On Mon, 16 Jul 2001, Syndson Silva wrote:
> Falando em suporte, o da Micro$oft n�o � t�o abrangente
> assim... e ai de voc� se tens uma licen�a OEM legalizada! Tente
> escrever pra eles informando um problema! eles simplesmente te
> retornam dizendo que voc� tem que se virar com o fabricante. Eles
> N�O ajudam os OEM!!! Isso j� aconteceu comigo uma vez! Com a M$,
> se n�o funciona, voc� resigna-se a desligar e ligar o micro de
> novo...
Exite um asp�cto que ningu�m aqui ainda (que eu tenha lido) comentou
da maneira que � realmente importante:
GNU/Linux � LIVRE!
Releiam a frase acima, parem, meditem, e pensem *profundamente* sobre
o que ela significa.
N�o existe LIMITE intranspon�vel para quem quer saber tudo e qualquer
coisa sobre GNU/Linux, a n�o ser tempo dispin�vel e dedica��o.
E isso com apenas o que se recebe em qualquer distribui��o "de banca",
mais acesso � Internet.
� preciso dedica��o, � preciso aprender C, e preciso ler alguns livros
fundamentais, � preciso compreender a "filosofia" do sistema.
E __existe__ "filosofia" no Unix, s�o chamados de "tenets" (do latin
tenere, significa fundamentos, princ�pios, ...). E quando
compreendemos esses princ�pios, o sistema passa a apresentar cada vez
mais l�gica, consist�ncia e beleza (para os olhos de um hacker :)
Ken Thompson, Brian Kernighan, Dennis Ritche, e v�rios outros, os
criadores do Unix, s�o hackers por excel�ncia. E n�o criaram apenas
um ambiente para que programadores pudessem desenvolver "system
programming", criaram uma cultura de colabora��o e de doa��o do
esfor�o de cada um para o bem dos demais usu�rios.
Esse � de fato o grande legado do Unix.
No Windows n�o existe esse conceito de colabora��o, de doa��o, de
oferecimento de seu esfor�o para o bem dos demais usu�rios: � um
sistema criado por uma empresa que quer tudo para s� e n�o quer deixar
nada para ningu�m, uma empresa que vive atacando com FUD e vaporware
para minar o esfor�o da concorr�ncia e blquear o mercado na ado��o de
novas alternativas para os sistemas da pr�pria empresa.
E isso se reflere no comportamento dos criadores de solu��es para o
Win*: todos querem espelhar a "genialidade e gan�ncia" do "mestre"
WHG-III. Todos os usu�rios ficam "mesquinhando informa��o" de onde se
esconde um determinado recurso em uma subjanela, no registry, numa
biblioteca, achando que com isso tornam-se melhores que os demais.
E no windows existem barreiras REAIS e intranspon�veis para quem quer
ir fundo no sistema. Querer obter informa��o custa muito, em livros,
em resource-kits, em tentativas e erros experimentando infind�veis
possibilidades para descobrir porque algo n�o funciona como
documentado, ou quando a documenta��o � incompleta, inexistente ou
errada.
Isso sem contar o custo dos softwares de desenvolvimento, de m�quinas
possantes e com muita mem�ria para poder ter condi��es de fazer algo
em termos de desenvolvimento.
Qualquer distribui��o do GNU/Linux j� o habilita a fazer o que quiser
com o sistema, � um sistema LIVRE e de baixo custo (e portanto de
menor barreira para o acesso).
� isso que permite que o sistema EVOLUA e que mais e mais pessoas
possam conhece-lo � fundo e passar a contribuir para o bem de todos.
E � isso que tira o sono de WHG-III, um ambiente que n�o tem um grande
alvo para atacar, para dominar ou destruir, um ambiente que agrega
cada vez as pessoas em torno de solu��es que qualquer um pode usar,
melhorar, e o pior, a licen�a como GPL que obriga o retorno das
altera��es feitas, se distribuidas.
Linux, GNU, Free Software, Open Source s�o todos sistemas que crescem
e evoluem pelo simples interesse dos que usam os sistemas. Qual o
limite para um sistema desses? E a Internet tem um papel fundamental
nesse crescimento.
Essa quest�o de "� mais f�cil de instalar", "� mais f�cil de usar", �
isso ou aquilo, � apenas uma quest�o menor, os limites reais s�o
apenas tempo e criatividade dos participantes do sistema.
J� houve tempo (94/95) que que se discutiam infindavelmente que o
Linux nunca chegaria a ser um servidor, leiam novamente, NUNCA
CHEGARIA A SER UM SERVIDOR capaz de desafiar a MS, pelo simples fato
de que os grandes produtores de programas n�o portavam para essa
plataforma (nem os que j� produziam para Unix).
O sistema evoluiu, uma quantidade enorme de pessoas e empresas entram
"de sola" no sistema, solu��es inimagin�veis come�aram a aparecer.
E as coisas continuam a crescer, e n�o existe limite para esse
crescimento.
--- Wagner [EMAIL PROTECTED]
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