On Sun, Apr 05, 2015 at 12:34:09AM -0400, Sergio Durigan Junior wrote: > On Saturday, April 04 2015, Adriano Rafael Gomes wrote:
Sérgio, muito obrigado pela revisão. Vou começar a tratar as questões que você apontou. > Tranquilo. Eu particularmente não acho necessário "adiar a > disseminação"; gosto da troca de conhecimento e experiência que ocorrem > quando a gente começa a discutir cedo um assunto :-). Concordo contigo. Nessa fase de revisão, eu quero discutir cedo o assunto, mas com o grupo, que por conhecer o assunto tem condições de revisar. O que eu quero evitar é que o documento chegue no público alvo antes de estar pronto. > Já considerou usar um repositório pra controlar as versões? Seria uma > ferramenta ótima no seu caso, e não é tão difícil quanto as pessoas > pensam. Aceito sugestões sobre como fazer isso. Prefiro hospedar no meu próprio servidor. Terei que estudar como fazer. > Acho que meu primeiro comentário aqui seria: coloque uma licença livre > no documento. Por exemplo, Creative Commons > <https://creativecommons.org/> ou GNU Free Documentation License > <https://www.gnu.org/copyleft/fdl.html> são as indicadas no seu caso. Meu plano é colocar uma licença livre, mas ainda não escolhi qual. Aceito sugestões. Talvez CC-BY-SA ou GNU FDL, como você sugeriu. Eu quero que o documento possa ser copiado, alterado, redistribuído e que essas liberdades sejam mantidas. > Depois vou responder melhor a mensagem do Rafael, mas aqui eu acho > interessante mencionar que não é só a filosofia que motivou o > desenvolvimento dos Softwares Livres. Eu gosto de definir o Software > Livre como um movimento técnico, social, filosófico e político (não > necessariamente nessa ordem de relevância). Reconheço que eu tenho dificuldade em definir os termos: movimento, social, filosófico, político. Aceito sugestões. > Não sei se entendi essa conclusão de que "... se você deixar para > conhecer a filosofia por último, poderá abrir mão da liberdade no meio > do caminho". Como assim? Quer dizer que a pessoa pode achar, no meio > do aprendizado, que aquele movimento "não a representa" e "desencanar"? Me refiro a se desviar do caminho da liberdade enquanto ainda estiver na fase de aprendizado da parte técnica apenas, e ainda não tiver aprendido sobre a filosofia, pois deixou esta parte por último. A ideia que quero passar é que se a pessoa usar a parte técnica como único critério para escolher qual programa usar, poderá escolher um programa não-livre ao invés de um livre, simplesmente porque naquele caso específico o programa não-livre possa ser melhor tecnicamente. Isso aconteceria porque a pessoa ainda não conhece a filosofia. > Legal, concordo que no mundo ideal as pessoas deveriam entrar em contato > com a motivação primeiro, e depois partir pro uso dos softwares que > representem aquilo que ela aprendeu. Mas eu me arrisco a dizer que na > grande maioria dos casos não é isso que acontece (não foi comigo, e > tenho quase certeza de que não foi com ninguém do grupo também). Por > esse motivo, eu acho que esses dois capítulos são meio "wishful > thinking"... Não digo pra você retirá-los; só queria fazer esse > comentário pra ver o que você acha. Concordo com você. Mas esse é exatamente um dos problemas que estou tentando ajudar a diminuir com essa palestra: fazer as pessoas conhecerem a filosofia mais cedo. > > + O que é Software Livre? + > > > > Software Livre é software que respeita a liberdade do usuário. > > > > O oposto de Software Livre é software não-Livre, que não respeita a > > liberdade > > do usuário. > > Essa explicação infelizmente está muito incompleta. Se eu estivesse na > sua palestra (ou lendo esse documento) e não soubesse absolutamente nada > sobre SL, eu iria chegar até esse slide e continuar sabendo > absolutamente nada! > Acho essencial você expandir esse capítulo com as 4 liberdades do > Software Livre, e explicar (sucintamente?) o que cada uma dessas > liberdades faz pra defender o usuário de software. Talvez eu deva reordenar algumas partes do texto, ou mencionar que o assunto será desenvolvido adiante. > Quando eu faço uma palestra sobre SL, eu *sempre* faço a correlação > > "SL <-> Respeito" > > Eu também costumo brincar dizendo que eu provavelmente teria batizado o > movimento de "Software Respeitoso", ao invés de Software Livre, porque > eu acho que se a gente puxar o argumento pro lado do "respeito" fica > muito mais natural (e, até certo ponto, menos polêmico) explicar por que > o movimento é importante. > > Se estiver interessado, eu fiz um post sobre o "Software Respeitoso" (em > inglês) aqui: > > <http://blog.sergiodj.net/post/2014-10-15-respectful-software/> > > Não escrevi tanto sobre a questão da nomenclatura, mas