Caro Felipe Rezende,

 

Depois de vários comentário “interessantes” derivados de sua pergunta e
refletindo sobre o seu caso, minha recomendação inicial é:

 

O “X” da questão está na satisfação e comprometimento do usuário em função
ao do serviço prestado – e conseqüentemente a forma com que a TI prove
suporte aos serviços que oferece.

 

Permita transmitir o meu entendimento e idéias entorno do assunto de forma
prática: o usuário, sentindo alguma degradação no serviço (sempre em função
do que fora combinado – ANS), está no direito de pedir auxilio e negociar o
momento mais conveniente para que uma solução (de contorno ou definitiva)
seja aplicada. Daí temos a questão da gestão do serviço que TI presta neste
momento, que na minha opinião está buscando sair da sua condição de
subdesenvolvimento – no que toca os métodos de gestão – por meio de aplicar
as práticas correntes e supostamente mais  modernas. Mais isso é um outro
assunto, que alias dá pano pra manga.

 

Voltando a vaca fria: como proceder com o gerenciamento deste registro de
incidentes? (ocorrência, trouble ticket, TT, ticket, chame-se como quiser
desde que esteja claro o que se pretende com o registro desta informação).

 

Em qualquer relação (sobre tudo numa prestação de serviços) todos os
elementos do sistema tem um papel a ser desempenhado que deve ser medido,
possibilitando a entrega do serviço da forma mais eficiente, controlada
(tirando a máxima utilidade do sistema como um todo). Com isso assumimos que
o usuário também deve ser medido quando da interação com o processo, sempre
na forma de esforço e disponibilidade da parte dele (o que por princípio não
é linear e sim transacional). Do lado da TI a forma com que medimos a
produtividade e efetividade do suporte aos serviços de TI por convenção
assume períodos lineares, que na minha avaliação é uma das causas raiz do
problema. Explico: não podemos responsabilizar a TI por algo que está fora
do seu controle (reforço o exemplo da medicina: se um médico pede um exame
ou prescreve um medicamento no sentido de tratar a condição é
responsabilidade do paciente seguir as recomendações dentro dos prazos
convenientes e que não ofereçam risco a sua saúde). Por isso sustento a
prática de medição da nossa proficiência TÉCNICA por esforço (horas de fato
trabalhadas) que alocamos para restabelecer o serviço e, separadamente mas
no contexto de prestação de serviços, nossa proficiência de GERENCIAMENTO
(tempo total linear que lançamos não das nossas habilidades interpessoais,
confiabilidade, integridade, etc para auxiliar o nosso usuário). Quais as
vantagens aqui são: 1) atribuir claramente qual recurso lançaremos não em
cada etapa da prestação do serviço, 2) clareza e transparência facilitando a
contabilização dos recursos utilizados pelo sistema, 3) assertividade na
alocação de recursos, 4) melhor qualidade percebida na prestação do serviço,
5) facilidade de se apresentar o resultado do trabalho, 6) clareza na
prestação de contas e recebimentos por conta dos serviços prestados.

 

Além de muita comunicação e entendimento mutuo (inerente de qualquer
prestação de serviço de qualidade), umas das ferramentas que você pode
lançar mão é e justamente o ITIL no que diz respeito ao Gerenciamento de
Incidentes. Você pode usar os STATUS do registro (aberto, em andamento,
diagnosticado, solucionado, corrigido, restabelecido, encerrado, etc –
atenção para não se pegar na semântica) como forma de registrar a cadência
linear do registro e as interações com o usuário (como se fosse o prontuário
do atendimento) e SUB-RESGISTROS de Incidentes (também conhecidos como
pai-filho, incidentes hierárquicos, incidentes relacionados, etc) para
registras o esforço necessário para resolvermos a situação (comparando com
pedidos de exames, receituários, etc). Com isso o seu registro principal de
incidentes segue com o uso linear dos status, apresentando ao usuário e
buscando registrar o entendimento e comprometimento dele por meio de:
detalhar o que está acontecendo, apresentar solução recomendada (e os
porquês), condições e prazos para evoluirmos para a próxima etapa do suporte
e os acordos relativos em função do acordo de nível de serviço ao qual
estamos seguindo (revisite na medicina o processo de diagnostico e
tratamento de doenças que você achará muitas respostas).

 

Posto isso, creio que atacamos o cerne da questão: organização do trabalho
passando principalmente pela definição clara de papeis, responsabilidades,
expectativas, forma de acompanhamento, parâmetros de medição de qualidade e
método de apresentação dos resultados.

 

Espero que com esta pequena mensagem tenha conseguido transmitir que para a
correção e restabelecimento do serviço como combinado não depende somente da
TI, portanto não podemos somente medir o desempenho de um todos componentes
do sistema e esperar que tenhamos uma visão clara da qualidade do serviço
como um tudo – o que é geralmente a regra em TI).

