Agora a M$ disse que vai apertar o cerco contra a pirataria, especialmente
aqui no Brasil. No início ela fechou os olhos para garantir o monopólio e
agora vai usá-lo para arrancar dinheiro. Tomara mesmo que continue fazendo
isso no mundo pois assim as pessoas vão parar para fazer as contas de quanto
custa a "facilidade" (pelo menos o marketing diz isso) da plataforma
ruindows. Só vai dar mais impulso ao Linux.
Eu mesmo já cansei de usar argumentos técnicos ao recomendar a substituição
de Ruindows, Offices e os programas usuais piratas em algumas empresas por
soluções Linux. Sempre vem algum idiota dizer que o StarOffice é lento, que
não é igual (eles não querem um editor de texto e sim o maldito Word), que o
Linux não roda aqueles joguinhos e programas esotéricos que as secretárias e
estagiários gostam de instalar para usar na hora do almoço, etc. No fim das
contas os caras acabam empurrando o problema com a barriga fazendo
requisições de compra dos softwares M$ e memorandos para a gerência, que por
sua vez não compra alegando falta de dinheiro. Assim os software pirata
continua rolando solto enquanto a ABES não bate a porta da empresa.
Reconheço que o Linux não pode substituir tudo (ainda) mas para bater
memorandos, cartas comerciais, etc vc pode usar perfeitamente um Koffice ou
StarOffice e, se o micro ficar lento, vc pega uma parte do dinheiro
economizado e coloca mais memória ou troca o micro. Dizem que o Windows tem
muito mais aplicativos mas quanto custa cada um ? Muito custam milhares de
reais e se o pessoal fosse fazer a conta do que muita gente está acostumado
a usar cairia para trás... Pelo menos o Linux vem com um monte de
aplicativos gratuitos.
A próxima jogada da M$ vai ser o aluguel de aplicativos e com vinculação ao
seu hardware (através de hds que irão ter números de série e esquemas contra
cópias ilegais). Aí eu quero ver o quanto vai custar a "facilidade" que o
pessoal gosta.
> Escola de computação deve indenização milionária à MS
> Quinta-feira, 15 de março de 2001 - 18h10
> SÃO PAULO - A escola de informática São Paulo Computer Training foi
> penalizada e deve pagar uma salgada indenização à Microsoft por utilizar
88
> cópias de programas que não apresentavam licença de uso.
>
> A decisão judicial foi proferida pelo juiz Cassio Modenesi Barbosa, da
25.ª
> Vara Cível Central de São Paulo, e diz que a escola deverá pagar o
> equivalente a três mil vezes o valor de cada programa irregular
encontrado -
> o valor ainda não foi calculado, mas, se tomarmos por base apenas o preço
da
> versão full do sistema operacional Windows Me (490 reais), a indenização
> ultrapassaria o valor de 129 milhões de reais. A São Paulo Computer
Training
> ainda pode entrar com um recurso junto ao tribunal.
>
> A Microsoft, associada a duas entidades, entrou com uma ação de
indenização
> contra a escola em janeiro de 1999. Segundo a companhia, durante o
decorrer
> do processo a Computer Training não apresentou as licenças de uso de
> qualquer um dos softwares especificados no laudo pericial.
>
> A sentença tomou como base a lei de software (9.609/98) e a lei do Direito
> Autoral (9.610/98), que prevêem pena de até dois anos de detenção, além de
> multa de até três mil vezes o valor de cada cópia irregular encontrada.
>
>
> Renata Mesquita, do Plantão INFO
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