologias existentes e geradas por universidades e institutos de pesquisa.



Já que sabemos tudo isto, deixo algumas perguntas:

Quem começa?

Por onde começamos a organizar as iniciativas coletivas?

Como aumentar a representatividade política?

O que as universidades têm que fazer e ainda não estão fazendo?

Onde e quando montaremos essa agenda de trabalho?



Ao meu ver, essa iniciativa deve ser ampla, e não centrada em poucas culturas 
agrícolas (mesmo que algumas sejam mais visadas nas críticas).

Creio que chega a hora de mostrarmos uma atitude madura e promover uma 
iniciativa conjunta, ou continuaremos reclamando dos mesmos problemas na 
próxima década.



Saudações a todos e obrigado pelas excelentes colocações feitas nas mensagens 
sobre o tema.
Fernando

---
Fernando Campos Mendonça
Depto. de Engenharia de Biossistemas - ESALQ/USP
Av. Pádua Dias, 11 - C.P. 09
13418-900  Piracicaba - SP
http://www.leb.esalq.usp.br
Skype: fcmendon





  _____

De: "Fernando Braz Tangerino Hernandez" <[email protected]>
Para: "Irriga-L Irriga Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada" 
<[email protected]>
Enviadas: Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015 19:44:17
Assunto: [Irriga-l] Crise hídrica

Boa tarde a todos!

Nosso Presidente da ABID, o querido Helvecio me pediu o relato e algumas 
informações e ainda documentos sobre esta crise hidrica que se abate sobre São 
Paulo. Não consegui atente-lo no tempo e prazo que ele merece, o faço agora, 
mas pensei oportuno compartilhar também com vocês algumas informações e pontos 
de vista.

Este tema insegurança hídrica preocupa a toda população e está em jogo os 
diferentes seguimentos da sociedade e temos trabalhado bastante em uma agenda 
propositiva em contraponto a encontrar um "bode expiatório" para a crise, que 
tem muito mais razão de ser pela instabilidade climática (periodo chuvoso 
atípico) e a falta de planejamento ou visão de administradores públicos nas 
esferas municipal, estadual e federal.

Não gosto de divulgar assuntos ou manifestações que considero inadequadas ou 
mal intencionadas, mas o faço agora porque penso que se agricultura e 
especialmente os que labutam direta ou indiretamente na agricultura irrigada 
ficarem assistindo sentados, é o nosso setor que perderá e muito.

Por exemplo, entendo como absurdo - para ser elegante - o artigo "Nova praga" 
vindo de um  engenheiro civil experiente (60 anos),  assessor da presidência do 
Nuclep - Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A., empresa estatal responsável pela 
produção de equipamentos de grande porte e que foi subsecretário de Energia do 
Rio (1999-2000). Leiam e tirem suas conclusões.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/200473-nova-praga.shtml

Outras besteiras são encontradas todos os dias na imprensa.

Mas a Folha de São Paulo deu a oportunidade de colocarmos o nosso ponto de 
vista na matéria "Conflito das águas".
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2015/01/1581954-conflito-das-aguas.shtml

A parte mais controversa é aquele que destaca que "Responsável por 72% do 
consumo de água, agricultura pode reduzir uso em 20% com boas práticas de 
irrigação". Pois bem, este número é oficial da ANA e vem da página 89 da 
Conjuntura dos Recursos Hídricos. Acesso em
http://arquivos.ana.gov.br/institucional/spr/conjuntura/PDFs%20agregados/ANA_Conjuntura_Recursos_Hidricos_Brasil_capitulos_.pdf

Felizmente encontramos jornalistas sensatos, como este artigo "Na crise 
hídrica, meia verdade bastou para a torneira seguir jorrando" de Matheus 
Pichonelli.
https://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/na-crise-hidrica-meia-verdade-bastou-para-manter-160105504.html

Nesta agenda, na condição de professor da UNESP Ilha Solteira, Diretor da ABID 
- Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem e membro do Conselho do GIFC - 
Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana temos trabalhado em conjunto com o 
Presidente da ABID Helvecio Mattana Saturnino e os Diretores do GIFC Patrick 
Francino Campos e Marco Viana, entre outros profissionais.

Penso que em relação ao uso da água devemos incorporar todos os usos 
consumtivos as estatistiscas, como por exemplo a geração de energia eletrica, 
ou retirar a a irrigação do calculo conjunto aos usos no saneamento, na 
industria, na desedentação animal, etc.

Para se ter uma ideia do que acontece por aqui, consumindo ou usando - como 
queiram - 3560 m3/s, somente a Usina Hidreletrica de Ilha Solteira tem a 
equivalencia em um unico dia do que usa em irrigacao em mais de 6,0 milhoes de 
hectares num dia com uma lamina bruta de 5,0mm. O irrigante que está montante 
da usina está gastando grana para ir buscar a agua (NPSH disponível, 
lembram????) e o irrigante a juzante da usina, nada, literalmente de braçada.

Há ineficiencias no uso da agua na agricultura, mas repudio veementemente a 
ideia de que os irrigantes são os vilões da crise.  Há muito o que fazer em 
todos os seguimentos econômicos.

Para fomentar a discussão e o convencimento, temos nos manifestado semanalmente 
através do Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada 
(http://podcast.unesp.br/podirrigar) às quintas-feiras e no Blog da Área de 
Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira (http://irrigacao.blogspot.com.br 
<http://irrigacao.blogspot.com.br/> ) aos domingos.