 

Desejo muita sorte e paciência para que você consigo desatar este nó.

 

Cordiais,

 

Sergio Rubinato Filho

 

From: [email protected] [mailto:[email protected]] On Behalf Of
Pablo Emanuel
Sent: Monday, June 08, 2009 8:30 AM
To: [email protected]
Subject: Re: [itsm_br] Ainda incidente?

 






Carlos,

 

pelas definições do ITIL, um incidente nunca é "promovido" para problema ou
mudança. Um incidente pode estar associado a um problema (ou até mesmo a
mais de um) e, se não tivermos nenhuma solução de contorno, a solução do
incidente pode até estar vinculada à resolução do problema (que, muito
provavelmente, será uma mudança), mas nunca um vira o outro. A pergunta
original pode ser generalizada para "o que fazer quando não existe
workaround e a solução de um incidente depende de uma mudança?"

 

Não me atrevo a dizer que eu tenha a solução definitiva para esta questão,
mas o procedimento que eu tenho seguido nestes casos é negociar com a(s)
área(s) afetada(s) - envolvendo o ponto focal da área no processo de change
management (normalmente o gerente da área) - o prazo necessário para a
execução da mudança (de acordo com os procedimentos de change management), e
alterar o status do incidente para um status especificamente criado para
este fim até a execução da mudança. Desta forma, podemos identificar este
cenário nos relatórios. Se simplesmente deixássemos o íncidente como
"Aberto", ele se misturaria com os incidentes em que não houve acordo com as
áreas; se simplesmente encerrássemos o incidente, ele se misturaria com os
casos em que a solução de contorno foi efetiva. 

 

Abraço,

 

Pablo Emanuel

2009/6/7 Carlos Roberto Santos Almeida <[email protected]>



Boa noite. 

 

Felipe,

 

 

Ao me deparar com esse tipo de situação, tento sempre ponderar o seguinte:

 

O objetivo do processo de Incident Management, segundo o book, é devolver o
serviço normal no menor espaço de tempo possível. Sendo assim, Tickets cujo
o atendimento pode ser "postergado" descaracteriza essa máxima,
descaracterizando assim o ticket que poderá ser "promovido" de incident para
problem (caso a causa raiz ainda não seja conhecida/documentada) ou ainda
change (sendo agregado à janela padrão de mundaças).

 

O book prevê que o incident pode ser reconhecido como algo que afeta
parcialmente um determinado serviço. Pórem, se o impacto é tão parcial que a
resolução possa esperar a próxima janela de mudanças, este ticket original
deve ser fechado com as informações das tratativas executadas e com a
solicitação do usuário de aguardar a próxima janela de mudança.

 

Outro ponto de análise para se tirar da situação proposta é que, hoje em dia
com a infra atual, os serviços estão todos agregados em servidores. Sendo
assim, a solução para incidents que afetam (totalmente ou parcialmente) um
determinado serviço, dificilmente estarão nos clients e possivelmente
estarão afetando mais que um usuário no ambiente. Dessa forma, mais uma vez
migraremos o ticket para a disciplina de problem e em seguida change.

 

Lógico que toda essa colocação é do ambito teórico e que, no âmbito prático,
o que vale é o acordo prévio com o cliente sobre a tratativa que será dada
para esta situações.

 

 

Espero ter contribuido para a discussão.

 

-- 
Att.:



Carlos Roberto Santos Almeida
Mobile +55 11-8279-7704
[email protected]
"http://www.linkedin.com/in/carlosroberto";

2009/6/3 Felipe Rezende Sales Barbosa <[email protected]>

 

Caros,

 

Gostaria de uma ajuda de vocês.

Sabendo que um incidente é uma interrupção total ou parcial ou ainda uma
queda de qualidade de um determinado serviço de TI, tenho a seguinte dúvida:

 

Considere o cenário em que ocorreu um incidente do tipo queda de qualidade
em um determinado serviço de TI e a solução para o mesmo exige uma parada
momentânea do serviço. Porém, o usuário que abriu o incidente não aceita
essa parada e prefere ficar com o serviço com baixa qualidade, tendo
portanto que esperar pela próxima janela de manutenção do serviço para
resolver a questão.

A dúvida é a seguinte: Até a próxima janela de manutenção esse incidente
fica aberto? Sendo sim a resposta, essa ação impacta no indicador de tempo
de resolução de incidentes.

 

Aguardo a participação de todos.

 

Atenciosamente,


-- 
Felipe Rezende Sales Barbosa

Consultor

Invit Information Services - Uberlândia 
(34)9929-1109





 

 



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