Em ter, 22 mai 2001, Manoel Pinho escreveu:
> Algum tempo atr�s bem que dizem que os caras que especificam solu��es IBM
> nunca s�o demitidos por isso... Mas agora a IBM ap�ia declaradamente o Linux
> !! Ent�o pode dizer isso aos chefes medrosos.
A IBM foi a respons�vel por dar credibilidade aos PCs. Antes disso, eles eram
considerados brinquedo (at� mesmo pela pr�pria IBM).
Na palestra do rep da IBM na Linux Expo, isso ficou muito bem expl�cito. V�rias
empresas e governos, sucessivamente, v�m dando credibilidade ao Linux.
A IBM, a Shell, O Governo do Rio Grande Do Sul, o Banrisul, a prefeitura da
Cidade do M�xico, a Intel, a Dell, a Compaq, a Fujitsu e por a� vai.
Softwares, ainda que muita gente n�o goste, como Netscape e StarOffice, ajudam a
reduzir a resist�ncia de quem deseja ver Linux como plataforma us�vel.
Outra empresa que ajuda a reduzir a resist�ncia dos gerentes de inform�tica � a
Conectiva (n�o sou s�cio dela e n�o recebo sal�rio). O gerente compra a
caixinha (o gerente precisa comprar, nem que seja s� R$100 ou R$200), v� que h�
uma empresa brasileira com gente falando portugu�s a uma liga��o local de
dist�ncia e se sente seguro.
> Eu trabalhava numa empresa como Engenheiro eletr�nico e , para sorte minha,
> quase tudo era pirata e n�ohavia dinheiro mesmo para comprar uma "solu��o"
> M$ ou de outra marca. Como sou fu�ador, peguei o meu CD do Linux e
> configurei uma m�quina para ser servidor de arquivos com o Samba. E para
> impressionar ainda coloquei tudo o que tinha direito nela (Apache, servidor
> POP3, FTP, Postgresql, etc). O pessoal ficou t�o impressionado que repeti o
> processo com alguns 486s usados como terminais de um SCO (tinham DOS pirata
> + emulador de terminal idem) instalando um Slackware velhinho. Depois
> instalei Linux + KDE + StarOffice para uma secret�ria cobaia e ela sentiu
> pouca diferen�a.
Eu j� vi esse filme. Hoje ningu�m se d� conta, mas quase todo mundo usa TCP/IP
nas redes locais, e usa todos os servi�os da Internet dentro de sua empresa.
H� menos de 5 anos, isso n�o era assim.
TCP/IP n�o � um protocolo de rede local, mas como era livre e gratuito e
servi�os como email, p�ginas web, ftp, etc., era uma novidade gratuita, livre e
que permeava v�rias plataformas, as pessoas come�aram a adot�-lo.
Antes voc� tinha o correio da Novell que era incompat�vel com o correio da MS,
que era incompat�vel com o da Lotus que era incompat�vel com a Internet.
As intranets come�aram assim, de mansinho. Algu�m instalava um servidorzinho
numa m�quina velha e esquecida, fazia sucesso, o gerente gostava de ver a
redu��o de custos e de repente foi um bum.
> Resumindo: uma estrat�gia � ir colocando as coisas para funcionar e ir
> demonstrando.
� o que eu fa�o quando vou a um cliente. Vou com meus CDzinhos da Conectiva e
pe�o para instalar em uma m�quina qualquer. O cliente vai gostando do visual,
vai vendo que Linux n�o � t�o dif�cil assim e qualquer leigo pode instal�-lo
(eu sou leigo).
> Acho que o Linux ainda n�o tem muita visibilidade porque n�o
> se v� muita coisa pronta rodando em Linux.
Pode n�o ter muita visibilidade, mas tem audibilidade. N�o conhe�o ningu�m que
use computador e n�o tenha ouvido falar do Linux. At� o J� Soares falou do
Linux recentemente em seu programa.
Quanto a n�o ter muita coisa pronta rodando, voc� est� enganado. Linux det�m
1/3 do mercado de servidores no mundo. N�o � pouca coisa, n�o �? O outro ter�o
pertence a Sun e o �ltimo � MS.
> As pessoas querem solu��es, n�o
> se importando muito com qual sistema operacional roda. Neste ponto a M$
> ganha de todas as empresas pois ela compra (ou rouba) tecnologias de
> terceiros, d� um nome pomposo, coloca numa caixinha e vende a solu��o
> completa.
Ela nem se d� ao trabalho de roubar mais. Ela toma padr�es abertos do mercado,
d� outro nome e vende.
Veja o Active Directory, por exemplo: nada mais � que um padr�o aberto,
conhecido como LDAP, e padronizado como X.500 pelo ITU (antigo CCITT).
O ITU (International Telecommunications Union) � um �rg�o da ONU.
O X.500 � implementado pelo Linux gratuitamente, mas Bill Gates o cobra de voc�
na licen�a de uso do Windows 2000.
> Muita software-house poderia ganhar dinheiro se fizesse algo assim
> para Linux. Embora o Linux seja gratuito e tenha todas as ferramentas
> dispon�veis, fica a cargo das pessoas configurar muitas coisas que exigem
> conhecimentos avan�ados de rede e de programa��o (especialmente C e C++, que
> n�o s�o muito populares no mundo M$).
Eu uso o Linux no desktop h� 2 anos, quase, e trabalho com Linux nas empresas
no dia-a-dia. N�o sei programar uma �nica linha sequer de C e C++.
Sou completamente leigo e at� hoje n�o precisei de nenhum conhecimento avan�ado
para fazer o Linux funcionar, para minha surpresa, e ao contr�rio do que todos
me diziam.
Configurar servidores de correio, DNS, HTTP requer conhecimentos avan�ados,
mas eles n�o t�m nada que ver com Linux em si. Eles s�o assuntos complexos em
qualquer plataforma.
Acabei me aprofundando em alguns assuntos do SO pela conviv�ncia di�ria com ele
e por conta de algumas exce��es que exigiram um pouco mais de conhecimento, mas
foram exce��es, n�o a regra.
[]s
--
Edgard Lemos
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