Marcos,

 

Ambas as soluções estão corretas, e como qualquer bom consultor diria, o
sucesso de qualquer uma das duas escolhas depende:

 

Depende da realidade da empresa, da maturidade dos seus profissionais e da
gestão da TI.

 

O desafio esta em traduzir adequadamente as necessidades de negócio da
empresa em regras para os processos. Isto pode ser feito, por alto, atravéz
da resposta a uma simples pergunta: Vale a pena?

 

Um exemplo simples:

 

Vale a pena eu comprar uma lâmpada que nunca queime por 3 vezes o preço da
lâmpada com menor ciclo de vida, que terei que trocar periodicamente?  

 

Outro exemplo do nosso dia-a-dia. Vale a pena, à microsoft, empenhar
pesquisas e novas programações para eliminar a necessidade do CTRL+ALT+DEL
do windows?

 

No seu primeiro caso, a empresa vive da programação de seu software e sua
imagem depende diretamente da qualidade do código. Pela regra do 80X20,
provavelmente, esta empresa, quando passa 100% dos incidentes sem soluções
conhecidas para o diagnóstico da causa raiz, isto não será perda de tempo e
ou dinheiro, pois muito provavelmente apenas uma pequena parte deste
montante será resolvida por soluções de contorno desconhecidas. A maior
parte será corrigida atravéz da modificação da linha de código, o que
justifica o pequeno sobre-esforço que poderá existir.

 

Para o segundo caso, assumimos a possibilidade da maior parte dos incidentes
poderem ser resolvidos por soluções temporárias, medimos o tempo, para que
se em um determinado momento não tivemos uma solução de contorno, empenhemos
esforço na eliminação total da causa, sob pena de, se não fizermos isso,
podermos ferir alguma clausula do SLA.

 

Qual é esse momento? Depende na maior parte das vezes da importância que um
determinado serviços impactado tem para a organização, da urgência de
resolvê-lo, e de uma análise bem sucedida da complexidade e dos riscos
envolvidos na resolução dos problemas, sob a perspectiva certa, de quem
define o sucesso ou o fracasso da organização – o cliente. O processo a ser
definido apenas traduz estas regras no papel. A evolução da maturidade da
gestão de TI na organização depende diretamente desta capacidade.

 

O tratamento de cada evento deve variar, de acordo com respostas a
perguntas, como por exemplo:

 

*Possuo solução de contorno e conviver com ela não traz nenhum malefício a
minha organização (imagem+financeiro+etc...) ?

*Se não possuo solução de contorno, quanto tempo tenho para determiná-la
antes que sofra algum impacto negativo?

 

... E outras perguntas mais...

 

Gustavo Lens Minarelli
Gerente de Projetos
ITSM & Governance
Capgemini – IT Partners
Tel. 11 5502-6801
Cel. 11 9393-3832
 <http://www.itpartners.com.br> www.itpartners.com.br
 <mailto:[EMAIL PROTECTED]> [EMAIL PROTECTED]

             

 

                

  _____  

From: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] On Behalf Of
Marcos Roberto Schiezaro
Sent: quinta-feira, 20 de julho de 2006 10:41
To: [email protected]
Subject: [itsm_br] Incidentes e Problemas

 

Pessoal, gostaria de apresentar uma dúvida recorrente com vocês.

Tenho percebido duas condutas de consultores ITIL durante o desenho dos
processos de Gerenciamento de Incidentes e Gerenciamento de Problema, e que
nitidamente refletem experiências diferentes.

A primeira visão é de uma organização ou empresa prestadora de serviços
essencialmente de software, com desenvolvimento e suporte de aplicativos de
mercado ou de própria autoria. Nesses casos, quando um usuário abre um
chamado no Service Desk, e caso atendente não encontre a solução apropriada
ou código de erro relatado dentro da base de conhecimento (match), além do
incidente já abre-se também um Problem para investigação da causa raiz, sem
processo de escalonamento funcional do Incidente.

A outra percepção é de consultores que tiveram experiência em empresas
prestadoras de serviço de manutenção e suporte local, inclusive de hardware.
A abertura de um chamado no Service Desk nem sempre é plausível de solução
no 1º nível (vide o caso de hardware), e deve ser escalado para uma equipe
de atendimento 2º nível (local). Neste caso, não foi realizada a abertura de
um Problem ainda, pois o Incidente foi escalado para a área de competência
para fazer a etapa de Investigação e Diagnóstico. 
Existe também a situação da instalação de um equipamento backup para o mesmo
tipo de atendimento, como solução de contorno para o incidente.


Para ambos os casos, quando vocês fariam a abertura de um Problem? Se alguém
tiver algum caso, por favor compartilhe com o grupo.


Obrigado,


Marcos Roberto Schiezaro.



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