ainda assim acho > que explica melhor a idéia que mencionei acima. Vou reler o teu artigo e ver como posso aproveitar a ideia na palestra. Vou reler esse também: http://mjg59.dreamwidth.org/32686.html > Pode ser que esses diagramas sejam um pouco confusos pra quem não tem > conhecimento prévio sobre o movimento. Pode dar a impressão de que > "controlar o programa" é algo que dá pra fazer "de cara", mas obviamente > são necessárias habilidades específicas pra exercer esse controle de > maneira completa. Acho legal explicar melhor esse controle, talvez sob > a ótica da liberdade do usuário em não depender de apenas um programador > (que provavelmente nem é conhecido do usuário), e de ter acesso ao > código-fonte (ou à "receita") do programa. OK, tenho que melhorar essa parte. Tentei explicar isso ao dizer "Se você não souber ou não quiser fazer as modificações você mesmo, você poderá convencer alguém a fazer as modificações para você e, ainda assim, controlar o que o programa faz." > Uma outra confusão que pode rolar por conta do termo "controlar o > programa" é o seguinte: se eu não entendesse nada de Software Livre, eu > provavelmente iria ter certeza de eu controlo todos os programas que eu > uso. Ou seja, eu não entenderia por que você está dizendo que eu não > controlo os programas; essa confusão existiria porque você não explicou > direito o que é, de fato, "controlar um programa" (ou "ser controlado > por um programa"). OK. Acho que vou ter que falar um pouco sobre como funcionam os computadores, executando programas que são instruções escritas no código-fonte, algo nesse sentido, e como isso influencia nas tarefas do usuário. > Acha necessário colocar esses diagramas? :-) Posso removê-los, talvez fique melhor sem eles. > Aha, legal, aqui embaixo você explica as 4 liberdades. Então talvez > seja o caso de reorganizar os capítulos, porque aquele lá de cima > precisa de mais esclarecimentos, sem dúvida... Vou tentar reorganizar ou ligar as partes, como falei lá em cima. > Eu sempre escrevi "código-fonte" com hífen. Não sei qual é a grafia correta. Quem souber, me diga, por favor. > Acho que removeria esse "controlar o que o programa faz", pelos motivos > que expliquei acima: é uma frase meio confusa, que pode gerar mais > dúvidas do que certezas... Como dito acima, tentarei esclarecer essa parte. > Não tenho certeza absoluta, mas eu acho que esses capítulos explicando o > que é SL poderiam ser movidos lá pra cima... Novamente, tenho que reorganizar ou ligar as partes. > Eu trocaria por "Conclui-se que:". OK. > Acho legal reforçar aqui que, mesmo que você não saiba programar e não > pretenda tornar-se um programador, você pode escolher confiar em um > amigo programador (e/ou na comunidade que desenvolve o Software Livre) > para saber que aquele programa faz o que você espera que ele faça. > > Estou tentando antecipar perguntas do tipo: > > "Mas se eu não sou programador, e se eu não tenho intenção nenhuma de > aprender a programar, será que isso não significa que eu sempre > estarei à mercê da vontade de ALGUM programador?" Realmente, terei que explicar melhor essa parte de "controlar o programa" ou "ser controlado por ele" :-) > > + Por que se importar com isso? + > > > > Infelizmente, existem no mundo outras e mais graves injustiças do que a > > injustiça causada pelo software não-Livre. Então, por que se importar com > > isso? > > > > - O primeiro motivo é que, mesmo havendo injustiças mais graves do que > > essa, ainda assim essa é uma injustiça e, como tal, deve ser > > combatida. > > > > - O segundo motivo é que essa é uma injustiça que acontece em um campo > > do > > conhecimento humano no qual nós, que temos conhecimento técnico na > > área, > > temos condições de agir para transformar a situação e eliminar essa > > injustiça, escrevendo Software Livre para substituir todo o software > > não-Livre ainda existente. > > > > - O terceiro motivo é que a quantidade de atividades humanas que são > > realizadas com uso de software está aumentando com o passar do tempo e > > com o avanço da tecnologia, aumentando também o alcance da injustiça > > sobre os usuários quando as tarefas são realizadas usando software > > não-Livre. > > Eu colocaria esse motivo em primeiro lugar! Você se refere ao terceiro motivo? Tentei fazer uma progressão sobre o grau de "gravidade" dos motivos. > No mais, parabéns pelo documento. Acho que está indo no caminho > certo: com uma linguagem fácil de entender, mas sem perder a força da > mensagem. Mais uma vez, muito obrigado pela revisão. Vou trabalhar nos pontos que você levantou. Espero conseguir terminar a tempo de apresentar com as modificações no FLISOL.
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