Pod Casts - http://podcast.unesp.br/podirrigar
[PodIrrigar] Engenheiro agrônomo da Unesp sinaliza os melhores sistemas e 
condições para aquisição dos projetos de irrigação
http://podcast.unesp.br/podirrigar-05022015-podirrigar-engenheiro-agronomo-da-unesp-sinaliza-os-melhores-sistemas-e-condicoes-para-aquisicao-dos-projetos-de-irrigacao
[PodAcqua] Irrigação mais eficiente pode dar alívio à crise
http://podcast.unesp.br/podacqua-06012015-podacqua-irrigacao-mais-eficiente-pode-dar-alivio-a-crise
[PodIrrigar] Especialista da Unesp orienta sobre o consumo e uso de água em 
tempos de crise hídrica
http://podcast.unesp.br/podirrigar-30012015-podirrigar-especialista-da-unesp-orienta-sobre-o-consumo-e-uso-de-agua-em-tempos-de-crise-hidrica
PodIrrigar] Crise por água e energia será resolvida no campo e agricultores 
possuem papel relevante no cenário
http://podcast.unesp.br/podirrigar-23012015-podirrigar-crise-por-agua-e-energia-sera-resolvida-no-campo-e-agricultores-possuem-papel-relevante-no-cenario

A cana que passa por uma crise em que a produtividade média decrescente é parte 
desta situação também tem sido alvo de criticas e o assédio da imprensa é 
grande. Aqui, duas perguntas e opiniões que compartilhamos com os colegas do 
IRRIGA-L.

"A cana irrigada é uma alternativa neste 2015 no qual o déficit hídrico deve 
continuar acentuado em várias regiões do Estado de São Paulo?" Patrick assegura 
que "a cana irrigada sempre será a alternativa para garantir a produtividade 
dos canaviais e evitar o efeito sanfona que acontece nos canaviais e em outros 
ramos do agronegócio, como o boi."
A queda da produtividade média da cana depende da quantidade de água que a cana 
recebe. Por dois anos seguidos a instabilidade e volume com que as chuvas 
chegaram trouxeram  problemas reais para o equilibrio financeiro das usinas. 
Sem produtividade elevada não há como manter o setor e a irrigação não deve ser 
vista apenas como a alavancagem da produtividade. Devemos olhar também para o 
custo de não se irrigar. Assim, acredito que São Paulo deve aproveitar a 
experiencia de exito obtida em outros Estados com o uso da irrigação e parar de 
acreditar que as chuvas virão como gostaríamos que ela viesse.
Ainda, o aumento da produtividade é fundamental para que com o aumento da 
biomassa produzida leve ao aumento da oferta da energia em sistema de 
co-geração, fundamental para a segurança energética do Brasil.

"É viável produzir cana com irrigação diante a escassez de água?"
A aceitação por parte dos controladores das usinas de quem devem priorizar seus 
investimentos em irrigação é o primeiro passo. Mas, mesmo quando isso acontece, 
não se consegue irrigar no curto prazo grandes extensões de terra dado ao 
volume de investimentos necessários e a divisão de prioridades. Portanto, um 
Plano Diretor de Irrigação deve indicar as melhores áreas a serem irrigadas 
levando em consideração variedades e ambientes de produção e ainda 
disponibilidade e qualidade da água. Marco Viana observa que "para se produzir 
cana irrigada devemos pensar a longo prazo, desta forma podemos fazer 
acumulação de água através de barramentos, por exemplo." E Helvecio Saturnino 
lembra da experiencia exitosa em Goiás "que para a implantação e sustentação da 
agricultura irrigada através de pivôs centrais, investimentos consistentes 
foram feitos em barragens de terra, exaustivamente discutida pela ABID e 
divulgada na revista ITEM - Irrigação e Tecnologia Moderna". Portanto, deve-se 
ter um bom planejamento para se garantir a segurança hídrica dos canaviais.

O raciocinio contido na resposta acima vale para as demais culturas.

Aproveitamos para atender o pedido do amigo Caio Vinicius Leite para a 
divulgação no grupo Irriga-L do video "Nota de Repúdio" no YouTube - 
http://youtu.be/RIyPX-dayDE

Recebam todos aquele abraço e tenham um otimo FDS, se possivel, muito chuvoso!

Fernando Tangerino

--
Fernando Braz Tangerino Hernandez
Área de Hidráulica e Irrigação (Hydraulics and Irrigation Division)
DEFERS - Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos
Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
UNESP - Universidade Estadual Paulista (São Paulo State University)
Caixa Postal 34 (P.O. Box 34)
15.385-000  -  ILHA SOLTEIRA - SP - BRASIL
Phone: (0##18) 3743-1939 / 3743-1959
Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2
www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php (Institucional)
Blog: http://irrigacao.blogspot.com <http://irrigacao.blogspot.com/>
http://www.feis.unesp.br/#!/departamentos/fitossanidade-engenharia-rural-e-solos/docentes/ft/
 (sítio pessoal)
Academia.Edu: http://unesp.academia.edu/FernandoTangerino
FAPESP - BV-CDI: 
http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/4461/fernando-braz-tangerino-hernandez/
Lattes: http://lattes.cnpq.br/7276242706611764
Research ID: http://www.researcherid.com/rid/G-1782-2012
Google Acadêmico: http://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR 
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Esta mensagem da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa 
pùblica federal regida pelo disposto na Lei Federal no. 5.851, de 7 de dezembro 
de 1972, é enviada exclusivamente a seu destinatário e pode conter informações 
confidenciais, protegidas por sigilo profissional. Sua utilização desautorizada 
é ilegal e sujeita o infrator às penas da lei. Se você a recebeu indevidamente, 
queira, por gentileza, reenviá-la ao emitente, esclarecendo o equívoco.

Confidentiality note

This message from Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a 
government company established under Brazilian law (5.851/72), is directed 
exclusively to its addressee and may contain confidential data, protected under 
professional secrecy rules. Its unauthorized use is illegal and may subject the 
transgressor to the law's penalties. If you are not the addressee, please send 
it back, elucidating the failure.




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